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	<title>Talk Interactive - Estratégias Digitais &#187; Debate</title>
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	<description>A Talk Interactive é uma agência full service especializada na formulação de estratégias de marketing para clientes de vários segmentos, especialmente da área institucional.</description>
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		<title>Bobeou, “Memeou”!</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 12:28:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Damásio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Debate]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[meme]]></category>
		<category><![CDATA[mundo virtual]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem nunca ouviu falar em bordões como: “Ninguém me tucuta no Facebook”, “Que dó, que dó, que dó” ou “Hoje é dia de Rock, Bebê”? Essas são algumas frases retiradas de vídeos famosos da internet e que já se tornaram verdadeiros ‘ditados populares’ no mundo virtual. Os conhecidos “Memes” estão invadindo as redes sociais e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem nunca ouviu falar em bordões como: <em>“Ninguém me tucuta no Facebook”</em>, <em>“Que dó, que dó, que dó”</em> ou <em>“Hoje é dia de Rock, Bebê”</em>? Essas são algumas frases retiradas de vídeos famosos da internet e que já se tornaram verdadeiros ‘ditados populares’ no mundo virtual.</p>
<p><a href="http://www.talk2.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Ui-virei-Meme.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3161" src="http://www.talk2.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Ui-virei-Meme-300x293.jpg" alt="Ui virei Meme 300x293 Bobeou, “Memeou”! " width="300" height="293" title="Bobeou, “Memeou”! " /></a></p>
<p>Os conhecidos “Memes” estão invadindo as redes sociais e provando que qualquer pessoa pode virar uma celebridade no mundo virtual. A palavra “Meme” vem do Grego &#8220;Mimeme&#8221;, que significa imitar. Na internet, Meme é tudo aquilo que é passado de uma pessoa para outra, por ser algo muito bom ou por ser muito ruim, por ser engraçado, bizarro ou cômico.</p>
<p>Recentemente, todos os usuários do Facebook no Brasil – menos Luiza, que estava no Canadá &#8211; acompanharam a história de uma adolescente que se tornou celebridade na internet, por causa de uma frase descabida e sem grandes propósitos, dita por seu pai em um comercial que apresentava toda a sua família, <a href="http://goo.gl/xozbO" target="_blank">“Menos Luiza, que está no Canadá”</a>. Repentinamente, o comercial inocente transformou Luiza, estudante da Paraíba, no hit do momento &#8211; e ela nem aparece pessoalmente no vídeo. Desde a inserção do vídeo na internet, em 13 de janeiro, o comercial começou a ser comentado e compartilhado na rede e dentro de poucos dias o vídeo obteve mais de cinco milhões de acessos. Atualmente, são 5.599.986 acessos.</p>
<p>Para muita gente, as redes sociais se tornaram verdadeiros diários virtuais e todo o cuidado é pouco na hora de divulgar uma frase, vídeo ou foto na web. Todos nós somos produtores e divulgadores de conteúdo e se um material bizarro for parar em mãos erradas, tudo pode acontecer. Anônimos, artistas, jornalistas e até mesmo autoridades, podem se tornar motivo de deboche e diversão na internet. Quem não se lembra da divertida frase da atriz Christiane Torloni &#8211; <a href="http://goo.gl/eksSi" target="_blank">&#8220;Hoje é dia de Rock, Bebê!”</a> dita em plena entrevista no Rock In Rio?, ou dos <a href="http://goo.gl/fBqib">“Bons Drink&#8221;</a>, de Luiza Marilac? ou do <a href="http://goo.gl/2L64k" target="_blank">&#8220;Que deselegante&#8221;</a> dito pela jornalista Sandra Annenberg, no ar, durante o jornal ao vivo?</p>
<p>O fato é que tudo e todos estão sujeitos a se tornarem Memes na net. Bobeou, memeou! Um bom exemplo disso é o nosso amigo de trabalho, <a href="http://www.facebook.com/lrcarvalho" target="_blank">Leonardo Carvalho</a>, que ao compartilhar, empolgado, os resultados da sua avaliação física da academia, soltou um “Sou mais fortinho, do que gordinho”. Pronto, essa foi a deixa para ele se tornar a alegria da galera na internet. <a href="http://goo.gl/dK8I3">CLIQUE AQUI</a> e confira o resultado.</p>
<p><strong><br />
Confira a lista dos melhores Memes de 2011:</strong></p>
<p>• &#8220;Ninguém me tucuta no Facebook&#8221;<br />
<a href="http://www.talk2.com.br/debate/bobeou-memeou/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a></p>
<p>• &#8220;Tomando os meus bons Drink&#8221; &#8211; Luisa Marilac<br />
<a href="http://www.talk2.com.br/debate/bobeou-memeou/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a></p>
<p>• System Of a Dilma<br />
<a href="http://www.talk2.com.br/debate/bobeou-memeou/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a></p>
<p>• Taxista canta igual a Michael Jackson<br />
<a href="http://www.talk2.com.br/debate/bobeou-memeou/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a></p>
<p>• Mataram a formiguinha &#8220;Que dó, que dó, que dó&#8230;&#8221;<br />
<a href="http://www.talk2.com.br/debate/bobeou-memeou/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a></p>
