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	<title>Talk Interactive - Estratégias Digitais &#187; experimento</title>
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	<description>A Talk Interactive é uma agência full service especializada na formulação de estratégias de marketing para clientes de vários segmentos, especialmente da área institucional.</description>
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		<title>A vida sem celular: um auto-estudo de caso</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 13:56:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>juliano.spyer</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem o meu celular faleceu. Literalmente. E digo &#8220;faleceu&#8221; porque não houve causa aparente que justifique a falta súbita de sinais vitais. Não caiu no chão, não molhou, nem foi exposto a temperaturas extremas. Do nada ele teve o que poderia ser chamado de convulsão e morreu.</p>
<p><strong>Foi assim</strong></p>
<p>Eu estava na praça de alimentação de um aeroporto passando o tempo até a hora de embarque. O aparelho tremeu indicando a chegada de SMS. Tentei acessar a mensagem mas o sistema travou, a tela ficou estática. Até aí, normal, já tinha acontecido antes. O procedimento padrão era tirar a bateria, recolocá-la e apertar o botãozinho de liga. Mas dessa vez não ligou.</p>
<p>Insisti, continuei insistindo e nada, nenhuma iluminação de tela ou som para me fazer acreditar que aquilo era &#8220;apenas um susto&#8221;. Intimamente eu sentia que o aparelho tivesse sofrido o correspondente digital de um AVC ou de um ataque cardíaco fuminante e que não voltaria a funcionar sem ajuda profissional e algum transplante de peça.</p>
<p><strong>Um corpo sem espírito</strong></p>
<p>É estranho falar em &#8220;espírito&#8221; referindo-se a um celular, mas não encontro metáfora melhor para representar o que tinha lá dentro. Era espiritual, primeiro, por não ser palpável, material, não estar fisicamente presa aos componentes do aparelho. O que existia ali, existia pela circulação contínua de corrente elétrica.</p>
<p>Mas era espiritual por outro motivo também. Era parte da minha vida, uma extensão dela. Ele me ligava de alguma maneira a todas as pessoas que eu conheço e me relaciono. Essa informação vivia ali, assim como as fotos e vídeos que eu registrava com regularidade pelo aparelho.</p>
<p><strong>Matrix</strong> <strong>mobile</strong></p>
<p>Uma coisa curiosa de não ter celular é ter visto pela primeira vez como o celular invadiu a vida das pessoas. Como eu não tinha o meu celular para me fazer companhia, acabei &#8220;forçado&#8221; a olhar para os lados e prestar atenção nas pessoas. E fiquei espantado ao notar que praticamente a metade das pessoas no saguão do aeroporto estava mergulhada em seus aparelhos.</p>
<p>Alguns passaram o dia em reunião ou participando de algum treinamento e aproveitavam o tempo para triar as mensagens de email acumuladas e responder as mais urgentes. Outros provavelmente acompanhavam as conversas no Twitter, liam e respondiam SMSs, experimentavam aplicativos, jogavam ou checavam pela Internet o clima da cidade para onde estavam indo.</p>
<p>O fato é que boa parte das pessoas sentadas nas cadeiras do saguão de embarque se encontravam na mesma posição, com as mãos na altura da barriga, segurando o aparelho e a cabeça curvada para baixo. Pareciam hiponotizadas ou transportadas para outro mundo&#8230;  dentro do Matrix?</p>
<p><strong>Da negação à abstinência</strong></p>
<p>Ainda não aceitei a morte do telefone, mas, naquele momento, no aeroporto, me conformei silenciosamente com o ocorrido e até pensei que talvez aquilo não seria o fim do mundo, mas não demorou para eu sentir sintomas de crise de abstinência.</p>
<p>Ao chegar em São Paulo, minha grande preocupação é que minha mulher tentasse e não conseguisse falar comigo. E eu não podia avisá-la porque, além de não ter telefone, também não sabia o número dela &#8211; que sempre esteve na memória do aparelho.</p>
