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	<title>Talk:2, &#187; Pedro Borges</title>
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		<title>Google Wave promete mudar a forma como colaboramos na internet</title>
		<link>http://www.talk2.com.br/geral/google-wave-promete-mudar-a-forma-como-colaboramos-na-internet/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 18:36:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[Google]]></category>
		<category><![CDATA[novas tecnologias]]></category>
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		<description><![CDATA[Google Wave é a fusão do e-mail com o Google Docs e um mensageiro instantâneo (tipo msn ou skype). A nova estrelinha do Google foi anunciada há poucos dias no Google IO 2009 Developper Conference, um Macworld só que para supernerds. O aplicativo foi feito pela mesma equipe que criou o Google Maps. Hoje, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Google Wave é a fusão do e-mail com o Google Docs e um mensageiro instantâneo (tipo msn ou skype). A nova estrelinha do Google foi anunciada há poucos dias no Google IO 2009 Developper Conference, um Macworld só que para supernerds. O aplicativo foi feito pela mesma equipe que criou o Google Maps. Hoje, a conversa por e-mail registra as contribuições de cada pessoa empilhando-as, criando intermináveis listas de mensagens de remetentes onde ninguem mais sabe exatamente o que foi decidido. Muitas vezes, cabe a uma pessoa o trabalho de organizar a tripa de mensagens para extrair um resumo das decisões. Se alguem for incluido depois, essa pessoa terá que desbravar a enorme lista para entender o contexto.  Isso sem falar do processo pouco intuitivo de anexar links, fotos e gravações audio e video a um e-mail.</p>
<p>O Google wave vem com objetivo de facilitar a maneira como colaboramos para que finalmente aposentemos esse velho e pouco intuitivo procedimento. A metáfora da onda (Wave) representa bem o conceito do programa. Agora você não cria uma nova mensagem, você cria uma nova &#8220;onda&#8221; e convida pessoas para que elas contribuam. Usuários podem comentar informações específicas de sua mensagem e contribuir com texto, links, videos, fotos, o que for. Tudo isso acontece em tempo real (você pode de fato ver as pessoas participando e digitando) e é gravado pelo servidor permitindo &#8220;rebobinar&#8221; uma onda para rever como ela mudou e cresceu à medida em que as pessoas colaboravam. Se você acrescentar usuários no meio da onda, elas poderão assistir à sua evolução até o ponto atual para se contextualizarem.</p>
<p>Sabemos que conceitos inovadores demoram para serem assimilados. Por mais prático que ele seja ele precisa agradar a pessoas normais para ser adotado e aprimorado pela comunidade. Sua API aberta permite extensa customização para diferentes usos na internet. E o melhor, funciona dentro do browser, não requer download de um programa. Dessa forma, o Google pretende dinamizar sua disseminação, torcendo para que seu sucesso se equipare ao do Maps. Uma coisa é certa, não faltam possibilidades de aplicação para essa pequena jóia.  Veja você mesmo:</p>
<a href="http://www.talk2.com.br/geral/google-wave-promete-mudar-a-forma-como-colaboramos-na-internet/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a>
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		<title>Prazos e orçamentos em um minuto</title>
		<link>http://www.talk2.com.br/geral/prazos-e-orcamentos-em-um-minuto/</link>
		<comments>http://www.talk2.com.br/geral/prazos-e-orcamentos-em-um-minuto/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 May 2009 20:06:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[nós também se diverte]]></category>

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		<description><![CDATA[Seu cliente aguarda uma proposta para amanhã e nem ele sabe exatamente o que quer?
Seu chefe está cobrando de você um prazo e não existe definição alguma para o projeto?
Sobrou para você a ingrata tarefa de dar um preço com base em anotações nebulosas feitas durante um almoço de negócios?
