Quem acha que a corrida eleitoral só vai começar no segundo semestre do ano que vem está enganado. E o PT não está mesmo para brincadeira quando o assunto é o uso da internet na campanha.
A notícia que sacode as bases da Capital Federal tem como epicentro o Palácio do Planalto. Saiu na Isto É que O PT contrata para a campanha de Dilma o publicitário que ajudou Obama a arrecadar US$ 500 milhões pela internet.
Em tempos de discussão no Senado, reforma eleitoral, e alguns pontos que desvalorizam e questionam o poder das redes sociais no Brasil, a notícia é bastante positiva, tanto para o processo democrático quanto para a própria rede.
Se vai dar certo repetir a fórmula, a gente não sabe. Nem o Ben Self acredita nisso. Se o Planalto e a Dilma vão conseguir abrir mão de suas crenças e práticas para agir como se deve na internet, a gente não sabe. E se o Ben Self tem condição de perceber as especificidades do eleitorado brasileiro, a gente também não sabe.
Mas só o fato de ter alguém com essa visão na equipe já nos diz muito.
Depois de adiarem a sessão de votação duas vezes por falta de qúorum, as 14 horas de hoje os digníssimos senadores da República votam as emendas sobre o projeto da Reforma Eleitoral, que dispõe também sobre a regulamentação de propaganda política na Internet.
Um dos principais pontos polêmicos é o cerceamento de opinião aos portais de internet, que são considerados como jornais impressos e devem seguir as mesmas regras da mídia tradicional.
Opiniões bastantes divergentes dos senadores deixam claro que essa será uma votação bem quente:
“A meu ver, a internet é uma tecnologia que veio para ficar e é impossível estabelecer qualquer controle. A concepção de rede significa que não tem um centro gerador que a controle. Cada um vai agregando, agregando, a rede vai se expandindo e não temos como controlá-la. Eu acho que nem se deve estabelecer normas nesse sentido porque, na realidade, é uma norma que não vai ter nenhuma condição.”
José Sarney, Presidente do Senado
“Da minha parte, sempre entendi que a internet é a fusão de vários meios de comunicação: jornal, TV, rádio, televisão e correio. A parte de internet que é de rádio ou televisão deve seguir as regras de do rádio e da televisão. A parte que é semelhante ao jornal deve seguir as regras do jornal”
Eduardo Azeredo, um dos relatores da emenda
Outra questão que merece atenção é a proibição da divulgação de pesquisas e painéis eleitorais nesses sites. Você pode acompanhar a sessão ao vivo no site da TV Senado. Aproveito o post para perguntar para você:
Você pode ouvir aqui o TalkShow de ontem (03/09), que recebeu Alexandre Inagaki, do blog Pensar Enlouquece, Pense Nisso.
@inagaki, @jasper, @rafaelziggy, @thaispontes e @danielsouza falaram sobre a polêmica do Blog do Planalto, os políticos invadindo o Twitter, seus assessores twittando e os novos rumos da comunicação política com ferramentas digitais.
Confira os melhores momentos:
A criação do Blog do Planalto
A proibição de comentários no Blog do Planalto
Assessores políticos twittando
José Serra no Twitter
Políticos no Twitter
O Blog do Planalto inspirado no blog da Casa Branca
O Blog do Planalto deveria, ou queria, ser o blog do Presidente?