29 JAN 2010
21:22 GMT -0200

Colaborativo é o que há!

Por Ana Célia Costa

Hoje de manhã, na Campus Party,  participei da oficina de video colaborativo do produtor audiovisual Mauro Rubens Silva, na seção de criatividade. Ele falou sobre várias redes sociais que utilizam apenas o video como principal ferramenta.

Explicou, por exemplo, que o DailyMotion é mais popular na França que o Youtube. “Se o seu público alvo estiver na França com certeza não será boa escolha divulgar seus videos pelo Youtube”, enfatizou.

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Gravei videos simples durante a palestra dele (daquele tipo sem edição ;) ok!):

Oficina de video- Campus Party

Vide colaborativo II

No início da tarde, participei do Workshop da revista Offline. Nele, o editor chefe, Ricardo Peruchi explicou entre outras coisas uma previsão de como será a mudança do uso do papel nos períodicos para o papel eletrônico. A produção na revista é extremamente colaborativa.

Estas foram as frases de destaque:

“ O papel vai ter uma sobrevida enquanto houver gerações que foram adaptadas a esse tipo de leitura. Daqui a 20 ou 30 anos os jornais vão desaparecer ”.

“O papel ele é maleável, não gasta energia, mas não é interativo. É uma tecnologia muito cara. Ele não é mais para o jornalismo diário.

“Já existe tecnologia de papel digital, que não tem emissão de luz, wireless e dobravél.”

Como sempre, um video básico da apresentação:

Revista Offline

28 JAN 2010
15:51 GMT -0200

Realmente há inclusão digital?

Por Ana Célia Costa

“Poderíamos levar a inclusão digital realmente para outras cidades. Porque ainda permanecer nos grandes centros?”Este foi um dos questionamentos feitos no debate sobre Cultura Digital Brasileira, realizado no final de manhã de hoje na Campus Party, em São Paulo.

Infelizmente, a inclusão digital ainda não é uma realidade em muitas cidades brasileiras. Ainda há aquelas em que nada substitui o rádio como veículo popular de comunicação.

A inclusão digital inicia com o investimento na educação para que as pessoas possam ter acesso ao mundo tecnológico. Sem isso, não existe inclusão. É essencial lembrar que, no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 30 milhões de analfabetos funcionais e mais da metade tem mais de 40 anos!

Frases de destaque:

“Hoje em dia podemos fazer quase tudo pela internet. Isso quer dizer que eu posso fazer meu trabalho em qualquer lugar que não seja na empresa”

“Seria possível levar roteadores para cidades bem pequenas e tornar a internet pública realmente? ”

“É preciso exercer o trabalho voluntário para que ações de inclusão digital possam dar certo.”

“Sou contra a cultura da acumulação de lucro. Sou a favor do empreendedoderismo para poder dar mais inclusão digital. Você me ajuda e eu te ajudo!”

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Videos simples (e sem edição !)  de partes do debate:

Início do debate de Cultura Digital

Cultura Digital -Campus Party

Desembarcando na Campus Party 2010, com um mundo de coisas acontecendo ao redor, a primeira semente que consigo extrair (e que precisa ser plantada) é de que redes sociais não são ferramentas, mas a conexão entre pessoas. Parece óbvio, mas sem este entendimento claro qualquer estratégia em rede social é #balela, como diz o título desse post.

Scott Goodstein, estrategista 2.0 da campanha do Obama, diz: "As pessoas não votam nas ferramentas. As pessoas votam nas pessoas"

Scott Goodstein, estrategista 2.0 da campanha do Obama, diz: "As pessoas não votam nas ferramentas. As pessoas votam nas pessoas". Foto minha ;-)

O que isso quer dizer? Aquilo que muita gente fala, mas quase ninguém realmente faz. Uma boa estratégia para redes sociais deve seguir 5 passos principais:

  • Mapear redes e comunidades
  • Escutá-las
  • Integrar-se às que são aderentes à sua proposta de comunicação
  • Fazer parte delas

Opa! Mas e aquela ação viral no capricho? Pois é. Não acredite em quem te vende um viral no capricho porque isso não existe. Você não faz uma campanha viral. Você faz uma campanha. Se você fizer tudo direitinho e tiver um pingo de sorte, o virus se espalha ;-)

O grande valor agregado ao seu negócio está em poder escutar o que as pessoas tem a dizer e poder participar deste diálogo com propriedade.