A página inicial ideal
Em mais uma discussão super produtiva com o Daniel Souza, Planejador de experiências do usuário na Talk, falamos sobre como deve ser o comportamento de uma home ideal.
Toda vez que começo projetar um novo site, existem uma série de discussões e uma grande preocupação em definir o que terá na página inicial, para logo em seguida pensar em todo o restante. A verdade é que o conteúdo que está além dessa página deve receber um tratamento especial. A home precisa fazer com que o usuário sinta-se motivado a descobrir novos conteúdos existentes no site. Funciona como uma página inicial de um livro, revista ou jornal.
O livro “Design de Navegação – Otimizando a experiência do usuário” há um capítulo onde o autor explica que é muito importante pensar nas principais páginas de conteúdo antes de projetar a página inicial, pois o foco está mesmo nessas páginas internas. Nem sempre o usuário entra em um site a partir da primeira página, sendo que muitas vezes ele pode vir de um mecanismo de busca como Google ou Bing, lançado recentemente pela Microsoft.
Analisando alguns sites que consideramos bem resolvidos, percebemos que existe uma simplicidade e um objetivo muito claro na conversão de um cadastro ou mesmo de uma venda, dependo da empresa.
Esses sites possuem uma divisão muita clara na página inicial.
Como devemos fazer isso
O objetivo é fazer com a que ação que você quer que as pessoas tomem seja realizada. A página inicial precisa fazer com que os usuários conheçam, sejam persuadidos e sintam-se seguros em suas decisões.
O site para baixar a última versão do Firefox é um bom exemplo de tudo aquilo que falei acima. A página apresenta imediatamente a opção para baixar a nova versão, acompanhada de uma vitrine listando os benefícios que a ferramenta proporciona aos usuários. É possível ver também um tour com algumas vantagens do Browser.

Faça um exercício e tente perceber a estratégia por trás de alguns sites bacanas que você acessa durante o seu dia.
Vou listar alguns que acho bem resolvidos.
Remember the milk
TweetDeck
Skype
Mas esses sites não são simples demais?
Alguns clientes não entenderiam ou aprovariam uma interface que pode ser considerada simples, e isso é fácil de entender. Normalmente os donos de projetos web têm que negociar entre as diversas unidades de negócio de uma empresa o que é mais importante *para o usuário* na web, e essa é uma tarefa ingrata que acaba influenciando no resultado.
E esse portfólio de produtos/serviços da empresa disputam espaço de tela e atenção das pessoas. É o mesmo problema que eu enfrentava quando trabalha com impressos. Normalmente os clientes queriam colocar todas as informações possíveis em um cartão de visitas.
Cabe a nós, que projetamos sites, fazer com que a página inicial transmita o objetivo que o cliente deseja atingir. É um trabalho de evangelização dos nossos clientes.
-
Parabéns pelo comentário. Sou AI e concordo com os exemplos de homes bem resolvidas. Porém, estas que você analisou são páginas relativamente fáceis de tornar atrativas, pois elas têm um objetivo/foco principal, e a relação de conteúdo interno é pequena.
Por outro lado, se analisarmos portais, sites de empresas multinacionais, por exemplo, que não possuem um foco/objetivo master p/ divulgar e o peso das informações são mais equilibrados, é bem mais dificil estruturar a home e torná-la atrativa.Thaís Mantovani | 22/10/2009 às 16:00 -
Semestre passado na cadeira do Professor Alex Primo tinhamos que elencar um site 'bala' e um site 'bomba'. Muitos sintes dos dois tipois foram encontrados e os aspectos que foram mais usados para classificar os 'balas' foram facilidade na navegaçao e usabilidade.
MATEUSOCAPPUCCINO.COM | 22/10/2009 às 20:14 -
Na verdade, uma das práticas do conteúdo é tentar resolver justamente o problema da falta de foco dos clientes. Um bom estudo sobre a diferença entre o que o cliente precisa e o que quer falar pode fazer maravilhas para a AI e todo o resto do job.
Soraya | 26/10/2009 às 22:32 -
É preciso dar mérito às organizações que não "transportam" a estrutura interna para a web empurrando funcionalidades e informaçoes irrelevantes para o publico não constituinte: notícias, quem somos, missão, valores, boletim, artigos, clippings, bla bla bla. O Mozilla também é uma empresa grande com várias divisões internas querendo "aparecer". Mas o resultado da presença deles demonstra um liderança de internet madura, focada e obstinada a passar um valor claro e uma ação objetiva. Parabéns
Pedro Borges | 27/10/2009 às 11:20
