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	<title>Talk Interactive - Estratégias Digitais &#187; Luiz Alberto Ferla</title>
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	<description>A Talk Interactive é uma agência full service especializada na formulação de estratégias de marketing para clientes de vários segmentos, especialmente da área institucional.</description>
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		<title>Como está a reputação digital da sua empresa?</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Mar 2011 00:11:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Alberto Ferla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e White Papers]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>É cada vez maior o número de empresas que enxergam a importância das redes sociais nas suas estratégias de comunicação. Mesmo porque a presença online em canais como Twitter, Facebook e Orkut é considerada atualmente a vitrine da organização junto ao consumidor final. No entanto, a maioria delas ainda esquece que desenvolver um elaborado plano de ação digital não envolve apenas a alimentação dos canais com notícias institucionais e de mercado. É preciso haver uma estratégia global quando o assunto é a exposição nas redes sociais.</p>
<p>Um ponto muito importante para que o trabalho na web seja bem sucedido depende, por exemplo, do correto monitoramento da marca nas redes sociais. Ou seja, saber o que os clientes, funcionários e até mesmo concorrentes têm falado sobre a empresa no Twitter pode ser fundamental para preservar a reputação online de uma empresa. Uma crítica publicada na web pode ganhar força e impactar diretamente as vendas de um determinado produto.<br />
<span id="more-2239"></span><br />
Esse pensamento deve ser levado em consideração por todo empresário, mesmo porque o Brasil é o País que mais faz uso das redes sociais. Segundo pesquisa realizada pela consultoria Nielsen, 86% dos brasileiros conectados à internet estão presentes nas redes sociais. Esse número tão expressivo demonstra que um verdadeiro exército de consumidores está presente nas comunidades do Orkut, do Facebook, no Twitter e nos fóruns de discussão trocando informações sobre produtos e serviços que podem ter a ver com a sua empresa.<br />
<strong><br />
Boca a boca na web</strong></p>
<p>Ter essa preocupação é fundamental nos dias de hoje, já que é a web a principal fonte de pesquisa na qual os consumidores recorrem antes de fazer uma compra. E essa facilidade de expor opiniões nas redes sociais faz do consumidor um propagandista em potencial, capaz de impactar tendências, estimular críticas de forma a influenciar positiva ou negativamente a venda de um produto ou serviço.</p>
<p>Diante dessa realidade é essencial que o empresário esteja aberto a este tipo de relacionamento digital, criando assim a oportunidade de resolver problemas internos ou corrigir a tempo uma informação maliciosa com o objetivo de preservar a imagem e reputação da companhia. Agindo dessa forma, a boa imagem da empresa no ambiente online estará assegurada.</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
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		<title>Há um Mark Zuckerberg na sua empresa? Saiba como identificá-lo</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Feb 2011 20:17:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Alberto Ferla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e White Papers]]></category>

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		<description><![CDATA[Nenhum fenômeno de bilheteria lançado em 2010 conseguiu surpreender tanto quanto A rede social. Ancorado na popularidade do Facebook, o filme oferece como maior atrativo contar a história de Mark Zuckerberg &#8211; o mais jovem bilionário no ranking da revista Forbes. Aos 20 e poucos anos, Zuckerberg apresenta, no limite – como mostrado no filme [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nenhum fenômeno de bilheteria lançado em 2010 conseguiu surpreender tanto quanto A rede social. Ancorado na popularidade do Facebook, o filme oferece como maior atrativo contar a história de Mark Zuckerberg &#8211; o mais jovem bilionário no ranking da revista Forbes.</p>
<p>Aos 20 e poucos anos, Zuckerberg apresenta, no limite – como mostrado no filme –, as virtudes e os vícios dos jovens inteligentes, impetuosos e ambiciosos da “era digital”.</p>
<p>Uma particularidade dos cerca de 73 milhões de pessoas entre 20 e 30 e poucos anos denominada de Geração Y? Não! A história é pródiga em exemplos de jovens extraordinários e que mudaram o mundo. Talvez o fato novo seja que jovens como o criador da mais popular rede de relacionamento estejam revolucionando o mundo dos negócios. Aliás, estão criando o mundo dos novos negócios e novos mercados.</p>