<p>• Christiane Torloni no Rock In Rio &#8220;Hoje é dia de Rock, Bebê.&#8221;<br />
<a href="http://www.talk2.com.br/debate/bobeou-memeou/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a></p>
<p>• Pôneis Malditos<br />
<a href="http://www.talk2.com.br/debate/bobeou-memeou/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a></p>
<p>• &#8220;Que deselegante&#8221; &#8211; Sandra Annenberg<br />
<a href="http://www.talk2.com.br/debate/bobeou-memeou/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a></p>
<p>• &#8220;Menos Luiza, que está no Canadá.&#8221;<br />
<a href="http://www.talk2.com.br/debate/bobeou-memeou/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A mosca na SOPA (censura na &#8220;Terra da Liberdade&#8221;)</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 18:19:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Debate]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[debate]]></category>
		<category><![CDATA[legislação]]></category>
		<category><![CDATA[web]]></category>

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		<description><![CDATA[Tome alguns minutos para abrir o Google e pesquisar as primeiras notícias a respeito da Primavera Árabe – a onda de protestos que varreu países do Oriente Médio e da África em 2011, e destronou ditadores que governavam com mão de ferro havia décadas – lembre-se que todos esses protestos têm um componente comum: a maioria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tome alguns minutos para abrir o Google e pesquisar as primeiras notícias a respeito da Primavera Árabe – a onda de protestos que varreu países do Oriente Médio e da África em 2011, e destronou ditadores que governavam com mão de ferro havia décadas – lembre-se que todos esses protestos têm um componente comum: a maioria das mobilizações começou na internet.</p>
<p>Alguns governos bem que se esforçaram para evitar essas mobilizações na rede. No Egito chegou-se ao extremo (inédito na história da internet) de cortar o acesso da população pela raiz, diretamente nos ISPs, os provedores de acesso.<br />
Espertamente, a juventude usou as redes 3G dos celulares. E a revolução aconteceu. E recebeu as bênçãos de todo o “mundo-livre”, EUA à frente.</p>
<p>O mesmo aconteceu na Líbia. Protestos pela internet tiveram papel importante na derrubada do ditador Muammar Gaddafi. Os EUA, porta-vozes da liberdade, aplaudiram mais uma vez.</p>
<p>Quando se trata dos interesses das grandes corporações, no entanto, os EUA não são tão libertários.</p>
<p>Tramitam pelas casas legislativas do país dois projetos de lei: um chamado SOPA (Stop Online Piracy Act – Lei para barrar a pirataria online, em tradução livre) e outro chamado PIPA (Protect IP Act &#8211; lei de proteção ao IP, que entrou em votação no senado no dia 18 de janeiro de 2012). Ambos preveem medidas duras para conter a pirataria. São apoiados, obviamente, pelos grandes estúdios de Hollywood e pelas grandes gravadoras de discos.</p>
<p>O problema é que para dar um fim à pirataria, o SOPA e o PIPA trazem escondidos nos seu jurisdiquês o fim de um componente sem o qual a Internet simplesmente NÃO É a Internet: a liberdade de compartilhamento.</p>
<p>Um exemplo: é comum, no cotidiano dos blogs e sites de notícias, linkar outros sites para dar ao leitor algumas opções de leitura complementar. Se o PIPA for aprovado no senado, o blogueiro ou editor vai ter que checar se o site linkado não infringe nenhuma das leis de direitos autorais dos EUA, NÃO IMPORTANDO ONDE ESTE SITE ESTÁ HOSPEDADO. Isso significa que antes de criar o link, será necessário esmiuçar e escarafunchar TODO o conteúdo do site linkado.</p>
<p>Isso, é claro, é só a ponta do iceberg.</p>
<p>O SOPA e o PIPA são tão controversos que motivaram a ação de gente grande como a Wikipedia, o Google, o WordPress e outros sites. Usando desde editoriais, até formas mais radicais de protesto como o blecaute total do site por 24 horas, os sites deixaram claro que não apóiam uma internet onde os cidadãos são reféns de um governo e seu escrutínio. (<em>Veja alguns exemplos abaixo)</em></p>
<p>Se aprovadas, as leis transformarão os EUA no maior inimigo daquilo que os EUA dizem representar. Os EUA assumirão que também são uma ditadura, onde o cidadão deve obediência e devoção ao mercado. Onde há liberdade para consumir, mas nenhuma para compartilhar.</p>
<p><a href="http://www.talk2.com.br/wp-content/uploads/2012/01/boingboing.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3145" title="A mosca na SOPA (censura na Terra da Liberdade)" src="http://www.talk2.com.br/wp-content/uploads/2012/01/boingboing.jpg" alt="boingboing A mosca na SOPA (censura na Terra da Liberdade)" width="640" height="400" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.talk2.com.br/wp-content/uploads/2012/01/worpress.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3148" title="A mosca na SOPA (censura na Terra da Liberdade)" src="http://www.talk2.com.br/wp-content/uploads/2012/01/worpress.jpg" alt="worpress A mosca na SOPA (censura na Terra da Liberdade)" width="640" height="400" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.talk2.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Captura-de-tela-2012-01-18-a¦Çs-08.08.27.png"><img class="alignnone size-full wp-image-3147" title="A mosca na SOPA (censura na Terra da Liberdade)" src="http://www.talk2.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Captura-de-tela-2012-01-18-a¦Çs-08.08.27.png" alt="Captura de tela 2012 01 18 a¦Çs 08.08.27 A mosca na SOPA (censura na Terra da Liberdade)" width="640" height="319" /></a></p>