<p>Chegando em casa, me lembrei que precisava acordar cedo, mas cadê meu despertador? Era também o celular. E tive que ir até a cozinha para saber as horas.</p>
<p>Ontem um amigo mandou um email dizendo que precisava falar comigo e pedindo o meu número. Posso passar o número do escritório, o da minha casa, mas teremos que combinar uma hora para ele telefonar, como fazíamos &#8220;antigamente&#8221;, lembra? Isso caiu em desuso na medida em que a maioria leva seus telefones no bolso.</p>
<p><strong>Na garantia (eu acho)</strong></p>
<p>Hoje pela manhã, a primeira coisa que eu fiz ao levantar &#8211; depois de escovar os dentes &#8211; foi pegar a caixa do meu telefone. Me felicitei mentalmente por ter a prática de guardar as caixas dos aparelhos eletrônicos junto com as notas fiscais. E descobri algo no mínimo curioso: comprei o telefone em 3 de outubro do ano passado, há exatos 364 dias, logo, há esperança dele ainda estar coberto pela garantia.</p>
<p>Só que surgiu um porém. O período de garantia é de &#8220;09 (nove) meses para o aparelho celular e acessórios incluídos no pacote do aparelho celular, adicionalmente aos três meses da garantia legal&#8221;. Quer dizer 12 meses, certo? Vou descobrir e depois conto.</p>
<p><strong>Sem Life-stream<br />
</strong></p>
<p>Fora acessar a internet (email, Twitter, buscas, resultados de jogos), como outros heavy-users, o celular tem para mim uma finalidade particular. Uso-o para registrar a vida e fiz disso uma rotina mental. Olho para coisas me perguntando se vale uma foto (eventualmente um video) e o processo de publicação <a href="http://www.flickr.com/photos/37734866%40N00/" target="_blank">é automático</a> do aparelho para a Internet e para o Twitter.</p>
<p>Não é um BBB porque eu não publico fotos minhas, nem fotos pessoais. É, talvez, a parte de mim que me levou ao Departamento de História da USP quando eu nem sabia direito o que queria fazer da vida. Registro o que vejo e me chama a atenção, num processo muito pessoal e despretencioso de me comunicar com outras pessoas. Meio, talvez, como uma versão 2.0 da pintura rupestre. Uma necessidade sem propósito explícito.</p>
<p>Isso vai fazer falta.</p>
<p>Independente de tudo, me ocorreu um pensamento apocalíptico: e se, por algum motivo, eu perdesse também a conexão à Internet?</p>
<p>O Kevin Kelly, um dos mestres Jedi do tecno-utopismo, escreveu <a href="http://www.kk.org/outofcontrol/" target="_blank">em um de seus livros</a> que criaríamos tanta dependência da Web que ela seria uma extensão de nossa memória; logo, estar desconectado seria parecido com sofrer uma lobotomia. Mas, aparentemente, alguém <a href="http://www.make-digital.com/make/vol19/?pg=46&amp;pm=1&amp;u1=friend" target="_blank">já pensou nisso</a> e encontrou uma solução, de maneira que podemos dormir tranquilos. <img src='http://www.talk2.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt="icon wink A vida sem celular: um auto estudo de caso" class='wp-smiley' title="A vida sem celular: um auto estudo de caso" /> </p>
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		<title>Radialistas fazem coberturas alternativas com o Gengibre</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 14:12:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>juliano.spyer</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem rolou a gravação ao vivo do podcast com o Cazé Peçanha. Foi um malabarismo gambiarrístico misturar todos os sistemas de voz, mensagens deixadas no Gengibre com a nossa conversa via Skype (com diferenças de captação de microfone), sem contar o streaming do audio. Ainda assim o resultado ficou muito bacana. (Não sei se vai dar para editar e por no ar hoje, mas é um dos itens prioritários da lista.)</p>