Você tem que dizer quando o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seu cliente aguarda uma proposta para amanhã e nem ele sabe exatamente o que quer?</p>
<p>Seu chefe está cobrando de você um prazo e não existe definição alguma para o projeto?</p>
<p>Sobrou para você a ingrata tarefa de dar um preço com base em anotações nebulosas feitas durante um almoço de negócios?</p>
<p>Você tem que dizer quando o site será lançado sem mesmo saber qual é a plataforma ou linguagem de programação?</p>
<p>Você tem que optar entre terceirizar e desenvolver internamente?</p>
<p><strong>Seus problemas acabaram</strong>.</p>
<p>Conhecendo o trabalho de alquimia que alguns gerentes desempenham para o simples ato de dar um preço e/ou um prazo, desenvolvemos os Búzios do Prazo e os Búzios da Grana.</p>
<p>Condensadas em um conveniente PDF que você pode levar para qualquer lugar, os Búzios podem ser impressos e em 5 minutos estão prontos para ajudar você na hora em que o chefe diz &#8220;não podemos perder a oportunidade de pegar este cliente, precisamos desse orçamento logo&#8221;.</p>
<p>Pare de perder tardes de trabalho em reuniões, tentando extrair informações de seus clientes. Não perca finais de semana mergulhado em planilhas excel. Preencher briefings? Isso é coisa do passado!</p>
<p>Otimize seu tempo e sua vida. <a href="http://www.talk2.com.br/wp-content/uploads/2009/05/buzios.pdf">Faça aqui o download</a>. As instruções estão na terceira página. E não perca as próximas edições dos búzios:</p>
<p>- Quais redes sociais usar neste projeto?</p>
<p>Mas não é só isso. Conheça também:</p>
<p>- Quanto investir em marketing de blogs?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Internet: não é um bem da humanidade, é MINHA!</title>
		<link>http://www.talk2.com.br/artigos-e-white-papers/internet-nao-e-um-bem-da-humanidade-e-minha/</link>
		<comments>http://www.talk2.com.br/artigos-e-white-papers/internet-nao-e-um-bem-da-humanidade-e-minha/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2009 13:44:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e White Papers]]></category>
		<category><![CDATA[acesso à internet]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Neutralidade de rede]]></category>

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		<description><![CDATA[Temos um desafio enorme nos próximos anos: manter a internet fora do controle das corporações de telecom e de mídia. Para começar, é bom relembrar o nascimento desse meio tão importante nas nossas vidas e ainda tão rico em potencial.

Neutralidade de rede é um princípio bem simples: a empresa que fornece seu acesso à internet [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Temos um desafio enorme nos próximos anos: <strong>manter a internet fora do controle das corporações de telecom e de mídia</strong>. Para começar, é bom relembrar o nascimento desse meio tão importante nas nossas vidas e ainda tão rico em potencial.</p>
<p><span id="more-414"></span></p>
<a href="http://www.talk2.com.br/artigos-e-white-papers/internet-nao-e-um-bem-da-humanidade-e-minha/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a>
<p>Neutralidade de rede é um princípio bem simples: a empresa que fornece seu acesso à internet não tem o direito de restringir ou favorecer acesso a qualquer conteúdo. Você comprou uma franquia de X MB e você pode usufruir livremente dessa banda. Infelizmente, essa filosofia libertária é a pedra no sapato (ou será rocha?) dos <a href="http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/shows/cool/giants/" target="_blank">7 grandes grupos de mídia</a> que hoje passam fome, coitados, por causa da pirataria. Faça um teste simples, faça uma busca por “processa youtube” e veja os resultados.</p>
<p><strong><em>Faiô, Hollywood!</em></strong></p>
<p>A estratégia de demonização da pirataria praticada nos últimos dez anos por esses engravatados de estreita visão não deu muito certo (basta lembrar do slogan “pirataria não compensa” ou “pirataria financia o trafico de armas” e dar umas risadas), lembrando também do fiasco que foi cinco anos atrás quando resolveram processar adolescentes pela posse de mp3, e sabendo que graças a Jack Sparrow pirataria é um negócio “<a href="http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL179794-7085,00-ARTISTA+NOVO+NAO+GANHA+DINHEIRO+COM+CD+DIZ+BANDA+PATROCINADA+PELO+PIRATE+BA.html" target="_blank">cool</a>”, uma mudança tática se fez necessária: chega de catequizar, a palavra de ordem é mudar a lei.</p>