<p><a href="https://static.googleusercontent.com/external_content/untrusted_dlcp/www.google.com/en//landing/takeaction/takeaction.pdf" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-3151" title="A mosca na SOPA (censura na Terra da Liberdade)" src="http://www.talk2.com.br/wp-content/uploads/2012/01/takeaction.png" alt="takeaction A mosca na SOPA (censura na Terra da Liberdade)" width="642" height="395" /></a></p>
<a href="http://www.talk2.com.br/geral/a-mosca-na-sopa-censura-na-terra-da-liberdade/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a>
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		<title>O que o design tem em comum com todas as outras ciências?</title>
		<link>http://www.talk2.com.br/interacao/o-que-o-design-tem-em-comum-com-todas-as-outras-ciencias/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 20:33:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz.soyer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Debate]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Interação]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
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		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[O vídeo abaixo do consagrado designer Phillippe Starck é de 2007, mas é impressionante observar o quão permanente é seu discurso sobre o pensar design. O começo do vídeo já é deveras instigador pelas 3 formas como ele define o design. O primeiro é o que ele chama de “cínico” que significa o design inventado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>O vídeo abaixo do consagrado designer Phillippe Starck é de 2007, mas é impressionante observar o quão permanente é seu discurso sobre o pensar design.</p>
<p>O começo do vídeo já é deveras instigador pelas 3 formas como ele define o design.</p>
<ul>
<li>O primeiro é o que ele chama de “cínico” que significa o design inventado por Raymond Loewy nos anos 50 que diz “o que é feio é uma má venda”. Portanto, o design deve ser uma ferramenta que traz beleza aos produtos e, por consequencia, gera o aumento nas vendas.</li>
<li>O segundo tipo de design seria o “Narcisista” que é quando um designer projeta basicamente algo para que outros designers apreciem.</li>
<li>Já no terceiro tipo ele define o que seria hoje o termo “user experience” e se desenrola de forma filosófica o pensar design.</li>
</ul>
<p><object width="526" height="374" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2007/Blank/PhilipeStarck_2007-320k.mp4&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/PhilipeStarck-2007.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=512&amp;vh=288&amp;ap=0&amp;ti=197&amp;lang=&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=philippe_starck_thinks_deep_on_design;year=2007;theme=tales_of_invention;theme=the_creative_spark;theme=evolution_s_genius;theme=design_like_you_give_a_damn;event=TED2007;tag=Design;tag=humanity;tag=humor;tag=philosophy;tag=storytelling;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><param name="src" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="pluginspace" value="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="526" height="374" type="application/x-shockwave-flash" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" flashvars="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2007/Blank/PhilipeStarck_2007-320k.mp4&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/PhilipeStarck-2007.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=512&amp;vh=288&amp;ap=0&amp;ti=197&amp;lang=&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=philippe_starck_thinks_deep_on_design;year=2007;theme=tales_of_invention;theme=the_creative_spark;theme=evolution_s_genius;theme=design_like_you_give_a_damn;event=TED2007;tag=Design;tag=humanity;tag=humor;tag=philosophy;tag=storytelling;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" /></object></p>
<p>Achei pertinente também este link que mostra a importância do estudo de filosofia para o design. Vale a pena a leitura.</p>
<p><a href="http://foroalfa.org/articulos/la-importancia-de-ensenar-filosofia-del-diseno" target="_blank">http://foroalfa.org/articulos/la-importancia-de-ensenar-filosofia-del-diseno</a></p>
<p>E você, o que pensa antes de projetar algo para outra pessoa?</p>
<div></div>
</div>
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		<title>O Passarinho e a Coxinha</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Mar 2011 20:17:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bila Amorim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Debate]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo melhor]]></category>

