Semana passada rolou em Miami, nos EUA, o WOMM-U, uma “experiência educativa” realizada anualmente pela Word of Mouth Marketing Association – WOMMA ou, traduzindo, Associação de Marketing Boca-a-Boca. (Mais sobre marketing boca-a-boca.) Moriael Paiva, diretor executivo da Talk, participou do evento e produziu dois posts resumindo a experiência, um por dia – aqui e aqui.

Enquanto a experiência ainda está viva na memória do Moriael, achei legal convidar ele para participar do TalkShow nesta sexta, às 16h, para saber mais sobre o que rolou no evento deste ano, quais cases e palestras foram destaque, quais conceitos e estrategias foram mais discutidos no boca-a-boca nos intervalos. Veja alguns pontos que chamaram a atenção do Moriael:

>> jabá 2.0 tá mesmo por fora. Ou spam 2.0, como gosto de usar. Em suma, essa história de vender serviço com o nome bonito de “seeding” quando na verdade se trata de spam em mídias sociais é uma grande furada.

>> “People no longer trust brands”. A frase foi cunhada por Duncan Wardle, Vice President, Global PR Integration & WDW PR da Disney. Ela veio logo após uma afirmação importante, que foi a grande palavra pronunciada no WOMM-U: autenticidade. Que aliás, ganhou por muito pouco do termo “engagement”.

Da primeira sessão, conduzida pelo Manoel Fernandes, registro duas passagens:

A admiração pelo Gostei, projeto no estilo Digg!, que não tem medo de publicar conteúdo da concorrência. Muito pelo contrário.

Isso reforça a noção de que tecnologia é menos importante do que atitude para se ter sucesso na Web.

A visão geral, mesmo dentro dos portais, é de ignorar completamente a concorrência. Quando menos eu falar deles, menos eles existirão. 

A perspectiva do Gostei é oposta: quando mais tiver conteúdo bacana no meu site (independente da origem), mais eu vou existir.

E a outra coisa que eu registrei foi a história de que o Trajano, conhecido apresentador e comentarista de programas esportivos, fez um video blog e recebeu recentemente um premio internacional da Deutchvelle.

Isso em si só é interessante na medida em que se sabe que o Trajano era daqueles que falava que não sabia nem queria saber de internet.

É bacana ver que alguns preconceitos são só isso: preconceitos. Um pouco de novidade para o jornalista não é o fim do mundo, ao contrário, pode até dar um sabor novo para o que talvez tivesse virado rotina.