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	<title>Talk:2, &#187; Pedro Costa</title>
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		<title>Conversando a gente se entende&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 16:43:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e White Papers]]></category>
		<category><![CDATA[conteúdo]]></category>
		<category><![CDATA[Interação]]></category>
		<category><![CDATA[novas mídias]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[Seattle &#8211; Você prefere ler aquele manual de 300 páginas ou perguntar para seu colega como se faz para instalar o seu programa de email? Já foi chamado de burro porque não suportava ficar boa parte da sua adolescência sentado numa cadeira ouvindo qualquer marciano falar o que você não entendia? Já caiu no sono [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seattle &#8211; Você prefere ler aquele manual de 300 páginas ou perguntar para seu colega como se faz para instalar o seu programa de email? Já foi chamado de burro porque não suportava ficar boa parte da sua adolescência sentado numa cadeira ouvindo qualquer marciano falar o que você não entendia? Já caiu no sono &#8211; e sonhou com uma praia distante &#8211; durante um treinamento na sua empresa?<br />
<span id="more-411"></span><br />
Se você disse sim a qualquer uma destas perguntas você não está sozinho. Especialistas em educação &#8211; presencial ou à distância &#8211; finalmente estão dando o braço a torcer e reconhecendo a chatice que é o processo de aprendizado, desde que algum insensível na antiga Grécia criou o professor, a sala de aula e um monte de alunos que estão ali como se estivessem no purgatório.</p>
<p>Para Jay Cross, o autor de Learning: Rediscovering the Natural Pathways that Inspire Innovation and Performance, o aprendizado já mudou &#8211; só que a maioria das pessoas, especialmente os empresários que precisam adequar suas empresas aos novos e mutantes tempos, ainda não percebeu.</p>
<p>A educação, como se sabe, continua sendo a grande e sustentável vantagem competitiva na idade do conhecimento, onde somos pagos para pensar, ao contrário de 100 anos atrás. Mas o problema é que hoje a velocidade das mudanças é tão grande que o mercado &#8211; empresas, alunos etc &#8211; não suporta mais pagar os custos da ineficiência do aprendizado tradicional. Por isto o ser humano aprende muito mais trocando mensagens on line, blogando, fazendo podcasts, escrevendo em wikis, jogando no Wii, trocando informações no Orkut ou simplesmente encostando no colega ao lado e perguntando.</p>
<p>Em outras palavras, fazendo o que fomos feitos para fazer: comunicar, socializar, entreter e sermos entretidos.</p>
<p>O problema é que as gerações antigas, incluindo eu e você, leitor, não conseguimos imaginar uma escola sem professor, uma empresa sem prédios, um negócio sem chefe. Ainda somos viciados em conceitos que já morreram ou estão fadados a morrer. Confundimos seriedade com trabalho duro. Não concebemos que as chamadas relações estruturadas &#8211; a escola, o govenro, a empresa &#8211; não estão seguindo mais a fantástica, confusa e inesperada capacidade do ser humano de criar conceitos, estabelecer conexões, ter os chamados insights, progredir independentemente de qualquer controle, de grande irmãos ou líderes.</p>
<p>&#8220;Por isto a chamada conversação é a mais poderosa tecnologia de aprendizado do planeta&#8221;, disse Jay Cross numa recente entrevista ao web site da Adobe, uma empresa que está apostando tudo na colaboração on line. &#8220;O que os empregados fazem quanto tem uma dúvida? Perguntam para os colegas que estão mais próximos deles&#8221;. É uma prática comum. Daí, segundo ele, a tendência de networking online (ou off line) não só nas empresas, mas em tudo quanto é lugar. A reboque, uma incrível troca instantânea de conhecimento que vai levar o progresso a níveis exponenciais, com boa parte dos seres humanos se comunicando 24 horas por dia, 7 dias por semana.</p>
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		<title>Nosso destino é criar</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 12:46:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e White Papers]]></category>