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		<description><![CDATA[Há alguns anos, escrevi um conto que falava sobre o Ser Humano. Desejo de liberdade x comodismo. Hoje mostrei ao Bruno Scartozzoni, meu colega aqui na Talk e amigo aqui e fora daqui também e ele sugeriu: &#8220;e se você fizesse uma versão publicitários? Onde o paraíso é uma conta coxinha que dá muito dinheiro?&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns anos, escrevi um conto que falava sobre o Ser Humano. Desejo de liberdade x comodismo. Hoje mostrei ao <a href="http://twitter.com/brunoscarto" target="_blank">Bruno Scartozzoni</a>, meu colega aqui na Talk e amigo aqui e fora daqui também <img src='http://www.talk2.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt="icon wink O Passarinho e a Coxinha" class='wp-smiley' title="O Passarinho e a Coxinha" />  e ele sugeriu: &#8220;e se você fizesse uma versão publicitários? Onde o paraíso é uma conta coxinha que dá muito dinheiro?&#8221; #rialto, mas a ideia é ótima. E daí, relendo o conto, vi que nem precisa de adaptação, basta este olhar ao ler. Lá vai. Espero que gostem.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2263" title="O Passarinho e a Coxinha" src="http://www.talk2.com.br/wp-content/uploads/2011/03/foto_coxinhas1-300x224.jpg" alt="foto coxinhas1 300x224 O Passarinho e a Coxinha" width="300" height="224" /></p>
<p>O Passarinho</p>
<p>Era uma vez um passarinho. Um passarinho pequeno, grande e amarelo.  Quando este passarinho abria suas asas, nada mais via. Eram grandes e  voadoras. Digo assim porque há asas que não são voadoras. Mas este  passarinho tinha asas voadoras.</p>
<p>Ele não voava todo sempre, mas quando voava, alcançava o Alto Céu.  Alto céu era um lugar que ficava entre o Rio Grande de Cima e o Rio  Grande de Baixo. Estes eram dois grandes rios em que moravam os maiores  peixes do mundo e os únicos tubarões de água doce da Terra. Mas esta é  uma outra história. Hoje estou contando a história do passarinho, esse,  das asas voadoras.</p>
<p>Um dia ele estava voando e avistou, lá de cima, uma comida suculenta.  Era muita, muita comida. O passarinho, então, mergulhou céu abaixo,  salivando. E encontrou o paraíso. Um universo de comida suculenta,  fresquinha e saborosa. E quanto ele mais comia, mais comida aparecia.  Era mesmo o paraíso. E ali ele foi ficando, feliz, feliz, porque tinha  encontrado um valioso tesouro. E era valioso mesmo.</p>
<p>O tempo foi passando e o passarinho foi ficando e, apesar de ter toda  a comida de que precisava, ele foi entristecendo. A cada dia um  pouquinho. Foi ficando triste, cabisbaixo, desanimado&#8230; e ninguém sabia  o que estava acontecendo com ele. Nem o Próprio.</p>
<p>Próprio era um amigão do passarinho. Ele realmente conhecia e  entendia o passarinho muito bem. Estava sempre ali, lado a lado. Foi  então que o Próprio começou a se perguntar: será que era a comida? Não, a  comida era boa e o Passarinho queria comer. Será que era o Sol? Não, o  Sol quente e brilhante antes deixava o Passarinho feliz. Será que era o  Vento? SIM! Era o vento! Ali, naquela terra, o vento não gostava de  passear. É que acontecia uma coisa de corrente fria com corrente quente e  o vento se sentia enjoado com esse vai-e-vem. E passarinhos precisam de  vento. E o único jeito de fazer vento era voando.</p>
<p>Mas se o passarinho levantasse voo, a comida desapareceria porque ela  só aparecia quando era comida, sabe? Comida encantada é assim, cheia de  capricho. O Próprio também estava confuso. Havia momentos em que ele  achava que o Passarinho devia sair voando e que, se passasse fome, pelo  menos que fosse com o vento. Mas havia momentos em que ele achava que o  Passarinho devia ficar, continuar se alimentando e alimentando sua  comida. Passarinho concordou.</p>
<p>O problema é que sempre que a gente concorda com alguma coisa, alguém  vem morar com a gente. Neste caso, foi o Sonho. O Sonho mudou-se pra  casa do Passarinho. De vez. E o Sonho era muito legal, muito mesmo. No  começo o Passarinho achou até que estava mais feliz porque agora tinha  um Sonho. Mas o negócio é que o Sonho era extremamente birrento. Isso  mesmo. Feito aquelas crianças que deitam no chão e batem pernas e  braços. Acredite! O sonho fazia exatamente assim! E ele não deixava o  Passarinho em paz. Estava a todo tempo querendo Ser (Ser é um doce muito  gostoso, o único problema é que só existe dele lá no Alto Céu).</p>
<p>Daí um dia aconteceu. O Passarinho deixou de ouvir os conselhos do  Próprio, subiu na pedra mais alta do vale da comida e alçou voo. O Sonho  encontrou o Ser e o passarinho encontrou a Felicidade. Felicidade era  uma deusa, uma bela deusa que vivia mais alto que o Alto Céu. Mas esta é  uma outra história&#8230;</p>
<p><a href="http://twitter.com/bilaamorim" target="_blank">@bilaamorim</a></p>
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		<title>Eu sei o que vocês fizeram no verão passado</title>
		<link>http://www.talk2.com.br/geral/eu-sei-o-que-voces-fizeram-no-verao-passado/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 14:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bila Amorim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ok, sou um pouco saudosista. Gosto de relembrar o passado. Mas duvido que você também não ache curioso ler o que você tuitou há um ano. Isso é o que o Twitshift faz por você. Mostra o seu tuite de um ano atrás ou até 2. É uma das poucas ferramentas que nos lembra que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1867" title="Eu sei o que vocês fizeram no verão passado" src="http://www.talk2.com.br/wp-content/uploads/2011/02/twitshift1.jpg" alt="twitshift1 Eu sei o que vocês fizeram no verão passado" width="521" height="150" /><br />