<p><span id="more-1989"></span></p>
<p>Um fenômeno da Era Digital? Em grande parte sim. A Era Digital, com suas possibilidades quase ilimitadas, acende a fogueira da curiosidade (e das vaidades, claro) e da tentação de testar limites, algo inerente aos jovens. Uma conseqüência é o pânico dos nascidos na transição analógico-digital (geração X) e os nascidos na era analógica (baby bommers) em gerenciar o que é ingerenciável (como pais ou como gerentes): paixões! E um mundo de possibilidades nunca antes imaginadas.</p>
<p>Uma característica dessa realidade, ao mesmo tempo instigante e deletéria, é a velocidade, a urgência e ansiedade gerada pela sensação de obsolescência. A inovação de ontem será ultrapassada amanhã. A abundância, e não a escassez de recursos, informações e de possibilidades se torna um problema. E gera culpa, nunca mitigada, numa geração quase sem culpa. Não mais a dicotomia: capitalismo ou socialismo? Só a urgência: ser feliz aqui e agora! (sem as questões filosóficas que “ser feliz” pode suscitar).</p>
<p>Quem, além da geração Y, está mais adaptado a um mundo em que a única certeza é a mudança contínua e vertiginosa?</p>
<p>Quem, senão um Y, exposto a dispositivos digitais desde a infância, pode lidar, com invejável desenvoltura, com as novas tecnologias, incluindo a grande capacidade de navegar e explorar a Internet de forma intuitiva?</p>
<p>O que resta ao menos adaptados, os X, os baby bommers e aos que vieram antes, senão criar as condições para que os da Geração Y façam o que sabem fazer melhor?</p>
<p>Vivendo nas redes sociais, os Y estão mais propensos em confiar naquilo que se espalha no marketing viral do boca a boca do que na publicidade tradicional, e por isso se adaptam facilmente a rotinas de trabalho mais colaborativos e desenvolvidos em equipe. Sim, neles, cooperação e individualismo coexistem. Deles, não espere reuniões monótonas, impositivas e prepare-se para uma apaixonada defesa de pontos de vista e um desconcertante pragmatismo.</p>
<p>Porque tudo lhes parece fácil e simples, e porque estão conectados com muitas pessoas e muitas informações simultaneamente, podem perder o foco e, não obstante a criatividade, podem não transformar as ideias em inovações ou produtos e serviços úteis.</p>
<p>E é aí que pessoas de gerações anteriores podem ser eficazes: como mentores ou coaches dos Y. Mas esqueça os estilos gerenciais que fizeram as gigantes empresas da era industrial o que foram décadas atrás. A autoridade que aceitam é aquela advinda da competência técnica e da reputação de quem pretende comandá-los. E sabem distinguir autoridade de autoritarismo – que rejeitam. Para eles, ordem e progresso não andam juntos. Progresso, sim; ordem, nem tanto.</p>
<p>Quer que um Y seja produtivo? Ele será, se o gerente aprender a negociar o resultado esperado. A Geração Y gosta de “trocar”: trocar ideias, trocar coisas, trocar resultados e comprometimento por um trabalho com significado, desafio, aprendizagem, liderança inspiradora, ambiente de trabalho agradável e divertido.</p>
<p>A Geração Y gosta de lugares e pessoas divertidas. Aliás, está ensinando às gerações precedentes que o trabalho pode e deve ser divertido. Expressões como IFT (índice de felicidade no trabalho) e FIB (felicidade interna bruta) fazem parte do léxico corporativo.</p>
<p>Mas é esse o habitat de um Mark Zuckerberg? Pode haver um Zuckerberg  na sua empresa?</p>
<p>É quase certo que não. Se há outros &#8211; e deve haver &#8211; ele provavelmente deve estar criando mais uma nova empresa por aí. Está criando um novo mercado (e você ainda vai comprar dele algo que ainda nem sabe que precisa). Ele talvez até já tenha passado por sua empresa e você não reparou. Talvez seja aquele jovem cheio de ideias que ninguém levava muito sério e para quem os gerentes não tinham tempo nem paciência. Ou aquele empregado-problema, rebelde, irritante, insubordinado, que não cumpria horário, estourava prazos, orçamentos, e só fazia perguntas quando você queria respostas.</p>
<p>E quase certo que você quisesse reter um Mark Zuckerberg se ele tivesse as virtudes do gênio que ele é, mas não vícios do homem açoitado por paixões e interesses nem tão virtuosos assim (pelo que se depreende do filme). Mas aí ele não seria a personalidade do ano. Seria?</p>
<p>Na dúvida, melhor dialogar com os Y que habitam sua empresa. Quer saber o que pensam? Pergunte a eles o que querem, pensam e sentem. Exatamente como faz com os seus clientes especiais.</p>
<p>Quem sabe você não descobre em um Y de seu time de talentos com potencial de um Mark Zuckerberg?</p>
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		<title>O que são Redes Sociais?</title>