<div id="attachment_423" class="wp-caption aligncenter" style="width: 202px"><a href="http://www.talk2.com.br/wp-content/uploads/2009/02/torrent3.jpg"><img class="size-medium wp-image-423" title="torrent3" src="http://www.talk2.com.br/wp-content/uploads/2009/02/torrent3-300x232.jpg" alt="PWNED - Internautas continuam podendo baixar o Lost pelo torrent!" width="192" height="149" /></a><p class="wp-caption-text">PWNED - Internautas continuam podendo baixar o Lost pelo torrent!</p></div>
<p>E foi assim que tudo começou. Em 2005, a pedido da administração do pior presidente da história dos EUA, a FCC (equivalente da Anatel) deu um chute na legislação que garantia esse direito e esse alicerce ideológico. Isso foi o pagamento de uma promessa feita para uma turma poderosa que contribuiu para colocar o famigerado no poder. Ano passado, o tal presidente chegou a dizer que essa reforma era necessária para garantir o controle da rede diante da iminência de um <a href="http://portal.softwarelivre.org/news/12112" target="_blank">11 de setembro digital</a>, estendendo à web a estratégia de marketing usado na guerra do Iraque &#8211; a do medo.</p>
<p><em><strong>Internet ameaçada</strong></em></p>
<p>O mesmo aconteceu com os outros meios de comunicação de massa. Com o fim da neutralidade garantida por lei, a web teria seu comando &#8220;devolvido&#8221; aos donos dos cabos submarinos de fibra ótica. Isso faz com que as grandes corporações assumam o controle dos pacotes que trafegam nesses cabos. (Antes que você fale em satélites, lembre-se que a órbita do nosso planeta já está parecendo uma marginal Tietê&#8230; e quem colocou os satélites lá em cima espera um retorno de investimento).</p>
<p>Consequência: sua internet passaria a funcionar como uma tv a cabo, um meio onde você só assiste aos canais da sua franquia. E o pior: nada impedirá que você tenha acesso a blogs revolucionários ou com conteúdo que fere a galera do mal, mas na hora de esperar o conteúdo carregar, espere sentado (tire um cochilo)!  porque os pacotes dos &#8220;contratos grandes&#8221; vão dar um &#8220;pedala robinho&#8221; nos pacotes do seu blog sobre energias renováveis. Em suma, seria o fim do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Cauda_Longa" target="_blank">Long Tail</a>, e a cristalização da hegemonia de mercado que alguns desfrutam hoje.</p>
<p>Ah sim, mais uma coisinha: pode esquecer torrent, soulseek, e-mule  ou qualquer outro peer-to-peer. Pode esquecer mesmo! Chora!</p>
<p>Como vocês já devem saber, tudo que vem de lá é obedientemente imitado em todos os outros países ocidentalizados. Felizmente, o novo presidente americano prometeu <a href="http://www.youtube.com/watch?v=g-mW1qccn8k&amp;feature=related" target="_blank">vetar esse absurdo assim que chegasse na mesa dele</a>, o que nos dá uma sobrevida de 8 anos se Obamis &#8211; salvador do planeta extraordinaire &#8211; se reeleger (se permanecer vivo). No momento, a lei que reinstitui a neutralidade de rede está no Senado americano.<br />
<em><strong></strong></em></p>
<p><em><strong>Diamantes no meio do lixo</strong></em></p>
<p>Veja bem, não sou um defensor cego da internet. A imensidão da rede faz com que uma quantidade enorme de LIXO seja criada a cada dia. Mas essa pluralidade é essencialmente o trunfo que a diferencia de qualquer outro meio comunicação: seu caráter incontrolável, orgânico, aberto e profundamente humano. Nenhum veículo oficial de comunicação, com toda sua estrutura engessada seria capaz de nos dar <a href="http://www.youtube.com/watch?v=txqiwrbYGrs" target="_blank">isto aqui</a>, por exemplo. Impagável.</p>
