A forma como o mercado de comunicação percebe e utiliza as redes sociais na primeira década do século XXI sempre me chamou a atenção. Um tratamento massificador de organismos essencialmente autênticos que me causa estranhamento, tanto quanto a fotografia e o cinema causaram a Walter Benjamin, em relação à obra de arte.
Com a presença de caras como Pierre Levy, Steven Johnson e Clay Shirky, figurinhas carimbadas nos estudos sobre cibercultura, comunicação e redes sociais, a CIRS será um marco nos debates sobre o poder da mobilização e compartilhamento de informações.
Aqui na Talk nós compartilhamos desta proposta de pensamento sobre redes sociais digitais. Proposta que não é nova, diga-se de passagem, mas que é soterrada pelo blablabla do mercado que se baseia no pseudopoder das ferramentas e volume de audiência como valor para o seu negócio. O verdadeiro valor está na inteligência.
Em breve publico aqui o paper que estou preparando para levar para debate na CIRS. Por enquanto, deixo uma dica já antiga, mas muito atual. Separe 60 minutos e veja o documentário Us Now:
OBS – A CIRS é uma realização de pessoas ligadas à Escola de Redes. Faça parte e colabore;-)
Desembarcando na Campus Party 2010, com um mundo de coisas acontecendo ao redor, a primeira semente que consigo extrair (e que precisa ser plantada) é de que redes sociais não são ferramentas, mas a conexão entre pessoas. Parece óbvio, mas sem este entendimento claro qualquer estratégia em rede social é #balela, como diz o título desse post.
Scott Goodstein, estrategista 2.0 da campanha do Obama, diz: "As pessoas não votam nas ferramentas. As pessoas votam nas pessoas". Foto minha
O que isso quer dizer? Aquilo que muita gente fala, mas quase ninguém realmente faz. Uma boa estratégia para redes sociais deve seguir 5 passos principais:
Mapear redes e comunidades
Escutá-las
Integrar-se às que são aderentes à sua proposta de comunicação
Fazer parte delas
Opa! Mas e aquela ação viral no capricho? Pois é. Não acredite em quem te vende um viral no capricho porque isso não existe. Você não faz uma campanha viral. Você faz uma campanha. Se você fizer tudo direitinho e tiver um pingo de sorte, o virus se espalha
O grande valor agregado ao seu negócio está em poder escutar o que as pessoas tem a dizer e poder participar deste diálogo com propriedade.
A forma como o mercado de comunicação percebe e utiliza as redes sociais na primeira década do século XXI sempre me chamou a atenção. Um tratamento massificador de organismos essencialmente autênticos que me causa estranhamento, tanto quanto a fotografia e o cinema causaram a Walter Benjamin, em relação à obra de arte.