<br clear=all></p>
<p>Ok, sou um pouco saudosista. Gosto de relembrar o passado. Mas duvido que você também não ache curioso ler o que você tuitou há um ano.</p>
<p>Isso é o que o <a href="http://www.twitshift.com/" target="_blank">Twitshift</a> faz por você. Mostra o seu tuite de um ano atrás ou até 2.</p>
<p>É uma das poucas ferramentas que nos lembra que tudo que se publica fica registrado. Vai construindo um você para quem quiser ver.</p>
<p><a href="http://twitter.com/bilaamorim" target="_blank">@bilaamorim</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>eu copio, tu copias, ele copia</title>
		<link>http://www.talk2.com.br/geral/eu-copio-tu-copias-ele-copia/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Feb 2011 18:59:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bila Amorim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Casos]]></category>
		<category><![CDATA[Debate]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>

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		<description><![CDATA[Kirby Ferguson, roteirista, diretor e editor &#8211; expõe o famoso &#8220;no mundo nada se cria, tudo se copia&#8221;, com uma série de 4 vídeos. O primeiro e o segundo episódios estão prontos. O terceiro e o quarto chegam em 2011. Inclusive, se você gostar e quiser apoiar a causa, Kirby agradece. Eu gosto do assunto. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.kirbyferguson.com/" target="_blank">Kirby Ferguson</a>, roteirista, diretor e editor &#8211; expõe o famoso &#8220;no mundo nada se cria, tudo se copia&#8221;, com uma série de 4 vídeos. O primeiro e o segundo<a href="http://www.everythingisaremix.info/?p=58" target="_blank"></a> episódios estão prontos. O terceiro e o quarto chegam em 2011. Inclusive, se você gostar e quiser <a href="http://www.everythingisaremix.info/?page_id=14" target="_blank">apoiar a causa</a>, Kirby agradece.</p>
<p>Eu gosto do assunto. A cópia é uma nova criação?  Quanto uma obra/ ideia precisa ser modificada para ser considerada nova? Enfim, o tema envolve de Led Zepellin a Zuckerberg.</p>
<p>Parte 1:</p>
<a href="http://www.talk2.com.br/geral/eu-copio-tu-copias-ele-copia/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a>
<p>Parte 2:</p>
<a href="http://www.talk2.com.br/geral/eu-copio-tu-copias-ele-copia/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a>
<p>E para quem quiser conhecer o projeto completo, tá <a href="http://www.everythingisaremix.info/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p><a href="http://twitter.com/bilaamorim" target="_blank">@bilaamorim</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>On/ off</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Jan 2011 13:36:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bila Amorim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Debate]]></category>
		<category><![CDATA[Interação]]></category>
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		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem li no twitter que não é possível esconder uma cidade construida no topo de uma montanha. É uma frase retirada da Bíblia, ao que me parece. Desculpem não colocar a referência correta, talvez @ocriador? Enfim, para mim, negar a convergência de mídias é como tentar esconder essa cidade no topo da montanha. Vídeo: Empower [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem li no twitter que não é possível esconder uma cidade construida no topo de uma montanha. É uma frase retirada da Bíblia, ao que me parece. Desculpem não colocar a referência correta, talvez @ocriador?</p>
<p>Enfim, para mim, negar a convergência de mídias é como tentar esconder essa cidade no topo da montanha.</p>
<a href="http://www.talk2.com.br/interacao/on-off/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a>
<p>Vídeo: <a href="http://www.empowermm.com/" target="_blank">Empower MediaMkt</a></p>
<p>Complemento: quem postou sobre a cidade foi o @belfort.  tks!</p>
<p><a href="http://twitter.com/bilaamorim" target="_blank">@bilaamorim</a></p>
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		<title>Campus Party 2010</title>
		<link>http://www.talk2.com.br/interacao/campus-party-2010/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 20:33:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rods</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campus Party]]></category>
		<category><![CDATA[Debate]]></category>
		<category><![CDATA[Evento]]></category>
		<category><![CDATA[Interação]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis que está para começar mais uma Campus Party brasileira. É uma bobagem chamar a CP, como é intimamente conhecida, de um evento nerd. Na verdade, ela traz uma miríade de assuntos de interesse dos geeks e dos nerds, mas também dos músicos, dos blogueiros, dos tecnólogos, dos sociólogos, dos comunicólogos e até dos altos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1486" title="Campus Party 2010" src="http://www.talk2.com.br/wp-content/uploads/2010/01/logocp.gif" alt="logocp Campus Party 2010" width="211" height="95" /></p>
<p>Eis que está para começar mais uma <a href="http://www.campus-party.com.br/Home.html">Campus Party brasileira</a>. É uma bobagem chamar a CP, como é intimamente conhecida, de um evento nerd. Na verdade, ela traz uma miríade de assuntos de interesse dos geeks e dos nerds, mas também dos músicos, dos blogueiros, dos tecnólogos, dos sociólogos, dos comunicólogos e até dos altos empresários, entre uma infinidade de perfis, seja lá qual for a forma que você traça suas &#8220;tribos&#8221;. No final das contas qualquer pessoa que lida com tecnologia, como fim ou como meio, tem interesse nos assuntos tratados.</p>
<p>Nessa versão 2010, veremos diversas abordagens sobre tecnologia, inovações, mídias sociais, música e vídeo em diversas de suas formas, além de guerra. Sim, guerra. Haverá também painéis,competições demonstrações e simulações sobre veículos de guerra, incluindo a palestra &#8220;A Ascensão e a Queda da Luftwaffe&#8221;.</p>
<p>Para quem tem interesse em política e mídias sociais, pode marcar na sua agenda de sábado, às 15:45, o debate &#8220;Blogs, Mídias Sociais e Política&#8221;, com Moriael Paiva, Diretor Executivo de Criação da Talk:.</p>
<p>Outra coisa interessante acontecendo por lá será o &#8220;Ultimate ID Championship&#8221;, uma espécie de super-trunfo humano (na verdade, estou me sentindo meio que um pokemon). Acabei de me inscrever e vou ver no que dá. Torçam por mim. Aliás, podem torcer por mim também nas competições de Street Figher IV, de Guitar Hero e de Rock Band.</p>
<p>Nós da Talk: estaremos lá acompanhando de tudo um pouco e passando as principais discussões e novidades por aqui e pelo <a href="http://twitter.com/lets_talk">Lets_Talk</a> , o nosso twitter.</p>
<p>Até mais!</p>
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		<title>Uniban e gestão de crises pós-Internet</title>
		<link>http://www.talk2.com.br/debate/o-que-a-uniban-deveria-saber-sobre-gerenciamento-de-crises-pos-internet/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 12:58:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>juliano.spyer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Casos]]></category>
		<category><![CDATA[Debate]]></category>
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		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de crise]]></category>
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		<category><![CDATA[uniban]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Duas coisas parecem não fazer sentido em relação ao caso Geyse-Uniban: 1) uma instituição educacional optando por leiloar sua reputação acobertando um crime supostamente justificado pelo machismo. 2) o movimento de mulheres tomando o partido de uma jovem que aparentemente tinha ou tem intenção de se tornar modelo e ajudar a alimentar o machismo condenado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Duas coisas parecem não fazer sentido em relação ao <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/11/07/uniban+expulsa+aluna+hostilizada+por+usar+vestido+curto+9042025.html" target="_blank">caso Geyse-Uniban</a>: 1) uma instituição educacional optando por leiloar sua reputação acobertando um crime supostamente justificado pelo machismo. 2) o movimento de mulheres tomando o partido de uma jovem que aparentemente tinha ou tem intenção de se tornar modelo e ajudar a alimentar o machismo condenado no episódio.</p>
<p>A equação não fecha, os argumentos parecem incoerentes. Estamos todos entusiasmados para ver a Uniban ser apedrejada publicamente por uma atitude que, a princípio, a maior parte das empresas toma ou tomaria, que é: defender seus clientes e optar por ter menos dor de cabeça apostando que eventuais notícias negativas não se espalhariam. Errou por não considerar um fator novo no ecossistema informacional: a Internet, uma ferramenta de baixo custo para a comunicação grupal e interativa.</p>
<p><strong>O que a Uniban poderia aprender com o Papa</strong></p>
<p>É esclarecedor usar como referência um caso semelhante de crise enfrentado pela Igreja Católica nos Estados Unidos relatado pelo teórico de mídia <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Clay_Shirky" target="_blank">Clay Shirky</a> em seu livro <a href="http://www.google.com/search?q=here+comes+everybody&amp;ie=utf-8&amp;oe=utf-8&amp;aq=t&amp;rls=org.mozilla:en-US:official&amp;client=firefox-a" target="_blank">Here Comes Everybody</a>.</p>
<p>Em 1992 o Boston Globe publicou uma denúncia sobre a Igreja acobertando um padre pedófilo por 40 anos. O resultado é que o padre é preso, mas a notícia morre e as coisas continuam como estão. Dez anos depois, o mesmo jornal publica uma reportagem idêntica denunciando outro padre pelo mesmo motivo. O resultado: a Igreja se submete ao <a href="http://www.boston.com/globe/spotlight/abuse/" target="_blank">maior processo de revisão</a> motivado por fatores externos de sua história recente. Dezenas de casos vêm a público e o Vaticano aceita a renúncia do cardeal arcebispo de Boston.</p>