<p><a href="http://www.longtail.com/the_long_tail/" target="_blank">Chris Anderson</a>, autor de “A Cauda Longa” e jornalista da Wired Magazine diz que o modelo econômico que vingará na internet será o “zero economy”, um formato onde <a href="http://www.wired.com/techbiz/it/magazine/16-03/ff_free" target="_blank">tudo é oferecido sem cobrança de dinheiro</a>. Lamentavelmente, acho que ele não esperava que uma crise econômica planetária viesse motivar o grande capital a fechar mais a mão, acabando assim com o tão belo sonho.</p>
<p><em><strong>Comunidade organizada</strong></em></p>
<p>Graças ao caráter singular da rede, uma comunidade já está organizada. A informação tem circulado livremente na blogosfera e tem pautado a mídia oficial e a <a href="http://www.thedailyshow.com/video/index.jhtml?videoId=114648&amp;title=net-neutrality-act" target="_blank">não oficial</a>. Para os lobistas, quanto mais se esperar, mais difícil será (nisso eles têm razão).  Portanto, nada mais prazeroso que usar o poder de disseminação da internet contra os próprios que a querem controlar e tolher.</p>
<a href="http://www.talk2.com.br/artigos-e-white-papers/internet-nao-e-um-bem-da-humanidade-e-minha/"><p><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></p></a>
<p><strong><em>No Brasil, a neutralidade é ignorada</em></strong></p>
<p>Poucas empresas fornecem banda larga no Brasil. Isso faz com que grupos enormes tenham um poder desproporcional. A maior parte dos grandes portais é dos provedores de acesso: a Globo.com é proprietária da Net, que tem um serviço de TV a cabo e provedores de acesso; o Terra é da Telefônica; o IG é da Brasil Telecom. Ou seja: “la garantia de neutralidad soy jo!”.  Como cliente da NET posso afirmar por experiência própria que existe uma política de “traffic shaping” que limita a transferência para portas de comunicação usadas pelos programas peer 2 peer (soulseek, torrent, e-mule, etc). E a Net não admite.</p>
<p>O Google, maior interessado numa economia da gratuidade, trabalhou na criação do Measurement Lab, que consiste em um conjunto de <a href="http://macmagazine.com.br/blog/2009/01/30/visando-a-neutralidade-na-rede-google-co-lanca-ferramentas-de-mensuracao-de-conexoes-a-internet/" target="_blank">ferramentas de controle de trafego</a>, que capacitam pessoas normais como eu e você a auditarem a conexão fornecida pelas empresas para saber se elas estão apertando a mangueira por acharem que você está consumindo “coisas imorais”.<br />
<em><strong></strong></em></p>
<p><em><strong>Tenha medo do grande capital</strong></em></p>
<p>Não precisaríamos de muita agilidade mental para imaginar o que aconteceria se esses grandes se juntassem para pressionar o Congresso e a Anatel. Basta lembrar do procedimento usado pela Globo quando colocou na surdina o assunto da TV digital, para que a população não perceba de fato o que está por trás da decisão, prometendo um futuro de encantar qualquer idiota aficcionad@ por tecnologia, gadgets e outras inutilidades à la Jetsons. &#8220;Em breve, você poderá fazer seu pedido do Giraffas sem tirar seu traseiro da poltrona! Tudo direto da TV!  OBA!!! Isso sim é tecnologia a serviço do ser humano!</p>
<p>Quando a ameaça vingar, se vingar, empresas como a NET começarão a oferecer esse serviço (controlado e reacionário) maquiado com promessas de bandas ultra-largas, cloud computing, mobile em alta velocidade, streaming de vídeo online em alta definição e tudo que tem de mais futurista&#8230; Será irresistível.</p>
<p>Eu espero que meus filhos tenham a oportunidade de crescer usando tudo que tem de bom na web. A TV centralizada e massificante é uma mera máquina de dinheiro com objetivo de fazer audiência partindo do pressuposto que o povo é burro e só gosta de novela, sacanagem, futebol e notícias populares. E esse modelo está prestes a contaminar a Internet.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Design de interação: uma prática multidisciplinar</title>
		<link>http://www.talk2.com.br/artigos-e-white-papers/design-de-interacao-uma-pratica-multidisciplinar/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2008 18:55:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e White Papers]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura de informação]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[Interação]]></category>
		<category><![CDATA[talk]]></category>
		<category><![CDATA[usabilidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.talk2.com.br/?p=170</guid>
		<description><![CDATA[Modelar a usabilidade de um site é uma prática que não se limita mais ao que seguíamos antigamente. A arquitetura de informação é só uma das etapas do processo. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem desenha usabilidade na internet é geralmente o “Arquiteto de Informação”, título que carrego com orgulho, dado seu requinte e sonoridade. Porém, esse título nasceu em outra época, no colo de uma outra internet.<br />
<span id="more-170"></span><br />
A internet já passou da adolescência quando constatamos os seguintes fatos:</p>
<p>• Crescimento do uso da banda larga;<br />
• Consolidação de um Ethos da usabilidade, proporcionado pela evolução das técnicas (facilmente difundidas pela blogosfera) e pelas ferramentas de produção de sites que além de acessíveis, apresentam um ampliado leque de recursos;<br />
• Usabilidade está na moda. Usuários estão colhendo os frutos do esforço de design centrado nas suas necessidades.<br />
• Mudança de comportamento dos usuários, cada vez mais participativos e espertos, comprando online, criando conteúdo em ambientes colaborativos gratuitos e poderosos, onde muitas vezes desempenham tarefas complexas;<br />
• Novas tecnologias (ou melhor uso das tecnologias) que permitem interações e feedbacks assíncronos dentro das telas.</p>
<p>Essa nova disposição nos leva a definir uma nova configuração da usabilidade. Como disse o Shrek: “Nós ogros somos como cebolas, temos camadas”. A usabilidade também. Vejamos as quatro camadas:</p>
<p><img src="http://www.talkinteractive.com.br/UserFiles/Image/Pedro%20Borges/shrek.jpg" alt="" width="119" height="182" align="left" /></p>
<p><strong>1. Arquitetura de informação</strong></p>
<p>A arquitetura já é um conjunto de várias disciplinas. Ela não se resume a uma boa disposição de elementos na tela do wireframe. Ela requer necessariamente:</p>
<p>• Boa redação de títulos de seções, botões e links que permitam o usuário saber claramente, a cada clique, o que o espera depois do refresh;<br />
• Prioridade adequada aos elementos da tela;<br />
• Um desenho de fluxo de navegação focado na tarefa, com o mínimo de obstáculos;<br />
• Otimizar o conteúdo para facilitar sua absorção e permitir leitura dinâmica (uso de destaques de informação, negritos, olhos, gráficos, box, texto direto e objetivo que “conversa” com o target);<br />
• Apenas o conteúdo necessário;<br />
• Consistência de componentes de tela e níveis hierárquicos entre elas;<br />
• Uma navegação cruzada pertinente (não apenas para preencher a coluna da direita);<br />
• Um equilíbrio justo entre simplicidade e desempenho;<br />
• Tratamento de erros ou, ainda melhor, uma interface que não deixe o usuário errar.</p>
<p>Existem vários métodos “sagrados” e prescritivos na arquitetura. Quem nunca fez malabarismos absurdos para fazer um cliente ou colaborador entender que as verdades absolutas do Nielsen e outros “gurus” precisam ser enxergadas através do prisma das exigências do projeto? Existe vida além do link azul sublinhado. Cada projeto tem suas especificidades. Muitas vezes, um site com rolagem tem uma legibilidade superior a de um site trancafiado numa kitnet de 800×600.</p>
<p>Quando atribuímos à arquitetura (e ao wireframe) a responsabilidade pela usabilidade do projeto, deixamos de fora tudo que esse documento não consegue retratar. Inserimos textos, tooltips, boxs de ajuda, breadcrumbs, alertas contextuais, alternativas de navegação, perguntas freqüentes, labels, botões de “saiba mais” e tudo que conseguimos é fazer mais um site pré-bolha.</p>
<p>E se tentássemos aliviar um pouco a cobrança em cima dessa camada e transportar algumas informações para outras, tratando-as de forma diferente? Teríamos telas muito mais limpas, leves e objetivas, certo? Vejamos as outras camadas que temos à disposição para transmitir informação.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>2. Interações assíncronas</strong></p>
<p>O quê? Vou explicar: interações assíncronas permitem que o usuário e a interface troquem informações de forma mais intuitiva, rápida e contextualizada.</p>