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		<description><![CDATA[A criatividade brasileira é o amálgama que pode nos unir para sobreviver num mundo globalizado e instantaneamente mutável.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>San Francisco – Não é café, nem petróleo ou avião. Enfim, depois de tortuosos 508 anos de vida, descobrimos nossa vocação: é criar, formar conceitos, conectar pontos, inventar, abrir as portas do inusitado. Os brasileiros, que desde 2006 investem mais no mundo que o mundo no Brasil (US$ 152 bilhões em ativos, segundo a KPMG), estão em vias de dominar a criação nos Estados Unidos, desde publicitários, designers, músicos, gente da moda e até empresários. Agora, temos um produto, a criatividade, um projeto, espalhar nossa criação nos quatro cantos do mundo, e um objetivo para esta revolução criativa: gerar dividendos para nós.<span id="more-207"></span></p>
<p>Mergulhados num prato de frango ao curry, regado a água de coco, num barulhento restaurante asiático aqui, na capital da inovação, PJ Pereira (sócio de Nizan Guanaes nos Estados Unidos), Bruno Ewald, cineasta e sobrinho do Rubens, e eu vamos resolvendo os problemas nacionais e citando nomes que, hoje em dia, são mais falados nos Estados Unidos que no Brasil: Ícaro Dória, da Saatchi &amp; Saatchi New York; Ricardo Figueira, da Isobar; Fernanda Romano, da JWT. O próprio PJ já é um dos criativos mais festejados aqui em San Francisco, através da Pereira &amp; O’Dell.</p>
<p>Por sermos uma festejada mescla de branco-indio-negro, uma Itália dos trópicos rebatizada a cada ano como o país do futuro, aprendemos a criar do nada, sem organização ou planejamento, em cima da hora ou, como celebramos, por acaso. Veja este povo da Imbev, o Carlos Brito comprando a Anheuser-Bush na maior transação da história dos Estados Unidos. Ou Carlos Ghosn, colocando a Nissan/Renault nos trilhos e reinventando a indústria automobilística. Rogê Agnelli, o ser mais competitivo que o Brasil já produziu, dia desses faz a Vale dona de todas as minerações aqui, repetindo o sucesso de Alain Belda, da Alcoa.</p>
<p>Sem ufanismo, é tudo gente que fala português, bebe caipirinha, já chorou na novela das oito e cresceu jogando futebol. Ou também gente que cansou de falar mal do Brasil ou que não entende porque a nossa auto estima já nasceu lá embaixo. Daí este Manifesto Bossa Nova pela Criatividade Brasileira, um documento nascido pelas mãos do baiano Nizan Guanaes (que como todo bom baiano não nasceu, estreou), e que deu o que falar durante um recente congresso de propaganda no Brasil.</p>
<p>O conceito de criatividade, como se sabe, não é novo, mas a conscientização de seu poder econômico é. Ela desafia formas, estruturas, hierarquias, parece ser espontânea, mas na maioria das vezes surge da fórmula 90% transpiração e 10% inspiração. Esta indústria – que pode ser encontrada em setores tão distintos como softwares ou artesanato, costura ou vídeos, televisão ou móveis –, e cujo valor de exportação hoje é calculado em mais de US$ 445,2 bilhões em todo o mundo, segundo o consultor Supachai Panitchpakdi, é a nossa redenção, aquilo que fazemos de melhor, a arma que precisamos utilizar intensamente para não naufragar num mundo dominado pelas formigas chinesas, pelos PHDs em série da Índia ou pelos petrodólares da Rússia.</p>
<p>Falta agora bater no peito, reconhecer nosso potencial, trabalhar duro e correr para o abraço. Pouca gente consegue ver a relação entre criatividade e desenvolvimento político, social e econômico.  Criatividade é o amálgama que pode nos unir para sobreviver num mundo globalizado, instantaneamente mutável, mudando (para melhor) o nosso destino. A melhor forma de prever o futuro, como se sabe, é criá-lo.</p>
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		<title>De caso com a máfia</title>
		<link>http://www.talk2.com.br/artigos-e-white-papers/de-caso-com-a-mafia/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 12:40:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e White Papers]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[máfia]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[The Sopranos]]></category>

