Internet e a reforma eleitoral
Depois de adiarem a sessão de votação duas vezes por falta de qúorum, as 14 horas de hoje os digníssimos senadores da República votam as emendas sobre o projeto da Reforma Eleitoral, que dispõe também sobre a regulamentação de propaganda política na Internet.
Um dos principais pontos polêmicos é o cerceamento de opinião aos portais de internet, que são considerados como jornais impressos e devem seguir as mesmas regras da mídia tradicional.
Opiniões bastantes divergentes dos senadores deixam claro que essa será uma votação bem quente:
“A meu ver, a internet é uma tecnologia que veio para ficar e é impossível estabelecer qualquer controle. A concepção de rede significa que não tem um centro gerador que a controle. Cada um vai agregando, agregando, a rede vai se expandindo e não temos como controlá-la. Eu acho que nem se deve estabelecer normas nesse sentido porque, na realidade, é uma norma que não vai ter nenhuma condição.”
José Sarney, Presidente do Senado
“Da minha parte, sempre entendi que a internet é a fusão de vários meios de comunicação: jornal, TV, rádio, televisão e correio. A parte de internet que é de rádio ou televisão deve seguir as regras de do rádio e da televisão. A parte que é semelhante ao jornal deve seguir as regras do jornal”
Eduardo Azeredo, um dos relatores da emenda
Outra questão que merece atenção é a proibição da divulgação de pesquisas e painéis eleitorais nesses sites. Você pode acompanhar a sessão ao vivo no site da TV Senado. Aproveito o post para perguntar para você:
