Estou em Curitiba e de manhã assisti a palestra de Augusto de Franco, da Escola de Redes, que organiza a Conferencia Internacional de Redes Sociais (CIRS), evento que faz parte da Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2010.

Augusto de Franco na CIRS - foto: Bito Teles

foto: Bito Teles

A palestra ( que na verdade seria um mini-curso, mas devido ao grande número de interessados acabou se realizando em um auditório maior, impossibilitando um formato mais interativo) foi dividida em duas partes.

Na primeira parte, Augusto contou como foi sua experiência de aprendizado sobre redes, demonstrando que a nova ciência das redes tem fundamentos bastante sólidos em estudos de diversos pesquisadores: de Tocqueville a Maturana, passando por Arendt, Jacobs e Castells, a curiosidade em entender como funcionam as trocas e conversações em grupos é de extrema importância para relações mais sustentáveis e produtivas.
Na segunda parte, uma explicação brilhantemente simples sobre topologias de rede ( hierarquizadas, centralizadas e distribuídas) e como o fenômeno das redes pode ser percebido e incentivado – papel dos netweavers, ou tecelões de rede – foi realmente esclarecedora e entendi os possíveis impactos dos arranjos de rede no desenvolvimento das cidades.

Você pode ouvir o áudio integral da palestra do Augusto no player abaixo, e os slides estão aqui.

Se quiser saber tudo sobre o assunto, entre para a Escola de Redes e acompanhe as conversações sobre a CIRS no twitter.

Sou fã declarado do Adrian Ho, japinha da Zeus Jones, uma pequena empresa de marketing de Minneapolis.
Já era fã antes de conhece-lo pessoalmente no encontro do grupo de planejamento em dezembro do ano passado em São Paulo ( ocasião em que ele falou para um auditório com cerca de 400 planners das maiores agências brasileiras que o planejamento – e o modelo de negócio das agências – de hoje é inútil, e que não conseguia entender porque 400 pessoas inteligentes não conseguiam perceber isso. )

O que o Adrian defende é que temos que nos apropriar dos ativos “operacionais” das empresas e desenvolver ações de marketing e comunicação em cima desses ativos. Parece um conceito complexo, mas não é. Já falei disso antes e este post é para apresentar um dos últimos trabalhos deles, explicado no vídeo abaixo:

No post original você pode conhecer detalhes desta ação, mas o trabalho apresentado é resultado tangível de um “planejamento criativo” fundamentado em pesquisa e observação:

- O planner com certeza pesquisou e observou bastante o comportamento dos potenciais usuários dentro da loja;
- Um elemento cultural, que parece óbvio, foi aproveitado e intensificado: garotas gostam de se expressar, de tirar fotos nas cabines de troca e compartilhar entre amigas.

A tecnologia envolvida é apenas “o caminho” para a experiência. Mesmo sem a Microsoft Surface, grande parte desta experiência poderia ser realizada e compartilhada. O importante mesmo é criar ( ou recriar ) serviços úteis para os consumidores.  Cada vez mais, planejamento é observação, experimentação e ação.

Nesta sexta, o convidado do Talkshow é o Geraldo Magela, humorista mineiro que já fez de tudo na vida: vendeu picolé, bilhetes de loteria, foi locutor de lojas e por aí vai. Começou sua carreira artística na Rádio Capital, ao ganhar um concurso onde a premiação era um saco de café, acabou sendo convidado para participar de outros programas.
Naturalmente, evoluiu para o seu próprio programa no rádio, participações em programas de TV, e seu próprio show, intitulado “Ceguinho é a mãe”, lançado em uma entrevista no Programa do Jô.
Ele irá conversar com a gente no Talk Show dessa semana sobre humor, e é claro, internet. Magela tem site, um bloge o twitter @oceguinho , que ele mesmo atualiza e responde utilizando um leitor de telas.

No Talkshow de hoje, eu e Rafael Ziggy vamos entrevistá-lo e fazer as perguntas de vocês ( que podem ser enviadas pelo twitter usando a tag #talkshow ou na sala de chat abaixo ) ao vivo a partir das 15 horas. Participe!
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