		<link>http://www.talk2.com.br/artigos-e-white-papers/o-que-sao-redes-sociais/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 13:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Alberto Ferla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e White Papers]]></category>
		<category><![CDATA[Interação]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[web 2.0]]></category>

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		<description><![CDATA[É cada dia mais comum usarmos o termo "redes sociais". Está na boca de adolescentes e de empresários. Nas casas de cada um e nas corporações.Mas o que significa isso e por que esse conceito vem sendo cada vez mais utilizado?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É cada dia mais comum usarmos o termo &#8220;redes sociais&#8221;. Está na boca de adolescentes e de empresários. Nas casas de cada um e nas corporações.</p>
<p>Mas o que significa isso e por que esse conceito vem sendo cada vez mais utilizado?<span id="more-119"></span></p>
<p>As redes sociais são formadas por indivíduos com interesses, valores e objetivos comuns para o compartilhamento de informações. A internet é um dos grandes fomentadores para a formação de redes, porque as pessoas podem se encontrar independente de tempo e espaço. As pessoas criam redes sociais online a partir de sites de networking como o Orkut e são um dos principais tipos de ferramentas de mídias sociais.</p>
<p><strong>O que é mídia social?</strong></p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%ADdias_sociais" target="_blank">Wikipédia</a>: Mídias sociais abrangem diversas atividades que integram tecnologia, interação social e a construção de palavras, fotos, vídeos e áudios. A maneira na qual a informação é apresentada depende das várias perspectivas da pessoa que compartilhou o conteúdo, podendo ter diferentes formas, como fóruns de internet, weblogs, wikis, podcasts, fotos e vídeos.</p>
<p>A palavra-chave é: interação. E é nesse conceito que as mídias sociais se diferem das convencionais como televisão, rádio ou jornais. Ou seja, nas mídias sociais, os próprios usuários são os responsáveis pelo conteúdo, que pode ser postado, compartilhado, comentado ou até mesmo alterado por outros usuários.</p>
<p>Um dos primeiros a difundir esse conceito com sucesso foi o <a href="http://www.orkut.com/" target="_blank">Orkut</a>, que hoje é um dos maiores exemplos de mídias sociais no Brasil. Temos também Flickr, My Space, Facebook, Second Life e muitas outras ferramentas de relacionamento social.</p>
<p>Os blogs, por exemplo, nasceram como simples diários virtuais e acabaram amplamente difundidos. O segredo é a utilização de ferramentas fáceis, arquitetura participativa e liberdade de comunicação.</p>
<p><strong>Internet só perde para a TV</strong></p>
<p>O público está migrando das plataformas tradicionais de mídia para dedicar mais tempo às redes sociais. Segundo a colunista Patrícia Kogut de O Globo, a queda na audiência da novela &#8220;Ciranda de Pedra&#8221; está relacionada com o aumento da utilização do Orkut pelo público jovem.</p>
<p>E ao contrário do que se supõe, a internet não é um espaço exclusivo das classes A e C. O gerente de análises do Ibope Alexandre Magalhães declarou recentemente ao site de notícias BlueBus que &#8220;a entrada da classe C para o clube dos internautas deve continuar a manter esse mesmo compasso forte de aumento no número de usuários residenciais&#8221;.</p>
<p>Segundo dados do IAB, 37% dos usuários de Internet no Brasil &#8211; o que corresponde a 18 milhões de consumidores &#8211; são da classe C.</p>
<p>O posicionamento da internet como a segunda plataforma de comunicação mais utilizada no mundo &#8211; perdendo apenas para a TV &#8211; justifica o aumento nos investimentos feitos em ações de mídia social. A revista Meio &amp; Mensagem informou que nos Estados Unidos em 2007, 10% da receita das agências foi destinado à Web, o que corresponde a um crescimento de 26,8% em relação ao ano anterior.</p>
<p><strong>Como utilizar as mídias sociais?</strong></p>
<p>Tão importante quanto entender o conceito é saber como usar as mídias sociais. Há pouco tempo, empresas descobriram que uma comunidade no Orkut, por exemplo, pode ser mais eficaz do que um anúncio em revista para difundir a sua marca. Ou que um vídeo espalhado viralmente no YouTube pode gerar resultados impressionantes.</p>
<p>Decisões como esta estão baseadas nos resultados de estudos como o Edelman Trust Barometer. A pesquisa busca entender como as pessoas formam suas opiniões hoje. O resultado indicou que os entrevistados confiam mais em seus pares do que em especialistas ou em acadêmicos. Daí a força das redes sociais para motivar a tomada de decisões.</p>