<p>Imagine que você quer filtrar os produtos de uma seção de um catálogo de sapatos para ver apenas aqueles da sua cor preferida. Antes, você precisaria informar seus parâmtros, clicar no link “filtrar” e esperar a página recarregar para ver o resultado. Com o novo recurso, não existe mais a necessidade de recarregar a tela. Os componentes são independentes e interagem entre eles quando o usuário precisa. Dessa forma, ao invés de recarregar a tela toda, o site recarrega apenas a porção da página que vai apresentar os dados solicitados.</p>
<p>Ou seja, você escolhe a cor na ferramenta de filtro e a lista de produtos que está ao lado é filtrada e exclui instantaneamente os produtos que não se enquadram. O site <span style="font-size: 8pt; font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;"><a title=" (Este link abre uma nova janela!)" href="http://www.like.com/" target="_blank">Like</a></span> é um bom exemplo.</p>
<p><img style="width: 423px; height: 286px;" src="http://www.talkinteractive.com.br/UserFiles/Image/Pedro%20Borges/IMG1.jpg" alt="" width="374" height="270" align="absbottom" /></p>
<p><strong><strong><span style="font-size: 7pt; font-family: &quot;Tahoma&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #999999;">*Uma busca intuitiva. A ferramenta de busca do site Like permite escolher pedaços da imagem do produto para dizer “gostei especificamente do laçinho nesta sandália”. Genial.</span></strong></strong></p>
<p><strong><strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong></strong></strong></p>
<p>O conceito de RIA (Rich Internet Applications ou Aplicações Ricas de Internet) está todo baseado nessa filosofia. Essas aplicações dão mais liberdade para o usuário arrastar e soltar elementos de tela, controlar filtros, comparar, parametrizar, e tudo isso sem sair da tela. Essa flexibilidade de uso e a sensação de empoderamento que elas transmitem para o usuário são o grande diferencial.</p>
<p>Podemos também usar essa “camada” para sugerir produtos compatíveis, no meio do fluxo do compra do usuário (“Você está comprando a churrasqueira, aproveite e compre os espetos”) , oferecer combinações mais vantajosas de produtos (“Você comprou esta camiseta, leve também este boné e tenha 20% de desconto”) e tratar avisos, feedbacks e erros de <span style="font-size: 8pt; font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;"><a href="http://www.humanized.com/weblog/2006/09/11/monolog_boxes_and_transparent_messages/">de forma mais simpática e contextualizada</a></span>. As possibilidades de aplicação multiplicam-se quando ampliamos o foco de análise, pois o uso não se limita a sites de e-commerce.</p>
<p>Aqui, já conseguimos aliviar a tela de um monte de avisos, alertas, instruções e procedimentos de uso. Esses textos serão úteis para o usuário quando estiver no começo da curva de aprendizado. A partir da quinta visita, toda essa orientação (que visa atender público com níveis heterogêneos de familiaridade) será totalmente supérflua.</p>
<p><strong>3. Design do implícito</strong></p>
<p>As duas camadas anteriores tratam de informações explícitas, comunicadas por meio de texto em algum momento do fluxo. Mas não podemos desconsiderar a comunicação que utiliza a percepção cognitiva do usuário. Nem tudo que precisa ser informado tem que ser dito:</p>
<p>• Podemos usar cores e formas para tipificar uma seção;<br />
• Usar animações para mostrar que um elemento ou conteúdo está sendo “guardado” em um lugar específico da tela (como faz o MAC OS X quando se minimiza um programa);<br />
• Usar ícones para simbolizar uma ação e ajudar o usuário na sua tomada de decisão (principalmente para o usuário que não sabe ler);<br />
• Usar tonalidades e saturação para induzir uma determinada seqüência de leitura de uma página, ou para chamar a atenção para uma determinada área;<br />
• Usar símbolos que fazem parte do contexto de vida do usuário;<br />
• Usar movimentos antropomórficos para confirmar a realização de uma tarefa ou para deixar claro ao usuário que determinada ação não é possível (dessa forma evitamos que ele erre).</p>
<p><img src="http://www.talkinteractive.com.br/UserFiles/Image/Pedro%20Borges/IMG2.gif" alt="" width="250" height="172" align="absbottom" /><br />
