Desembarcando na Campus Party 2010, com um mundo de coisas acontecendo ao redor, a primeira semente que consigo extrair (e que precisa ser plantada) é de que redes sociais não são ferramentas, mas a conexão entre pessoas. Parece óbvio, mas sem este entendimento claro qualquer estratégia em rede social é #balela, como diz o título desse post.

Scott Goodstein, estrategista 2.0 da campanha do Obama, diz: "As pessoas não votam nas ferramentas. As pessoas votam nas pessoas"

Scott Goodstein, estrategista 2.0 da campanha do Obama, diz: "As pessoas não votam nas ferramentas. As pessoas votam nas pessoas". Foto minha ;-)

O que isso quer dizer? Aquilo que muita gente fala, mas quase ninguém realmente faz. Uma boa estratégia para redes sociais deve seguir 5 passos principais:

  • Mapear redes e comunidades
  • Escutá-las
  • Integrar-se às que são aderentes à sua proposta de comunicação
  • Fazer parte delas

Opa! Mas e aquela ação viral no capricho? Pois é. Não acredite em quem te vende um viral no capricho porque isso não existe. Você não faz uma campanha viral. Você faz uma campanha. Se você fizer tudo direitinho e tiver um pingo de sorte, o virus se espalha ;-)

O grande valor agregado ao seu negócio está em poder escutar o que as pessoas tem a dizer e poder participar deste diálogo com propriedade.

Fala, galerinha. Modens a todo vapor com os 10 Giga de conexão na Campus Party Brasil 2010. Tirando o Rods, que já está devidamente acampado, a turma de Brasília chega nessa quarta-feira pela manhã. Já a turma da Talk de São Paulo está por lá e em breve conta notícias quentinhas da “maior micareta nerd” do Brasil.

A lenda Jon "maddog" Hall na CP2009. Foto minha ;-)

A lenda Jon "maddog" Hall na CP2009. Foto minha ;-)

Estive nas duas primeiras edições da CP e não me imagino sem participar das outras que virão até 2012 (quando o mundo vai acabar, certo?). Além da riqueza sem tamanho que é encontrar, conhecer e trocar ideias com muita gente talentosa e amigos queridos, as oportunidades de aprender nos painéis fazem todo o esforço valer a pena.

Aproveito então para compartilhar a agenda de minhas atividades na CP.

Quais outras palestras ou painéis eu não posso perder???

27/01 – Quarta

10h30 – Mídias Sociais nas Corporações
15h45 – Jornalismo na rede
17h30 – Existe Ex-blogueiro?
20h – Os melhores virais da internet

28/01 – Quinta

Tenho reunião todo o turno da manhã :(
14h – BLOG Debate: Cibercultura e pesquisas sobre blogs e conversações online (com o Andre Lemos)
17h30 – Revolução de sofá (com o Urso, o Ziggy e mais gente bacana)
19h – Tas, quilombolas e indigenas (debatendo a explosão das redes sociais, presença maior das classes C e D/E, ativistas online das comunidades tradicionais, enfim os novos fenômenos na rede)

29/01 – Sexta

Tenho reunião todo o turno da manhã de novo :(

12h – Wordpress SEO: Muito além dos plugins
14h – Programando o futuro dos blogs e mídias sociais (com moderação do Manoel Lemos)
17h30 – Transcendendo os textos: a evolução multimidiática (com o Cazé, do Gengibre)
20h – Redes Digitais ou Redes Sociais (Com o Luis Algarra e Augusto Franco, imperdível!)

30/01 – Sábado

14h – A globalização do universo dos blogs (com moderação do Juliano Spyer)
15h45 – Blogs, Mídias Sociais e Política (com o Moriael Paiva)

23 JAN 2009
19:46 GMT -0200

Lei Azeredo provoca protestos e debate

Por Natalia Keri

Lembram que escrevi sobre a necessidade de debate sobre a regulamentação da internet na legislação brasileira? Pois é, aqui na Campus Party ele está ocorrendo, e bastante acalorado.

Em clima de protesto, discutiram de um lado José Henrique Santos Portugal (representando o Senador Eduardo Azeredo) e o  Desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Fernando Neto Botelho, e do outro o sociólogo Sérgio Amadeu e o jurista Ronaldo Lemos.

O tema central foi o PL 89/2003, conhecido popularmente como Lei Azeredo, que delimita crimes de informática e suas respectivas punições. O projeto já foi aprovado no Senado e tem provocado muitas controvérsias entre juristas e especialistas em tecnologia.

Para o desembargador, há uma necessidade urgente de legislar contra o que ele chamou de “selva eletrônica”, evitando assim crimes financeiros, violação de segurança de dados e de direitos autorais. A punição seria uma medida educativa na rede.

O sociólogo, por sua vez, fez uma análise do texto da lei, apontando alguns trechos nos quais termos muito abertos permitem a interpretação punitiva de atos corriqueiros, como transferir as músicas de um CD para um pen-drive. Esta incerteza aumentaria o “custo-Brasil de comunicação”. Para Sérgio Amadeu, as restrições de liberdade embutidas não teriam como contrapartida o combate aos criminosos, que já utilizam diversas artimanhas para obter anonimato.

A platéia, claro, se manifestou também, com faixas, mensagens escritas nas telas de notebooks e intervenções nas falas. E vocês? Quais suas opiniões na polêmica?