O Noblat já entendeu que Twitter não é matraca de blogueiro
Twitter é a bola da vez, mas não é fácil a gente aprender a usar. Ela não é tão intuitiva como parece.
Ontem o jornalista e blogueiro Ricardo Noblat veio palestrar na Campus Party e na saída passou pelo cantinho onde está o hub da Talk, junto da área de blogueiros.
O Moriael foi cumprimentá-lo, eu fui junto, e ele aproveitou a situação para perguntar para gente o que era e como funcionava esse tal de Twitter.
O blog dele está retransmitindo os posts pelo Twitter, mas ele tinha a sensação de que a ferramenta não era para aquilo, que se o conteúdo já estava no blog, não tinha sentido repetir em outra plataforma.
A intuição dele em relação ao Twitter é perfeita. Apesar de ser tratado como mais um megafone pelos profissionais do broadcast, o Twitter é um ambiente de conversa, de troca, de intimidade.
É claro que o Noblat vai ter muito mais seguidores do que o usuário comum e que se ele quiser interagir com todo mundo, não vai sobrar tempo para blogar.
Nesse contexto, recomendamos a ele que usasse o Twitter para pensar alto e para se aproximar de sua audiência. Por exemplo, enquanto estiver apurando uma matéria, ir compartilhando pedacinhos dessa experiência, envolvendo a comunidade que se interessa por política para atiçar mais o interesse pelo produto final, que é o post no blog.
Fomos trocando idéias e dando exemplos até ele dizer: “O ex-ministro José Dirceu me ligou agora dos Estados Unidos empolgado dizendo: – ‘Esse Obama é incrível!’” Isso cabe no Twitter?
Exatamente. É esse tipo de conteúdo passageiro, que talvez não renda um post, mas que é ao mesmo tempo pessoal e informativo, que a audiência dele vai gostar mais de acompanhar.
Ele pegou o espírito. E agora vai, no dia a dia, deverá ir testando, fazendo experimentos, até refinar sua maneira de tuitar.
Concluímos essa “consultoria flash” recomendando a ele que instalasse um aplicativo de Twitter no celular para transmitir o que acontece no calor da hora.
São detalhes, mas fazem toda a diferença.