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		<description><![CDATA[O dia-a-dia das empresas  que freqüentam as primeiras posições da Fortune 500 nos Estados Unidos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seattle – Após assistir nas últimas semanas aos 86 episódios dos The Sopranos, da HBO, considerado o melhor seriado de todos os tempos da TV norte-americana, e também o que mais faturou, e ficar terrificado com o estilo de liderança do chefão Tony Soprano, dá vontade de jogar no lixo idéias holísticas, congruentes, participativas e outros modismos inventados pelos consultores em administração.<span id="more-202"></span></p>
<p>O estilo “escreveu-não-leu-é-porrada-mesmo” de Tony, que faz análise e tem problemas com a mãe, mesmo depois dela ter morrido, obviamente tem seus exageros, como assassinatos e extorsões, mas é o que se vê, mutatis mutandis, no dia-a-dia das empresas nos Estados Unidos que freqüentam as primeiras posições da Fortune 500.</p>
<p>O Soprano da América Corporativa é uma espécie de cowboy que, em tempos de crise (ou seja, sempre), corta a emenda do feriado, suspende o cafezinho e liga para o sub-chefe domingo de manhã para saber o que ele está achando das coisas. Fala pouco, não é amigo, aparece em horas incertas, não gosta de responder (e sim perguntar), não reage no calor dos acontecimentos e presta atenção a tudo que ouve. Sorrisos esparsos, abre o saco de pancadas de uma só vez, e dá a mão depois que o subordinado já roeu todas as unhas. É astuto, sortudo, charmoso, de bem com a vida, aceita ouvir desaforos sem estourar os miolos e parece ser teleguiado por um sentido de missão, do tipo “não sabia que era impossível, portanto fui lá e fiz”.</p>
<p>Tony é assim. É mais um bem-sucedido CEO da Cosa Nostra, organização criminosa que ao longo da sua história brindou o mundo empresarial com livros sobre eficiência e eficácia administrativa. O último que saiu é sobre Bernardo Provenzano, o chefão que, encarcerado, torna-se prolífico escritor de cartas. John Murray, que escreveu sua biografia Boss of Bosses, colheu dele sete regras essenciais para o mundo dos negócios: (1) Em tempos de crise, desapareça do radar. (2) Medite, seja calmo, correto e consistente, descubra o que há por trás das palavras e não confie em apenas uma fonte de informação. (3) “O chefão tem de aparecer como uma figura beneficente, tanto nos negócios como na vida pessoal, a fim de obter o consenso”. (4) Seja como um pastor, confiável e autoritário”. (5) Seja politicamente flexível. (6) Em caso de escândalo ou falência, distancie-se e não seja confundido com o caso em questão. (7) Seja modesto. Sempre.</p>
<p>Tony mete tanto medo que seu motorista pede-lhe desculpas por ter apanhado dele num de seus freqüentes ataques de fúria (acompanhados de desmaios de ataques de pânico). Tortura e mata como quem toma um cafezinho na esquina, faz sexo com metade do mundo, mas recolhe-se todas as noites à sua sacrossanta mansão, onde é pai e marido exemplar. O mundo gira à sua volta: ele recolhe, processa, tira o melhor proveito (90% para ele, o resto para o grupo) e distribui os dividendos salomonicamente. Todo mundo que lhe presta um favor tem um preço, uma gorjeta de 50 ou 100 dólares. Não existem amizades, existem interesses. Beija e abraça os inimigos, para depois encomendar-lhes a morte.</p>
<p>Os Sopranos são reprisados e alugados à exaustão na Blockbuster, principalmente por chefes que, no subconsciente, imaginam um mundo onde não têm que pedir tudo com delicadeza e carinho, para depois serem motivos de piada na rádio peão. Um mundo onde o bem e o mal surgem claramente, e não em zique-zague, um universo onde, infelizmente, alguns têm de ganhar, outros têm de perder. Os chefões é que decidem quem.</p>
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		<title>A tortura das letras</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2008 18:32:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e White Papers]]></category>
		<category><![CDATA[conteúdo]]></category>
		<category><![CDATA[escrita]]></category>
		<category><![CDATA[letras]]></category>
		<category><![CDATA[talk]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sabemos qual dos nossos antepassados inventou a escrita, mas credita-se aos romanos a confecção do nosso mal-tratado alfabeto.
