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	<title>Talk Interactive - Estratégias Digitais &#187; democrático</title>
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	<description>A Talk Interactive é uma agência full service especializada na formulação de estratégias de marketing para clientes de vários segmentos, especialmente da área institucional.</description>
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		<title>Radialistas fazem coberturas alternativas com o Gengibre</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 14:12:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>juliano.spyer</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem rolou a gravação ao vivo do podcast com o Cazé Peçanha. Foi um malabarismo gambiarrístico misturar todos os sistemas de voz, mensagens deixadas no Gengibre com a nossa conversa via Skype (com diferenças de captação de microfone), sem contar o streaming do audio. Ainda assim o resultado ficou muito bacana. (Não sei se vai dar para editar e por no ar hoje, mas é um dos itens prioritários da lista.)</p>
<p>Logo no esquenta, que é o tempinho antes da entrevista começar, o Cazé relembrou a história dele, a época que ganhava a vida como professor de inglês no Rio e participava da cena de poetas da cidade. Falou da experiência de se apresentar em um hospital psiquiátrico e de como aquilo foi gratificante, de como uma platéia com menos amarras recebe a poesia. E ele nos presenteou recitando um poema.</p>
<p>O assunto principal da conversa foi o <a href="http://www.gengibre.com.br" target="_blank">Gengibre</a>, um serviço parecido com o Twitter mas que funciona com voz. Na semana passada uma nova versão do Gengibre foi ao ar, trazendo uma série de melhorias, como a possibilidade de criar comunidades. O Cazé anunciou os detalhes. E partimos para um experimento: usamos o Gengibre para <a href="http://www.gengibre.com.br/cgi-bin/fonecast.cgi?show=ifComunidade&amp;comunidadeID=V1GFPA0" target="_blank">receber participações</a> de pessoas que não poderiam acompanhar da transmissão ao vivo.</p>
<p>Uma dessas mensagens queria saber sobre usos inesperados do Gengibre e o Cazé se lembrou de pessoas com algum problema de saúde que, ao invés de ficarem atendendo chamadas de amigos e parentes, deixavam &#8220;boletins médicos&#8221; no serviço. Assim eles não se desgastavam explicando e reexplicando sua situação e as pessoas acompanhavam a situação.</p>
<p>Para mim, a parte mais interessante e surpreendente foi a situação contrária e que parece ser uma tendência nova e forte no Gengibre: radialistas profissionais de meios importantes começam a usar a ferramenta para produzir conteúdo próprio. A lógica é simples: eles já vão fazer as coberturas, mas o espaço que eles têm geralmente é reduzido, o conteúdo aproveitado tende a ser pequeno, eles poderiam aproveitar muito mais a situação, e é o que começa a acontecer.</p>
<p><a href="http://www.gengibre.com.br/perfil/vanessaruiz" target="_blank">Vanessa Ruiz</a> da CBN/Globo, <a href="http://www.gengibre.com.br/perfil/vitorbirner" target="_blank">Victor Birner</a> da CBN e <a href="http://www.gengibre.com.br/perfil/giulietti" target="_blank">Conrado Giulietti</a> da Eldorado/ESPM &#8211; coincidentemente todos envolvidos com a cobertura esportiva &#8211; aproveitam suas pautas para produzir conteúdo original e postar isso em seus blogs. Olha que &#8220;subversão&#8221; boa: a ponte no sentido da democratização da produção de conteúdo sendo construída não só pelo amador mas também pelo profissional que, apesar de estar dentro do veículo, não tem toda a liberdade, nem de pauta nem de tempo.</p>
<p>Vale conferir. E escrevendo isso me lembrei de outra passagem da conversa. Perguntaram ao Cazé sobre como ele escolhia desenvolver um certo produto para internet e ele respondeu que aquilo &#8211; nem o Gafanhoto nem o Gengibre &#8211; não tinha sido planejado originalmente para ser um negócio, começaram por causa da vontade dele de ser menos espectador e mais ator (no sentido de quem age) na internet.</p>
<p>Ele disse: &#8211; Fazer TV é muito mais legal do que assistir e eu queria também fazer internet.</p>
<p>Essa idéia merece atenção. A internet é isso: fazer. Nesse momento falar de participação e colaboração talvez soe como chavão, mas quando a gente pensa nisso, geralmente não se dá conta de como essa passagem do conforto do sofá/controle remoto para a cadeira/teclado é difícil, desconfortável, implica em encarar uma curva de aprendizado, fazer coisas toscas e ir descobrindo as manhas, as técnicas, ativamente.</p>
<p>É isso que acontece, por exemplo, no Gengibre, com o surgimento &#8211; espontaneo e independente &#8211; de personagens como <a href="http://www.gengibre.com.br/profile/capitaosarcasmo" target="_self">Capitão Sarcasmo</a>, <a href="http://www.gengibre.com.br/profile/captaoobvio" target="_blank">Capitão </a><em><a href="http://www.gengibre.com.br/profile/captaoobvio" target="_blank">Óbvio</a> e </em><a href="http://www.gengibre.com.br/profile/GarotoPleonasmo" target="_blank">Garoto Pleonasmo</a>. São amadores &#8220;<a href="http://www.thefreedictionary.com/tinker" target="_blank">tinkering</a>&#8221; (mexendo, bulindo, experimentando) com a tecnologia de maneira descompromissada e fazendo coisas originais, interessantes. O TalkShow é uma brincadeira nessa linha <a href="http://www.thefreedictionary.com/hack" target="_blank">hacker</a> &#8211; alguém que interfere, altera, no sentido literal da palavra.</p>
<p>Por conta do já citado excesso de fontes de audio, o som desse TalkShow ficou pior do que o das experiencias anteriores, mas vai dar para melhorar isso na edição do podcast.</p>
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