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	<title>Talk Interactive - Estratégias Digitais &#187; Marcelo Ottoni</title>
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	<description>A Talk Interactive é uma agência full service especializada na formulação de estratégias de marketing para clientes de vários segmentos, especialmente da área institucional.</description>
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		<title>A era do ornitorrinco &#8211; o mashup e o uso de bibliotecas na produção de interfaces</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 19:52:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Ottoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[TI]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[interface]]></category>
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		<description><![CDATA[Na fábrica celestial de animais, muito parecida com ambientes de desenvolvimento terrenas, um engenheiro de novos animais estava meio acabrunhado por ter levado uma bronca divina.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na fábrica celestial de animais, muito parecida com ambientes de desenvolvimento terrenas, um engenheiro de novos animais estava meio acabrunhado por ter levado uma bronca divina. Isso porque fazia algum tempo que ele não emplacava um animalzinho sequer na fauna terrestre. Todos os seus projetos acabavam sendo implantados em plutão, aquele planeta recheado de animais feitos por sobrinhos dos clientes.</p>
<p><span id="more-1465"></span>Mas o nosso engenheiro estava ali, com uma demanda da Austrália e nenhuma inspiração. Na verdade ele não concordava muito com essa história de ter que reinventar a pata a todo projeto. Isso levava anos e o esforço era tremendo.</p>
<p>Um pouco por desespero de ver seu dead-line chegando, um pouco por uma visão que nem ele percebera que tinha, resolveu aproveitar qualidades que via em vários animais de sucesso que andavam por aí.</p>
<p>Seu novo bicho teria que ser peludo, assim ele ficaria aquecido. Mas não poderia ser um pelo qualquer, tem que ser resistente à água, tipo o pelo do castor. Então aproveitou e inseriu a cauda do castor que é super-prática para assentar os gravetos na relva e nas beiras dos rios, vai servir para ajustar um ninho.</p>
<p>Por falar em ninho, por que não um bico, como das aves? Se ele teria que ficar nos rios australianos, esse bico poderia ser muito útil, desde que seja um bico chato como de um pato. Do pato viria também as membranas entre os dedos adaptadas às patas de castor do seu novo projeto. Agora ele vai nadar melhor que o castor!</p>
<p>Se usaria o castor como modelo, é melhor que ele seja desenvolvido numa plataforma mamífera. Mas aí ele teria um problema, o bicho é aquático, grande parte do tempo, como faria com seus filhoes? Ele não ficaria adequado se fosse cetácio com aquele corpo baleióide e não teria o inverno para a gestação dos animais desenvolvidos para o cliente europeu. Os australianos simplesmente não aceitam hibernação.</p>
<p>Foi aí que ele viu que um projeto mashup tem que ter seu ingrediente de criatividade. Mesmo que aproveite componentes bem aceitos no mercado, ele deverá estar adequado às necessidades e particularidades do seu cliente.</p>
<p>Depois de umas duas tardes nesse dilema, veio a iluminação: apesar da plataforma mamífera, ele colocaria ovos e talvez os chocasse ainda no período de gestação. Ele ouvira falar que isso deu certo com o projeto tubarão, só que na plataforma de peixes, que já vinha com ovos na sua arquitetura. Teria que mexer no modelo de dados, talvez criar uma camada intermediária, substituir a placenta pelo vitelo e testar, sem teste não dá para entregar o projeto com segurança.</p>
<p>Só faltava um item para o seu bicho ficar pronto para o uso: a segurança, obsessão de Tasmânia, figura influente no cliente australiano. Mas também só faltava um hora para a entrega. Não teve jeito, teria que ser um item poderoso de defesa e, no mercado animal, o veneno era o que estava no topo dos mecanismos de defesa. Novamente, o choque com a moderna, mas restrita plataforma mamífera. Outra adaptação, dessa vez aproveitando que as unhas são de queratina, que é um componente comum a quase todas as plataformas e é só publicar.</p>
<p>Assim nasceu o ornitorrinco, o bichinho mais mashup que existe.</p>
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		<title>Os três pilares que sustentam um arquiteto de informação</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 19:29:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Ottoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e White Papers]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura de informação]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu me lembro quando procurava arquitetos de informação e tinha que me guiar por características que indicavam um perfil de um potencial arquiteto, pois simplesmente não tinha profissionais no mercado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há poucos dias atendi a um convite de uma amiga, que é professora na Universidade de Brasília, para participar de um ciclo de palestras sobre arquitetura de informação para alunos de comunicação.  Falei da relação da Arquitetura com o jornalismo, mas reservei uma parte para dizer, na minha opinião, o que um arquiteto de informação deve ter.</p>