<p>A diferença de um caso para outro, Clay explica, é que houve uma redução nos custos de coordenação e comunicação graças à internet. Em 1992, o leitor escandalizado com a denúncia do Boston Globe teria que protestar usando enviando cópias xerox das reportagens por carta ou fax. Em 2002, o conteúdo havia saído do papel e se tornado digital. O assunto, antes restrito à cidade, se torna notícia no mundo e demonstrar indignação vira um ato tão simples quando copiar e colar links em emails e blogs.</p>
<p>Shirky observa os dois casos ocorridos em Boston usando como referência a maneira como epidemias se alastram. Para se avaliar o risco de uma epidemia, leva-se em consideração: risco de contágio, risco de contato e tamanho da população. A queda radical no custo de coordenação e comunicação de 1992 para 2002 expandiram o risco de contato entre pessoas e também o tamanho da população que ficava sabendo e passou a acompanhar a evolução do caso.</p>
<p><strong>A Uniban fez o que outras empresas fariam</strong></p>
<p>O caso da Geysi é parecido com o da Igreja em Boston no sentido em que há 10 anos, essa situação provavelmente teria morrido depois de alguns dias. É como os responsáveis pela comunicação da Uniban parecem ter raciocinado: &#8220;vamos ter um grande problema se resolvermos punir 700 de nossos estudantes que de alguma maneira participaram da agressão. É mais fácil resolver essa situação tomando o partido dos agressores, que são muitos, contra a vítima. Preservaremos os alunos e se, por conta disso, tivermos que lidar com reportagens negativas durante duas semanas, é o menor preço a se pagar.</p>
<p>O caso poderia sair na imprensa &#8211; como saiu &#8211; e as pessoas reclamariam umas com as outras tomando café nas padarias ou nos pontos de ônibus, mas não haveria nada mais que a maioria delas poderia fazer em relação a isso. Telefonariam umas para as outras coordenando demonstrações na frente da Uniban? Agora o custo disso se resume a<a href="http://twitter.com/fernandosing/statuses/5557037716" target="_blank"> publicar uma mensagem</a> em um blog ou Twitter e deixar a internet fazer o resto do trabalho.</p>
<p>Se a equipe da Uniban soubesse que a notícia se tornaria mundial &#8211; via AP para <a href="http://www.nytimes.com/aponline/2009/11/08/world/AP-LT-Brazil-Short-Dress.html?_r=1" target="_blank">NYTimes</a>, <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/nov/08/geisy-arruda-expelled-brazil-mini-skirt" target="_blank">Guardian</a> e <a href="http://www.huffingtonpost.com/2009/11/08/geisy-arruda-brazil-stude_n_350217.html" target="_blank">Huffington Post</a> &#8211; talvez eles tivessem pensado diferente. Afinal, trata-se de uma instituição acobertando um crime. E não qualquer instituição, uma instituição educacional. (&#8220;Que educação é essa da Uniban?&#8221;, alguns seguramente estão se perguntando.) E também não é qualquer crime: é violência contra a mulher. Fala-se, inclusive, que poderia ter se tornado um <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=3407" target="_blank">estupro coletivo</a>, não fosse pela intervenção de alguns poucos heróis que desafiaram a turba.</p>
<p>Agora os olhos do mundo estão atentos para ver o que a Justiça brasileira e o MEC têm a dizer em relação ao caso. Isso porque milhares de pessoas estão passando entre si os links para a matéria por suas contas de email, seus blogs, Twitter e ainda pela <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Universidade_Bandeirante_de_S%C3%A3o_Paulo" target="_blank">Wikipedia</a>.</p>
<p><strong>Protesto 2.0, censura 2.0 e a Internet que merecemos</strong></p>
<p>Talvez soe meio corporativo demais tratar um caso como esse do ponto de vista da gestão de crises. O meu argumento &#8211; registrado <a href="http://www.slideshare.net/jspyer/verdades-e-meias-verdades-sobre-o-poder-da-internet" target="_blank">nesta apresentação</a> &#8211; é que a Internet, em si, não transforma a sociedade, ela amplifica suas características. Cultivamos uma visão romântica e muitas vezes ingênua da Rede como solução de todos os males, como se a disponibilidade de conexão e equipamentos de acesso necessariamente promvem a liberdade de expressão e compartilhamento e, consequentemente, levam a democracia à sociedade. Falamos, por exemplo, da Internet como principal responsável pelo fenômeno Obama, sem mencionar que ela foi apenas a catalisadora, a precipitadora das forças que já existiam dentro da sociedade.</p>
<p>O pensador <a href="http://twitter.com/Evgenymorozov" target="_blank">Yvgeny Mozorov</a> tem falado constantemente de <a href="http://neteffect.foreignpolicy.com/posts/2009/10/15/anne_frank_balloon_boy_slacktivism" target="_blank">slacktivism</a> &#8211; que eu traduzi como &#8220;apativismo&#8221; &#8211; e do novo fenômeno da censura 2.0. Ele fala que os governos autoritários já entenderam &#8211; fora Cuba, que continua <a href="http://www.desdecuba.com/generaciony/" target="_blank">tentando censurar Yoani Sanchez</a> &#8211; que censurar agora produz mais barulho do que antes e, por isso, estão aplicando <a href="http://www.ted.com/talks/evgeny_morozov_is_the_internet_what_orwell_feared.html" target="_blank">técnicas de censura 2.0</a>. Isso se traduz na seguinte estratégia: vale mais a pena &#8220;abrir&#8221; o diálogo e participar dele usando blogueiros treinados para criar ruído na conversa. E como a sociedade não está preparada para reagir e se organizar, voltamos a alcançar o resultado esperado, que é a resolução do problema para o lado melhor organizado.</p>