<p>Logo no esquenta, que é o tempinho antes da entrevista começar, o Cazé relembrou a história dele, a época que ganhava a vida como professor de inglês no Rio e participava da cena de poetas da cidade. Falou da experiência de se apresentar em um hospital psiquiátrico e de como aquilo foi gratificante, de como uma platéia com menos amarras recebe a poesia. E ele nos presenteou recitando um poema.</p>
<p>O assunto principal da conversa foi o <a href="http://www.gengibre.com.br" target="_blank">Gengibre</a>, um serviço parecido com o Twitter mas que funciona com voz. Na semana passada uma nova versão do Gengibre foi ao ar, trazendo uma série de melhorias, como a possibilidade de criar comunidades. O Cazé anunciou os detalhes. E partimos para um experimento: usamos o Gengibre para <a href="http://www.gengibre.com.br/cgi-bin/fonecast.cgi?show=ifComunidade&amp;comunidadeID=V1GFPA0" target="_blank">receber participações</a> de pessoas que não poderiam acompanhar da transmissão ao vivo.</p>
<p>Uma dessas mensagens queria saber sobre usos inesperados do Gengibre e o Cazé se lembrou de pessoas com algum problema de saúde que, ao invés de ficarem atendendo chamadas de amigos e parentes, deixavam &#8220;boletins médicos&#8221; no serviço. Assim eles não se desgastavam explicando e reexplicando sua situação e as pessoas acompanhavam a situação.</p>
<p>Para mim, a parte mais interessante e surpreendente foi a situação contrária e que parece ser uma tendência nova e forte no Gengibre: radialistas profissionais de meios importantes começam a usar a ferramenta para produzir conteúdo próprio. A lógica é simples: eles já vão fazer as coberturas, mas o espaço que eles têm geralmente é reduzido, o conteúdo aproveitado tende a ser pequeno, eles poderiam aproveitar muito mais a situação, e é o que começa a acontecer.</p>
<p><a href="http://www.gengibre.com.br/perfil/vanessaruiz" target="_blank">Vanessa Ruiz</a> da CBN/Globo, <a href="http://www.gengibre.com.br/perfil/vitorbirner" target="_blank">Victor Birner</a> da CBN e <a href="http://www.gengibre.com.br/perfil/giulietti" target="_blank">Conrado Giulietti</a> da Eldorado/ESPM &#8211; coincidentemente todos envolvidos com a cobertura esportiva &#8211; aproveitam suas pautas para produzir conteúdo original e postar isso em seus blogs. Olha que &#8220;subversão&#8221; boa: a ponte no sentido da democratização da produção de conteúdo sendo construída não só pelo amador mas também pelo profissional que, apesar de estar dentro do veículo, não tem toda a liberdade, nem de pauta nem de tempo.</p>
<p>Vale conferir. E escrevendo isso me lembrei de outra passagem da conversa. Perguntaram ao Cazé sobre como ele escolhia desenvolver um certo produto para internet e ele respondeu que aquilo &#8211; nem o Gafanhoto nem o Gengibre &#8211; não tinha sido planejado originalmente para ser um negócio, começaram por causa da vontade dele de ser menos espectador e mais ator (no sentido de quem age) na internet.</p>
<p>Ele disse: &#8211; Fazer TV é muito mais legal do que assistir e eu queria também fazer internet.</p>
<p>Essa idéia merece atenção. A internet é isso: fazer. Nesse momento falar de participação e colaboração talvez soe como chavão, mas quando a gente pensa nisso, geralmente não se dá conta de como essa passagem do conforto do sofá/controle remoto para a cadeira/teclado é difícil, desconfortável, implica em encarar uma curva de aprendizado, fazer coisas toscas e ir descobrindo as manhas, as técnicas, ativamente.</p>
<p>É isso que acontece, por exemplo, no Gengibre, com o surgimento &#8211; espontaneo e independente &#8211; de personagens como <a href="http://www.gengibre.com.br/profile/capitaosarcasmo" target="_self">Capitão Sarcasmo</a>, <a href="http://www.gengibre.com.br/profile/captaoobvio" target="_blank">Capitão </a><em><a href="http://www.gengibre.com.br/profile/captaoobvio" target="_blank">Óbvio</a> e </em><a href="http://www.gengibre.com.br/profile/GarotoPleonasmo" target="_blank">Garoto Pleonasmo</a>. São amadores &#8220;<a href="http://www.thefreedictionary.com/tinker" target="_blank">tinkering</a>&#8221; (mexendo, bulindo, experimentando) com a tecnologia de maneira descompromissada e fazendo coisas originais, interessantes. O TalkShow é uma brincadeira nessa linha <a href="http://www.thefreedictionary.com/hack" target="_blank">hacker</a> &#8211; alguém que interfere, altera, no sentido literal da palavra.</p>
