“Twittada” patrocinada? Eu já vi essa história antes

Imagem de Matt Hamm
Uma polêmica que gerou muita repercussão na blogosfera no passado dá sinais de vida agora em outros mares. No tempo em que a blogosfera era a menina dos olhos das mídias sociais, começou o assédio.
O raciocínio foi lógico: blogueiros escrevem, conseguem leitores fiéis, ganham credibilidade, a imprensa não parava de falar nisso e o que eu estou fazendo aqui parado?
Questionamento
Só que “estar parado” não foi o único questionamento. Um outro resume a história:
“Ok, quero participar dessa onda, mas como vou falar com esses caras? Ou melhor, como vou fazer eles falarem de mim?”
Esse questionamento se tornou praticamente um dogma entre as empresas e assim diversas agências nasceram e se adaptaram a essa nova realidade com o intuito de encontrar essa resposta. Cada uma ao seu jeito.
Uns investiram mais em relações públicas, outros em conteúdo e alguns no modo tradicional de fazer publicidade: pagando pelo espaço.
Caso Izea
A Izea foi além. Criou um serviço onde o anunciante vai lá e compra o post onde quiser. Simples assim. Tem uma lista de vários blogs você seleciona onde quer postar e paga o combinado.
Citei o Izea porque ele foi matéria no NY Times há algumas semanas e que hoje foi republicado traduzido na Folha de SP. Só que dessa vez, ao invés de posts patrocinados, a idéia é vender twittadas sob a mesma mecânica: lista de perfis, você seleciona e paga para aparecer lá. Quanto? Se você tiver 10 mil followers pode ganhar até 35 dólares por twittada.
Certo ou errado?
Tem algo de errado nisso? Não. Mesmo eu não sendo favorável a essa prática é uma troca como qualquer outra. O cliente dá o dinheiro, o blogueiro ou twitteiro escreve e avisa de alguma forma que é publicidade.
O problema é que vira uma espécie de merchandising. A mensagem está lá, vários ignoram e outros tantos lêem, clicam, enfim, consomem aquele conteúdo.
Funciona?
Sim, mas não tem a mesma validade, credibilidade e possibilidade de expansão de uma conversa espontânea. O fato de ser pago para escrever já vem implícito um inevitável preconceito. Aquele mesmo quando a protagonista da novela das oito pega a sacolinha de cosméticos da “marca x” e comenta sobre ele.
O certo é que aquele questionamento lá no início do post já tem várias respostas. O desafio é encontrar qual a resposta certa.