<p>A ironia dessa situação é ver feministas sendo <a href="http://www.abril.com.br/noticias/brasil/movimento-mulheres-marca-protesto-uniban-591673.shtml" target="_blank">levadas a tomar partido</a> de uma jovem que, pelo visto, não tem nada de feminista. Ao contrário, se o oráculo do Twitter estiver certo &#8211; veja <a href="http://twitter.com/marinamc/statuses/5557030715" target="_blank">aqui</a>, <a href="http://twitter.com/keigiro/statuses/5556997604" target="_blank">aqui</a>, <a href="http://twitter.com/joaoperigolo/statuses/5556907949" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://twitter.com/fabioflorez/statuses/5556745026" target="_blank">aqui</a>, para citar só alguns dos links da <a href="http://twitter.com/#search?q=uniban%20playboy" target="_blank">primeira página</a> dos resultados de busca -, a Geyse logo estará na capa de uma das revistas masculinas do país &#8211; quem sabe até em outros países &#8211; reforçando a cultura machista que é apontada como motivadora do problema.</p>
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		<title>Liberdade, Igualdade e Redes Sociais</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 22:24:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Ottoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Debate]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[legislação]]></category>

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		<description><![CDATA[O martelo está batido. Mesmo sem ser uma reforma, como foi anunciada, a nova legislação eleitoral já foi sancionada pelo Presidente e as regras estão definidas. Vamos ver o que vale para a Internet.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O martelo está batido. Mesmo sem ser uma reforma, como foi anunciada, a nova legislação eleitoral já foi sancionada pelo Presidente e as regras estão definidas. Vamos ver o que vale para a Internet.</p>
<p><span id="more-1335"></span></p>
<p>Desde a última terça-feira, dia 29 de setembro, quando o Presidente Lula assinou o projeto de lei que define as regras para as próximas eleições, a manifestação política pela Internet passou a ser mais livre, igualitária e encarada como uma rede ao invés da antiga visão de mais um meio de comunicação.</p>
<p>Nessa nova proposta, quatro pontos resumem o que será importante para a campanha via Internet:</p>
<h1><strong>Os 4 pontos</strong></h1>
<p>- <strong>Direito de Resposta</strong> – Fica garantido o direito de resposta às manifestações ofensivas no site que originou a ofensa. Porém, segundo o Procurador Regional Eleitoral do DF, Renato de Góes, comentários em redes sociais são livre manifestações da opinião, se ficarem no âmbito ideológico, a justiça eleitoral não deverá caracterizar como passível de direito de resposta. Só que isso não é um motivo para animação dos guerrilheiros, o Judiciário também já se manifestou que irá coibir os excessos e que pode mudar seus critérios de análise de acordo com as tendências manifestadas durante a campanha eleitoral.</p>
<p>- <strong>Fim do anonimato</strong> – Fica vedado o anonimato, apesar da legislação não deixar claro como isso acontecerá na prática. Esse é o ponto mais polêmico da mini-reforma, alvo de críticas entre os magistrados. “É simplesmente impossível proibir o anonimato. Quem tem o controle do filtro sobre o anonimato?”, argumentou o vice-presidente do TRE-DF, Desembargador João de Assis Mariosi, que ainda mostrou o quão árduo será o trabalho da Justiça eleitoral neste ponto. “O que impede meu inimigo abrir um site no exterior, sem assinar nem deixar vestígios?”, concluiu.</p>
<p>- <strong>Anti-spam</strong> – Cada mensagem indesejada custará ao bolso do infrator R$ 100,00 por destinatário. Aqui não há polêmica. Opt-in em todas as ações de captação de possíveis eleitores. Sai caro não ter essa prática.</p>
<p>- <strong>Não anuncie aqui</strong> – Propaganda paga em portais e sites noticiosos está proibida. O deputado Flávio Dino (PCdoB – MA) explica que não há como garantir o equilíbrio entre meia dúzia de candidatos à Presidência, cento e poucos aos governos de estado, 300 ao senado, cinco mil à Câmara Federal e inúmeros às assembléias legislativas estaduais.</p>
<h1>Até quando esperar</h1>
<p>As regras estão valendo, mas a campanha ainda não. A manifestação de candidatos só será possível a partir do dia 5 de julho de 2010. Campanha antes disso pode dar multa de cinqüenta mil reais e até suspensão da licença.</p>
<p>Enfim, as regras foram definidas e houve uma evolução. Várias brechas irão aparecer nos próximos meses e uma nova revisão será necessária ao final do período eleitoral. Se isso for feito logo, todos ganhamos, se seguir a rotina das últimas eleições, estaremos nesse debate novamente daqui a dois anos. O que vale é torcer que os juízes, procuradores e outros magistrados, que irão arbitrar mantenham os princípios do direito à livre expressão e pensamento, a busca do equilíbrio entre as partes concorrentes e a sedimentação do conceito que a Internet não é apenas mais uma mídia, é um ambientes de pessoas conectadas a outras pessoas.</p>
]]></content:encoded>
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