<p><span id="more-1370"></span></p>
<p>Eu me lembro quando precisava recrutar alguém e tinha que me guiar por características que indicavam um perfil de um potencial arquiteto, pois simplesmente não tinha profissionais no mercado.  Por conta dessa busca e das inúmeras entrevistas, ficou claro que esse perfil tinha algumas características marcantes que podem claramente ser divididas em três áreas de sustentação: <strong>organização, comunicação e sensibilidade</strong>.</p>
<p>Como são pilares, eles devem ter a mesma altura e o equilíbrio é dado justamente por serem três. Não que o três seja um número cabalístico, mas é sempre bom lembrar que um plano é definido por três pontos, nem mais nem menos.</p>
<h2>Organização</h2>
<p>Um dom necessário para os arquitetos é a organização.  Ele precisa saber colocar o conteúdo nas suas respectivas caixinhas. Mas não é só arrumar as caixinhas, elas têm que estar em ordem, as que vão ser mais usadas devem ficar na frente, o tamanho de cada uma deve ser adequado para guardar seu conteúdo. E o mais importante, elas tem que ter a cara do que está lá dentro, sem que dê alguma chance para dúvidas.</p>
<p>As palavras de ordem gravadas neste pilar são: classificação, hierarquização e diagramação.</p>
<h2>Comunicação</h2>
<p>Um bom arquiteto é um bom comunicador, não obrigatoriamente um ser comunicativo, mas ele saberá eliminar os ruídos do processo de comunicação entre o emissor (dono do site) e o receptor (internauta). Isso tudo com o agravante de acontecer por meio de uma interface, onde não há aquele contato visual, o feedback instantâneo.</p>
<p>É imprescindível para esse arquiteto que ele saiba conduzir a mensagem pelo site ou ação online de forma direta, sem obstáculos até o objetivo. A mensagem também tem que ser entendida sem margens para interpretações ou possibilidade de múltiplas conclusões.</p>
<p>Aqui, as palavras-chaves são: clareza, concisão e coerência.</p>
<h2>Sensibilidade</h2>
<p>Por fim, um arquiteto é um bom samaritano.  Ele tem que estar atento às pessoas e às coisas que o cercam. Seu foco deve estar no usuário. É  importante conhecer as características e comportamentos das pessoas que vão usar aquela peça. Um arquiteto não deve pensar em si na hora de planejar uma experiência interativa, a não ser que ele faça parte do público definido para o projeto. Ele também tem que ser curioso, procurar conhecer a internet, fuçar em sites de todo o gênero, testar e testar ferramentas.  A vivência das diversas experiências leva ao conhecimento e estimula a criatividade.</p>
<p>Três palavras aparecem gravadas nesse último pilar: autruísmo, psicologia e experimentação.</p>
<p>Sempre que apareciam essas características em um candidato, poucos meses depois surgia um grande arquiteto, cada um com seus traços marcantes, mas todos sustentados pelos mesmos pilares.</p>
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		<title>Liberdade, Igualdade e Redes Sociais</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 22:24:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Ottoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Debate]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[legislação]]></category>

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		<description><![CDATA[O martelo está batido. Mesmo sem ser uma reforma, como foi anunciada, a nova legislação eleitoral já foi sancionada pelo Presidente e as regras estão definidas. Vamos ver o que vale para a Internet.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O martelo está batido. Mesmo sem ser uma reforma, como foi anunciada, a nova legislação eleitoral já foi sancionada pelo Presidente e as regras estão definidas. Vamos ver o que vale para a Internet.</p>
<p><span id="more-1335"></span></p>
<p>Desde a última terça-feira, dia 29 de setembro, quando o Presidente Lula assinou o projeto de lei que define as regras para as próximas eleições, a manifestação política pela Internet passou a ser mais livre, igualitária e encarada como uma rede ao invés da antiga visão de mais um meio de comunicação.</p>
<p>Nessa nova proposta, quatro pontos resumem o que será importante para a campanha via Internet:</p>
<h1><strong>Os 4 pontos</strong></h1>
<p>- <strong>Direito de Resposta</strong> – Fica garantido o direito de resposta às manifestações ofensivas no site que originou a ofensa. Porém, segundo o Procurador Regional Eleitoral do DF, Renato de Góes, comentários em redes sociais são livre manifestações da opinião, se ficarem no âmbito ideológico, a justiça eleitoral não deverá caracterizar como passível de direito de resposta. Só que isso não é um motivo para animação dos guerrilheiros, o Judiciário também já se manifestou que irá coibir os excessos e que pode mudar seus critérios de análise de acordo com as tendências manifestadas durante a campanha eleitoral.</p>