<p>Recentemente, a Coca Cola lançou um produto chamado <a href="http://www.coketags.com/" target="_blank">Coke Tag</a>. Funciona como um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Widget" target="_blank">widget</a>, que permite ao usuário reunir diversos links de seu interesse, que ficam disponíveis para outras pessoas na rede. Uma idéia fácil e extremamente <a href="http://www.simviral.com/2008/06/coke-tag-a-porta-da-coca-cola-nas-redes-sociais-virtuais/" target="_blank">relevante para o usuário</a>.</p>
<p>Outro bom exemplo de utilização das mídias sociais é campanha presidencial do candidato americano <a href="http://www.barackobama.com/">Barack Obama</a>, eleito em novembro. Pela primeira vez, um político utilizou com extrema habilidade ferramentas como fóruns na internet, Orkut, blogs, celular, entre outras.</p>
<p>Segundo estudo da Agência americana <a href="http://www.universalmccann.com/" target="_blank">Universal McCann</a>, publicado no blog <a href="http://www.simviral.com/2008/04/um-estudo-muito-interessante-da-mccann-sobre-social-media/" target="_blank">SimViral</a>, o Brasil está entre os grandes países em utilização de mídias sociais. Não é por acaso que o <a href="http://br.youtube.com/" target="_blank">YouTube</a> lançou, no ano passado, uma versão totalmente em Português. Apenas outros oito países também receberam uma versão local.</p>
<p>Entre os nossos internautas, temos:</p>
<p>- Leitores de blog: 87,5%, sendo que 52,5% lêem diariamente.</p>
<p>- Temos mais uploaders de fotos do que Inglaterra ou Estados Unidos.</p>
<p>- Somos o 1º em compartilhamento de vídeos dentre os países pesquisados (superando até a China).</p>
<p>- Videoclipes lideram a preferência mundial de visualizações (mais de 90%).</p>
<p>- 55% assinam RSS.</p>
<p><strong>O que esperar do mercado?</strong></p>
<p>A utilização de mídias sociais já não é mais uma simples tendência. Por isso, empresas estão investindo em profissionais que entendem desse tipo de comunicação e que vivem realmente essa realidade. Não adianta apenas participar de fóruns, colocar vídeos na rede ou criar blogs corporativos. É fundamental que a equipe inteira acompanhe esse movimento.</p>
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		<title>O software como produto acabou?</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2008 19:40:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Alberto Ferla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e White Papers]]></category>
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		<description><![CDATA[s mais conservadores poderão contestar essa declaração, mas o mercado dá sinais bastante claros sobre isso. E a consolidação do software livre é o principal deles.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante todos esses anos à frente da Talk, pude observar algumas tendências de mercado, e uma delas é bastante clara: o modelo comercial de software como produto de tecnologia isolado está com os dias contados.<span id="more-192"></span></p>
<p>Os mais conservadores poderão contestar essa declaração, mas o mercado dá sinais bastante claros sobre isso. E a consolidação do software livre é o principal deles. Mas antes de analisar detalhadamente esses sinais, vale à pena destacar alguns fatos que causaram essa mudança até o final da década de 1990, de acordo com dados do “Chaos Report” do Standish Group:</p>
<p>- Apenas um terço dos projetos de software alcançam os resultados esperados.</p>
<p>- Mais da metade dos projetos de software superam os orçamentos previstos.</p>
<p>- Apesar dos custos com equipamento estarem caindo, os custos associados ao desenvolvimento de software vêm aumentando.</p>
<p>De acordo com esses dados, quando um projeto de software começa a ter problemas, os indicadores financeiros (orçamento) e de escopo (resultados esperados) são os primeiros a serem percebidos. Porém, muitas vezes as organizações não compreendem as reais causas do fracasso do projeto. Isso acontece porque, geralmente, a culpa é colocada na tecnologia em si, quando o cerne da questão é exatamente o foco excessivo nos artefatos tecnológicos, que deixa os processos e o elemento humano de lado.</p>
<p>É comum desenvolvedores de sistemas se tornarem verdadeiros especialistas nas áreas de negócio relativas ao software que estão criando. Isso é um sintoma muito grave! Claro que é importante que o desenvolvedor, especialista em tecnologia, tenha uma ótima compreensão sobre o software que está sendo desenvolvido. Entretanto, o conhecimento especializado sobre as regras de negócio deve estar nas mãos daquelas pessoas que dominam esse processo no seu dia-a-dia. E é aí que o modelo de software como produto tem o seu ponto fraco.</p>