<strong><span style="font-size: 7pt; font-family: &quot;Tahoma&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #999999;"><strong><span style="font-size: 7pt; font-family: &quot;Tahoma&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #999999;">*Nananinanão!</span></strong><strong><span style="font-size: 7pt; font-family: &quot;Tahoma&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: #999999;"><br />
<strong><span style="font-family: &quot;Tahoma&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">A página de login do Mac OS não usa alertas de texto. O box de login gesticula da direita para a esquerda imitando a gente quando fazemos “não” com a cabeça.</span></strong></span></strong></span></strong></p>
<p>Essa camada talvez seja a mais difícil de tratar, porque requer pesquisa etnográfica e conhecimentos de cognição para poder constituir esse canal de comunicação não-verbal. Desenhar ícones com significado preciso e função objetiva não é tarefa fácil. Porém, esse modelo é a forma mais rápida de comunicação que existe.</p>
<p>Para ler mais sobre isso, leia este <span style="font-size: 8pt; font-family: 'Georgia','serif';"><a title=" (Este link abre uma nova janela!)" href="http://www.boxesandarrows.com/view/ambient_signifi" target="_blank">excelente artigo</a></span>.</p>
<p><strong>4. Som que te quero som</strong></p>
<p>Quando falo em som para websites, não me refiro a loops de acid-jazz que ficam tocando no cantinho da tela. Sons podem ser usados para transmitir informações de feedback e de conteúdo:</p>
<p>Feedback: a exemplo do Google Talk, que toca um som cada vez que recebemos uma mensagem e não estamos com a janela do programa ativada, websites poderiam também condicionar seus usuários a associar um som a um evento. Um som específico pode ser usado juntamente com as interações assíncronas do sistema para avisar que uma informação nova foi exibida. Uma intranet corporativa poderia avisar seus usuários com uma som quando uma informação estratégica muito importante acaba de ser publicada.</p>
<p>Conteúdo: se podemos “falar” as informações, por que usar textos? Textos podem ser impressos, ok. Mas poderíamos ter dois tipos de apresentação, uma que é feita no site e outra que o usuário leva pra casa por meio de impressão ou PDF. Um site do governo de transferência de benefícios para o cidadão de baixa renda poderia transmitir seu conteúdo por meio de áudio nos quiosques de acesso público à internet. Seria um ganho tremendo, pois alcançaria pessoas que não sabem ler e deficientes visuais.</p>
<p>Além de serem informativos, efeitos sonoros dão mais vida ao site e aprimoram a experiência. Jogos, por exemplo, dependem muito dos efeitos sonoros para conseguir a atenção do usuário para o que está acontecendo. Quando o jogador está concentrado na ação, um som é usado para avisar que “uma nova arma está disponível”, por exemplo. <span style="font-size: 8pt; font-family: 'Georgia','serif';"><a title=" (Este link abre uma nova janela!)" href="http://www.boxesandarrows.com/view/why_is_that_thing_beeping_a_sound_design_primer" target="_blank">Este artigo</a></span> oferece informações úteis sobre o assunto.</p>
<p>Quando bem empregados, esses mecanismos contribuem de fato para simplificar a vida do usuário, tornar as tarefas mais fáceis de realizar e “azeitar” a relação entre o ser humano e a máquina, sem ele perceber. Está tudo diluído na interface. O usuário não precisa de “curso de internet” para entender como ela funciona. Pelo contrário, é a internet que está fazendo um “curso de humanização” para entender como o usuário pensa e como melhorar a comunicação com ele, usando todas as novas armas à disposição.</p>
<p>Seria exagero achar que todo projeto precisa ter sua usabilidade tratada em todas as camadas abordadas acima. Como disse, cada projeto tem seu conceito, prazo, orçamento, cliente, público-alvo e objetivo. Porém, é importante ter em mente que elas existem e que podem contribuir positivamente para a experiência do usuário. Não precisamos mais de sites saturados de textos e formulários, a comunicação pode se usar de outros canais, mais eficientes.</p>
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