Desembarcando na Campus Party 2010, com um mundo de coisas acontecendo ao redor, a primeira semente que consigo extrair (e que precisa ser plantada) é de que redes sociais não são ferramentas, mas a conexão entre pessoas. Parece óbvio, mas sem este entendimento claro qualquer estratégia em rede social é #balela, como diz o título desse post.

Scott Goodstein, estrategista 2.0 da campanha do Obama, diz: "As pessoas não votam nas ferramentas. As pessoas votam nas pessoas"

Scott Goodstein, estrategista 2.0 da campanha do Obama, diz: "As pessoas não votam nas ferramentas. As pessoas votam nas pessoas". Foto minha ;-)

O que isso quer dizer? Aquilo que muita gente fala, mas quase ninguém realmente faz. Uma boa estratégia para redes sociais deve seguir 5 passos principais:

  • Mapear redes e comunidades
  • Escutá-las
  • Integrar-se às que são aderentes à sua proposta de comunicação
  • Fazer parte delas

Opa! Mas e aquela ação viral no capricho? Pois é. Não acredite em quem te vende um viral no capricho porque isso não existe. Você não faz uma campanha viral. Você faz uma campanha. Se você fizer tudo direitinho e tiver um pingo de sorte, o virus se espalha ;-)

O grande valor agregado ao seu negócio está em poder escutar o que as pessoas tem a dizer e poder participar deste diálogo com propriedade.

No primeiro semestre, o Moriael Paiva compareceu ao WOMMA-U, evento mundial sobre marketing boca-a-boca que aconteceu em Miami. Ele contou como os gringos estão fomentando conversas entre empresas e pessoas por meio de dois ingredientes simples, mas ao mesmo tempo escassos nos dias de hoje: honestidade e autenticidade.

Mas como uma empresa pode ser autêntica e honesta a ponto de fazer com que pessoas falem espontaneamente dela? Afinal, é isso o tal do word of mouth, citação positiva e empolgada que acontece entre amigos em um papo de boteco. Não existe “receita de bolo” mas esse questionamento me levou a refletir sobre o padrão de comportamento de um grande número de empresas, que pode ser facilmente dissecado em três etapas:
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8 JUN 2009
16:36 GMT -0300

Publicidade em Social Media, #comofaz?

Por Thaís Pontes

Depois de um intensivão de dois dias sobre o assunto no Social Media Brasil, refleti sobre os pontos que, na minha opinião, são os principais para um trabalho bem sucedido em Social Media. O que produzir, como disseminar, com quem falar, o que fazer? Os tópicos abaixo abordam regras essenciais para essa nova tendência da publicidade:

• Produção de conteúdo relevante
A publicidade em Social Media não deve ser simplesmente a exposição de uma mensagem. Aqui as coisas vão além… Em vez de apenas uma mensagem, é preciso gerar um conteúdo relevante para que a repercussão daquilo seja o mais espontânea possível. Um comercial de TV, por exemplo, provavelmente não é interessante para o YouTube. O conteúdo aqui deve ser útil, curioso, conveniente e, se possível, participativo. Propaganda tradicional é pra mídia tradicional, não social.

• Ouvindo o usuário
Outro ponto forte para trabalhar uma marca em Social Media é o relacionamento com o usuário. É essencial ouvir o que ele tem a dizer. A ”pegada” da campanha deve ser baseada nisso. Para isso é necessário um amplo monitoramento da imagem da marca antes do início da campanha. A opinião do usuário é a chave para uma ação bem-sucedida.

• Transparência
Criar perfis falsos, comprar opiniões, plantar comentários e enviar spams são tiros no pé. O usuário vai descobrir se você está agindo de má fé e sua ação vai por água abaixo. Autenticidade é fundamental.

• Disseminar de forma inteligente
Ao postar sua ação num fórum ou numa comunidade, você está agregando valor a ela? Quão válido foi o seu comentário ali? Ser intrusivo não é indicado. O conteúdo deve ser levado para onde seja útil ao usuário.

• Inovação
Envolver na ação o uso de novas tecnologias, desenvolvendo ferramentas inovadoras e aplicativos interessantes, é muito válido. Mais uma vez, a propaganda tradicional não tem vez nas mídias sociais. O desafio é dar o usuário o que falar.

Falando em desafio…
O maior desafio da publicidade em Social Media é estimular a repercussão espontânea do conteúdo. É desenvolver uma ação que seja interessante o bastante para ser transmitida boca-a-boca entre os usuários. Para isso é preciso tornar claro a importância da Social Media e, como disse Guilherme Valadares da Social Content, não considerá-lo um apêndice. O especialista em Social Media deve estar envolvido na campanha desde o início, para evitar que depois do material pronto ouça a célebre frase: “Sai um viralzinho no capricho aí pra mim?”.

Para ver tudo o que rolou no Social Media Brasil, clique aqui. Destaque para Roberto Cassano (Frog), Gustavo Fortes (Espalhe), Marcelo Trípoli (IThink), Rodrigo Teijeiro (Sonico), Renato Shirakashi (Via 6), Gilberto Jr. (Amanaiê), Guilherme Valadares (Social Content), Edney Souza (Pólvora). Nem todos disponibilizaram ainda suas apresentações no slide share, mas esperamos que isso aconteça até amanhã!

Veja aqui o que estão falando sobre o Social Media Brasil no Twitter: #smbr

A foto acima é do Flikr do luis.leao