<p>É virtualmente impossível que uma fornecedora de software faça um sistema que atenda a todo e qualquer tipo de empresa. Afinal, cada uma tem a sua especificidade, suas necessidades, seus processos individuais. Além disso, é bastante improvável que os desenvolvedores de sistemas compreendam 100% das regras de negócio de todo e qualquer tipo de empresa. Portanto, processos de implantação de software que estejam centrados na tecnologia, acabam não atingindo os seus objetivos na maior parte dos casos.</p>
<p>Para um melhor entendimento, deve-se ter uma percepção mais abrangente sobre o que é um software, ou um “sistema de informação”. De acordo com o dicionário Houaiss, sistema é uma “técnica ou meio de se fazer alguma coisa, especificada de acordo com um plano”. Portanto, um “sistema de informação” é uma técnica ou meio de se organizar informações, especificada de acordo com um plano. Deve-se observar que a definição não aborda nenhum elemento tecnológico.</p>
<p>Antes de se adotar a tecnologia, deve-se averiguar se os processos a serem considerados no “sistema” em questão estão adequados. Caso positivo haverá um ganho considerável se forem adotadas as tecnologias adequadas e se for realizada uma boa gestão de mudanças. Caso os processos estejam errados, o uso da tecnologia causará apenas erros mais rápidos e em maior volume. E caso não seja considerada uma gestão de mudanças adequada, mesmo a melhor tecnologia pode ficar de lado, ou pode ser rejeitada pelas pessoas que irão fazer uso dela.</p>
<p>Agora vê-se uma mudança conceitual: a tecnologia deixa de ser o centro do negócio e passa a ser uma forma de agregar valor a um negócio. Ou seja, o serviço passa a ser o centro das atenções.</p>
<p>A partir dessa visão mais adequada é que surgiram novas possibilidades de negócio para o mercado da tecnologia. Com o advento de software livre, surgiram empresas vendendo serviços de consultoria, personalização e até operação de softwares que não têm custo de aquisição. E isso não significa que a tecnologia seja gratuita ou de baixa qualidade, muito pelo contrário. Apenas o modelo é diferente. Aliás, em muitos casos, as personalizações no software resultam em melhorias que podem ser incorporadas aos sistemas originais, retro-alimentando um círculo virtuoso.</p>
<p>Paralelamente ao software livre, há empresas de tecnologia que adotaram um modelo de comercialização de software que considera “pacotes” de serviço cobrados no modelo de mensalidade, eliminando, inclusive, os custos com aquisição de licença. Entre os serviços oferecidos estão consultoria, personalização, hospedagem, manutenção do sistema, monitoramento, etc. E, de forma bastante parecida com o que acontece no universo do software livre, aquelas personalizações no software que têm potencial de melhoria no sistema original podem ser incorporadas ao projeto principal.</p>
<p>E até o modelo de comercialização de software “alugado”, avançou. Inicialmente, era conhecido como ASP – Application Service Provider (Provedor de Serviço de Aplicações), porém esse modelo ainda mantinha o foco apenas na tecnologia, com uma visão comercial um pouco diferente. Hoje, se fala em SaaS – Software as a Service (Software como Serviço), que considera a tecnologia como parte fundamental da solução comercializada, mas dá maior importância aos serviços prestados, atendendo  da melhor forma às necessidades dos clientes.</p>
<p>Por estar baseado principalmente em serviços, o modelo SaaS considera um compromisso entre cliente e fornecedor, visando o sucesso do contrato. Além disso, o investimento do cliente passa a ser diluído ao longo do tempo, diminuindo drasticamente os riscos financeiros relacionados à aquisição de software.</p>
<p>É claro que o modelo clássico de comercialização de software como produto, com a tradicional venda de licença, não irá desaparecer completamente. Mas a tendência é que esse tipo de sistema fique cada vez mais restrito a nichos específicos, com regras de negócio fixas e/ou com pouca possibilidade de mudança. E ainda assim, a tendência é agregar serviços cada vez mais, em busca da diferenciação em relação à concorrência.</p>
<p>O que está bastante claro no mercado é que o “software de prateleira” tende a desaparecer. Independentemente do tamanho, atualmente as empresas querem soluções que resolvam seus problemas como um todo, e não apenas partes. Além disso, é importante considerar flexibilidade na forma de investimento nas soluções. E é a partir dessa realidade que as empresas fornecedoras de soluções precisam atualizar a sua visão comercial, deixando de lado simplesmente os produtos tecnológicos e agregando mais serviços ao seu portfolio. Assim, a tecnologia deixa de ser um produto voltado para ela mesma, e passa a ser parte das soluções, como um importante fator agregador de valor nos negócios de fornecedores e clientes.</p>
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