<p>- <strong>Fim do anonimato</strong> – Fica vedado o anonimato, apesar da legislação não deixar claro como isso acontecerá na prática. Esse é o ponto mais polêmico da mini-reforma, alvo de críticas entre os magistrados. “É simplesmente impossível proibir o anonimato. Quem tem o controle do filtro sobre o anonimato?”, argumentou o vice-presidente do TRE-DF, Desembargador João de Assis Mariosi, que ainda mostrou o quão árduo será o trabalho da Justiça eleitoral neste ponto. “O que impede meu inimigo abrir um site no exterior, sem assinar nem deixar vestígios?”, concluiu.</p>
<p>- <strong>Anti-spam</strong> – Cada mensagem indesejada custará ao bolso do infrator R$ 100,00 por destinatário. Aqui não há polêmica. Opt-in em todas as ações de captação de possíveis eleitores. Sai caro não ter essa prática.</p>
<p>- <strong>Não anuncie aqui</strong> – Propaganda paga em portais e sites noticiosos está proibida. O deputado Flávio Dino (PCdoB – MA) explica que não há como garantir o equilíbrio entre meia dúzia de candidatos à Presidência, cento e poucos aos governos de estado, 300 ao senado, cinco mil à Câmara Federal e inúmeros às assembléias legislativas estaduais.</p>
<h1>Até quando esperar</h1>
<p>As regras estão valendo, mas a campanha ainda não. A manifestação de candidatos só será possível a partir do dia 5 de julho de 2010. Campanha antes disso pode dar multa de cinqüenta mil reais e até suspensão da licença.</p>
<p>Enfim, as regras foram definidas e houve uma evolução. Várias brechas irão aparecer nos próximos meses e uma nova revisão será necessária ao final do período eleitoral. Se isso for feito logo, todos ganhamos, se seguir a rotina das últimas eleições, estaremos nesse debate novamente daqui a dois anos. O que vale é torcer que os juízes, procuradores e outros magistrados, que irão arbitrar mantenham os princípios do direito à livre expressão e pensamento, a busca do equilíbrio entre as partes concorrentes e a sedimentação do conceito que a Internet não é apenas mais uma mídia, é um ambientes de pessoas conectadas a outras pessoas.</p>
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		<title>Escola de Focas</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 13:14:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Ottoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[iPhone]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[Um site americano pretende montar uma rede social que faça cobertura jornalística local, recrutando cidadãos munidos de seus iPhones. Grande sacada ou irresponsabilidade?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1209" class="wp-caption alignnone" style="width: 490px"><img class="size-full wp-image-1209 " title="Escola de Focas" src="http://www.talk2.com.br/wp-content/uploads/2009/09/fwix_NYC.png" alt="fwix NYC Escola de Focas" width="480" height="452" /><p class="wp-caption-text">Tela do Fwix para Nova Iorque</p></div>
<p>Um site americano pretende montar uma rede social que faça cobertura jornalística local, recrutando cidadãos munidos de seus iPhones. Grande sacada ou irresponsabilidade?<span id="more-1208"></span></p>
<p>A iniciativa, que vem dividindo opiniões sobre a prática do jornalismo, é do Fwix. O site é um agregador de notícias com foco local que agora pretende aproveitar sua rede de leitores para que os próprios produzam notícias de suas respectivas cidades. O serviço deve ser lançado nos próximos dias nas 85 cidades cobertas pelo site.</p>
<p>É tudo bem simples, um leitor com seu iPhone e com o aplicativo do Fwix instalado no aparelho poderá fotografar algo que julgue ser um fato relevante e reportar o acontecimento. Ele sobe a matéria e pronto, se é morador de Nova Iorque, verá sua notícia ao lado das matérias do New York Times, dos blogs locais, etc.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1210" style="margin-right: 10px; float: left;" title="Escola de Focas" src="http://www.talk2.com.br/wp-content/uploads/2009/09/fwix_def.png" alt="fwix def Escola de Focas" width="389" height="247" />A aposta do site é usar o conceito colaborativo para garantir furos locais, sem levar muito em consideração se vai ter gente que vai promover seu estabelecimento travestido de notícia.  Espera-se que sejam postadas informações com fotos sobre incêndios, manifestações, acidentes de trânsito, novos restaurantes, ações da prefeitura. A ideia é trazer notícias da comunidade para a comunidade e pela comunidade.</p>
<p>É comum nas redações, em editorias que cobrem notícias locais, acatar sugestões de pauta, ou mesmo usar informações vindas dos moradores para rechear suas páginas, mas tudo passa pela mão do editor, que decide se é ou não uma notícia de interesse de seus leitores. O Fwix inovará ao eliminar a figura do editor. Aliás, uma das ferramentas do site é de compartilhar notícias, usando o Twitter e o Facebook. Além de disseminar, é possível medir quais são as notícias de real interesse do leitor.</p>
<p>Se vai dar certo? É possível, mas talvez os donos do site descubram que o editor não é uma figura tão dispensável assim e seja necessário que usem recursos de edição e moderação em detrimento da liberdade e da auto-gestão comunitária. Uma coisa o jovem  de apenas 22 anos, Darian Shirazi, fundador  do Fwix tem que ter em mente: para um canal noticioso, a credibilidade é o seu bem mais valioso e o editor é o guardião dela.</p>
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