Você que me lê precisa se esforçar, primeiro para entender o meu texto (desculpem se escrevo mal) e, ainda por cima, decifrar estas dezenas de letras que não fazem sentido para um recém nascido, um analfabeto ou um japonês.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O destino (de repórter) me levou a Tóquio, ainda na década de 80, durante o milagre japonês. Bombardeado pelo fuso horário, cambaleando de dia e insone durante a noite de hotel, fui jogado na multidão que tentava entrar nos trens do metrô, às seis da tarde.</p>
<p><span id="more-152"></span></p>
<p><img src="http://www.talkinteractive.com.br/UserFiles/Image/Pedro%20costa/interna_japan.jpg" alt="" width="223" height="166" /></p>
<p>Éramos eu, com quase 1,90 de altura, meu guia no Japão, um ex-correspondente do jornal O Estado de S. Paulo, onde trabalhávamos, e milhões de japoneses de terno e gravata olhando para nós como fôssemos replicantes do Blade Runner, filme adorado à época.<br />
Logo que o trem começou a andar e deixamos de ser a atração principal do vagão,  todos sacaram revistas, livros, panfletos ou o que fosse das bolsas e dos bolsos e começaram a ler.</p>
<p>Meu interlocutor olhou para mim e disse: “está vendo?”.<br />
Para depois explicar; “quando cheguei aqui, não entendia porque as pessoas liam tanto, o tempo todo. Mas com o tempo descobri que a leitura para eles é um grande prazer, não só pelo que ela traz à mente, mas pela facilidade”.</p>
<p>Facilidade? Os japoneses, como a maioria da população da Terra, utilizam-se de ideogramas, símbolos gráficos que representam palavras ou conceitos abstratos, para ler. Mal comparando, é como ler o desenho de uma casa ao invés de ler a palavra casa.<br />
Legal, não é?</p>
<p>Não sabemos qual dos nossos antepassados inventou a escrita, mas credita-se aos romanos a confecção do nosso mal-tratado alfabeto.<br />
Você que me lê precisa se esforçar, primeiro para entender o meu texto (desculpem se escrevo mal) e, ainda por cima, decifrar estas dezenas de letras que não fazem sentido para um recém nascido, um analfabeto ou um japonês.</p>
<p>Trata-se de um esforço enorme, primeiro para decifrar estes caracteres, e depois para entender do que eu estou falando.<br />
O resultado é que, na leitura através do alfabeto romano, sempre existe um delay, aquela demora de milésimos de segundos que a gente sente nas ligações telefônicas internacionais.Ou seja, é um processo demorado, onde a mente tem de se acostumar à profundidade do texto, esquecer outros pensamentos que, desculpe a repetição, vêem à mente.</p>
<p>Assim, para nós, ocidentais, ler  dá trabalho, o resultado de 2 + 2 pode não ser quatro, traz informações à nossa preguiçosa cabeça que, às vezes, não está preparada para recebê-las.</p>
<p>Daí a paixão de todo mundo pelo vídeo. A TV, como o rádio, já roubou bilhões de leitores desde os anos 50, e agora está sofrendo de seu próprio veneno. O The Wall Street Journal desta semana diz que os americanos assistiram 300 milhões de vídeos no You Tube apenas em dezembro último. O tempo dedicado a assistir vídeos aumentou 34% no ano passado.<br />
Não quero ser mais um menestrel do final da escrita, mesmo porque adoro ler e vivo, em parte, do ofício de escrever.</p>
<p>Mas de vez em quanto, quanto estou no meio daquele livro chato que preciso ler, absorto em outros pensamentos que não tem nada a ver com aquele livro, fico pensando se não está na hora de reinventarmos a nossa escrita. Quem sabe algo visual, como as placas de “pare”, que ninguém respeita, ou os símbolos que costumamos reconhecer nos aeroportos para ir ao banheiro ou tomar um café.</p>
<p>Poderíamos contratar um consultor japonês (ou chinês) para nos ajudar.</p>
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