Apagão mostra versatilidade do Twitter em situações de crise

Ontem eu vi a cidade apagar. Dois minutos depois, encosto o carro para mandar a mensagem e vejo que outros já fizeram isso. Ou seja:

>> O Twitter se tornou uma alternativa de comunicação barata, prática e eficiente para situações de crise.

>> Ele permitiu a formação rapidamente de redes de apoio para coordenação e transmissão de informação.

Acho que esse evento foi a nossa estréia de fato no Twitter, uma situação em que usar a ferramenta é mais do que uma forma de entretenimento.

Muitos telefones celulares vêm com rádio hoje, mas entre só escutar e escutar e falar, não ficou dúvida de que a segunda possibilidade é mais interessante.

O serviço reuniu vários canais que antes tinham plataformas distintas e adicionou a interatividade, a possibilidade de se participar ativamente da conversa:

>> informação sobre o problema: o que aconteceu, por que, como, previsão de volta de energia.

>> informação comunitária: assaltos acontecendo em pontos específicos da cidade

>> conforto emocional e solidariedade direta entre amigos

>> mensagens de humor que ajudaram a reduzir a tensão.

Interessante notar a participação de jornalistas que, de dentro das redações, além de apurarem as notícias para seus veículos, se preocuparam em compartilhar informações via Internet.

No passado, quando essas coisas aconteciam, nós procurávamos os vizinhos e acompanhávamos as novidades via radinho de pilha. Agora, os vizinhos estão espalhados pelo mundo e o radinho de pilha fala e escuta.

Ficou uma dúvida: quanto tempo o serviço de acesso via celular aguentaria em uma situação de crise continuada? Ou seja, se tivéssemos continuado sem luz, mesmo recarregando os celulares pelo acendedor de cigarros do carro, quanto tempo mais continuaríamos tendo a possibilidade de usar o Twitter?