25 JAN 2010
20:33 GMT -0200

Campus Party 2010

Por Rods (Rodrigo César)

logocp

Eis que está para começar mais uma Campus Party brasileira. É uma bobagem chamar a CP, como é intimamente conhecida, de um evento nerd. Na verdade, ela traz uma miríade de assuntos de interesse dos geeks e dos nerds, mas também dos músicos, dos blogueiros, dos tecnólogos, dos sociólogos, dos comunicólogos e até dos altos empresários, entre uma infinidade de perfis, seja lá qual for a forma que você traça suas “tribos”. No final das contas qualquer pessoa que lida com tecnologia, como fim ou como meio, tem interesse nos assuntos tratados.

Nessa versão 2010, veremos diversas abordagens sobre tecnologia, inovações, mídias sociais, música e vídeo em diversas de suas formas, além de guerra. Sim, guerra. Haverá também painéis,competições demonstrações e simulações sobre veículos de guerra, incluindo a palestra “A Ascensão e a Queda da Luftwaffe”.

Para quem tem interesse em política e mídias sociais, pode marcar na sua agenda de sábado, às 15:45, o debate “Blogs, Mídias Sociais e Política”, com Moriael Paiva, Diretor Executivo de Criação da Talk:.

Outra coisa interessante acontecendo por lá será o “Ultimate ID Championship”, uma espécie de super-trunfo humano (na verdade, estou me sentindo meio que um pokemon). Acabei de me inscrever e vou ver no que dá. Torçam por mim. Aliás, podem torcer por mim também nas competições de Street Figher IV, de Guitar Hero e de Rock Band.

Nós da Talk: estaremos lá acompanhando de tudo um pouco e passando as principais discussões e novidades por aqui e pelo Lets_Talk , o nosso twitter.

Até mais!

22 OCT 2009
13:00 GMT -0200

A página inicial ideal

Por Rogério Pereira

Em mais uma discussão super produtiva com o Daniel Souza, Planejador de experiências do usuário na Talk, falamos sobre como deve ser o comportamento de uma home ideal.

Toda vez que começo projetar um novo site, existem uma série de discussões e uma grande preocupação em definir o que terá na página inicial, para logo em seguida pensar em todo o restante. A verdade é que o conteúdo que está além dessa página deve receber um tratamento especial. A home precisa fazer com que o usuário sinta-se motivado a descobrir novos conteúdos existentes no site. Funciona como uma página inicial de um livro, revista ou jornal.

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Desde que comecei a trabalhar na indústria da internet, avalio a eficácia de produtos e serviços de uma maneira simples, mas que dá resultado: eu me pergunto se eu me interessaria por aquilo genuinamente se fosse um mero usuário, sem relação com o projeto.

Esse é um processo fácil mas que exige treinamento. Acho que ele é parecido com o exercício que jornalistas aprendem a fazer, que é estar sempre pensando se uma informação rende notícia. Já presenciei isso algumas vezes. Na roda de amigos, mesmo fora do trabalho, um jornalista cutuca o outro e diz, referindo-se a um assunto determinado da conversa: – isso dá notícia.

Tenho a impressão – e é mera especulação o que vou dizer – que o profissional de marketing talvez não tenha o mesmo interesse em desenvolver essa capacidade de se transformar em consumidor, de se treinar para pensar como consumidor. Isso talvez ocorra porque até agora, na publicidade e no marketing, foi mais importante pensar como o cliente, aquele que contrata, e não como aquele que será o alvo da campanha.

O jornalista, especialmente aquele que trabalha em diários, põe sua intuição sobre o valor da notícia a prova continuamente, pelo feedback de leitores depois da publicação do jornal, e também ao defender suas propostas e as dos colegas em discussão durante as reuniões de pauta.

Bom, para variar, a Internet parece estar complicando a vida de quem estava acostumado a pensar só com a cabeça do cliente.

Antes, a percepção pública de uma campanha raramente se espalhava e se algo dava errado, isso talvez fosse percebido por meio de pesquisas de opinião e talvez fosse comentado entre profissionais da área, mas o assunto não emergia, não se disseminava. Hoje os consumidores estão cada vez mais conscientes de seu poder de influenciar a opinião de outras pessoas dentro de seu círculo de relacionamento e é por isso, por exemplo, que monitoramento de redes sociais se converteu em uma mina de outro para quem souber explorar seu potencial.

Uma das consequências do aumento do poder de comunicação do indivíduo é que campanhas ruins ou enganosas se tornam motivo de crítica e chacota pública. Não preciso citar exemplos para que você se lembre de empresas com credibilidade zero entre consumidores.

Nesse novo contexto, passa a valer a pena aprender com os jornalistas para propor aquilo que de fato servirá ou interessará ao consumidor, porque se isso não acontecer, ele vai falar o que pensa e você terá que correr atrás do prejuízo.