<p>Por conta do já citado excesso de fontes de audio, o som desse TalkShow ficou pior do que o das experiencias anteriores, mas vai dar para melhorar isso na edição do podcast.</p>
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		<title>Brincando de Roberto Marinho (ou &#8220;Sejamos imperialistas! Cadê?&#8221;)</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 15:32:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>juliano.spyer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esses dias, participei de um evento apresentado pelo Marcelo Tas e ele falou sobre como a internet, para ele, é como brincar de Roberto Marinho. Ele falou isso se referindo a como, quando ele começou a trabalhar com comunicação, era complicado e caro falar com audiências. Depois de todo o buzz da Web 2.0 se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esses dias, <a href="http://www.naozero.com.br/telefonica-transparente" target="_blank">participei de um evento</a> apresentado pelo Marcelo Tas e ele falou sobre como a internet, para ele, é como brincar de Roberto Marinho. Ele falou isso se referindo a como, quando ele começou a trabalhar com comunicação, era complicado e caro falar com audiências.</p>
<p>Depois de todo o buzz da Web 2.0 se espalhar pelo mundo, é até chavão dizer que a internet abriu oportunidades infinitas, revolucionárias. Mas o Tas falava de como isso ainda é pouco explorado e de como existem possibilidades de combinar serviços gratúitos para testar os limites dessa plataforma.</p>
<p>Estou dizendo isso para convidar quem quiser / se interessar para brincar de Roberto Marinho de uma maneira diferente, que está saindo do forno do nosso Talk Labs e que <a href="http://www.talk2.com.br/?p=467" target="_blank">se chama Talk Show</a>. A brincadeira consiste em participar de uma conversa em rede, descentralizada e auto-organizada, realizada a partir de um streaming de audio.</p>
<p><strong>E o que é &#8220;isso&#8221;?</strong></p>
<p>O empolgante do projeto é que é difícil classificar esse modelo. O mais perto que chegamos foi chamar de rádio 2.0, mas ainda assim esse nome pode confundir porque o resultado é radicalmente diferente do rádio. Pode ser ainda um podcast interativo ou, sei lá, twitcast?</p>
<p>Enfim, o Talk Show é um hack a partir de quatro serviços: Skype, Ustream, Twitter e podcast. O propósito é produzir, disseminar e promover debates relevantes sobre comunicação em rede. O efeito é meio conversa de bar, meio curso/palestra, meio entrevista. É ainda o vislumbre de como será o futuro (próximo) da comunicação, quando qualquer um pode brincar de Roberto Marinho.</p>
<p>Nunca foi tão fácil e barato conversar diretamente com audiências. E do que estamos falando? Não é TV, nem rádio, nem email, nem Web, nem telefone. É tudo isso junto e é uma coisa nova.</p>
<p><strong>Social, descentralizado</strong></p>
<p>É social, produzido e transmitido socialmente. Cada nó da rede pode ser um ponto de re-transmissão e também um interlocutor.</p>
<p>É descentralizado: duas vozes não restringem o debate, ao contrário, elas promovem o debate, elas suscitam encontros e trocas de idéias entre nós desconectados, elas multiplicam o poder da rede.</p>
<p>Não acontece sem a rede, a rede amplifica, filtra e enriquece o sinal.</p>
<p>Quem conduz um dos canais de conversa não controla o fluxo de informação. A audiência não pede autorização, ela conversa entre si, ela depende de mim tanto quanto eu dela.</p>
<p>Entrevistador, entrevistado e audiência têm papéis mais flexíveis, flúidos. Quem conduz na verdade participa da conversa, é referência para quem quiser, e é dispensável também, ele termina, a conversa continua.</p>
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