plunct plact zuuuuuuuuuuum
Algumas empresas continuam muito preocupadas – e parece que investem cada vez mais – em controles. Controle na contratação, controle de horas, controle de twitter de funcionários, controle da produtividade, controle da comunicação e assim por diante. É tanta regra que as pessoas perdem a espontaneidade.
Porém, algumas delas estão se desprendendo de tanto controle. Benevolência? Não, longe disso…
Elas descobriram que tentar controlar o incontrolável ou controles que não trazem resultado nenhum para a empresa, são perda de dinheiro.
Empresas que bloqueiam comunicadores instantâneos, por exemplo, obrigam seus funcionários a usarem o telefone para resolver questões do dia-a-dia que exigem uma conversinha rápida como “quem vai buscar o filho na escola” ou um aviso de “chegar mais tarde em casa”. E na prática, este controle evita o que? Que o funcionário disperse? Será? Imagine se alguém que não está a fim de trabalhar diz: “Ok, eu ia ficar conversando a tarde inteira, mas como não tem comunicador instantâneo, agora vou dar meu sangue pela empresa!” Duvido um pouco… Pessoas precisam de líderes de verdade e eles tem o papel de garantir a produtividade de um time.
Empresas que “dão uma olhadinha” no twitter de funcionários, mas se esquecem que eles tem amigos e que vão todos juntos beber na sexta-feira e falar (bem ou mal) dos seus trabalhos. Não quer que sua empresa seja mal falada? Então não dê motivos. E isso vale para clientes ou funcionários.
Empresas que exigem que cada iniciativa por parte dos funcionários tenha que ser “selada, registrada, carimbada, avaliada, rotulada se quiser voar”. É assim que a gente não vai a lugar nenhum… E às vezes perde-se uma excelente oportunidade porque as pessoas se desestimulam com tanto controle. O que estava sendo feito com vontade, por iniciativa própria, começa a ser tão complicado que perde a graça.
Vamos ver o que se estou viajando?
Google: hoje o serviço de busca mais usado no mundo, foi criado a partir de um projeto de doutorado de dois amigos, frustrados com os buscadores da época. Toda a história aqui.
Youtube: O YouTube foi fundado por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, como projeto pessoal, enquanto empregados da Paypal. Toda a história aqui.
Twitter: surgiu de uma sessão de brainstorm no Odeo, sugestão do arquiteto de software Jack Dorsey. Toda a história aqui.
Orkut: projeto independente de um engenheiro de software, Orkut Büyükkokten. Toda a história aqui.
eBay: criado pelo programador Pierre Omidyar como parte de um projeto pessoal. Toda a história aqui.
Facebook: Mark Zuckerberg criou o facebook com seus colegas de quarto da faculdade, enquanto ainda era estudante. Toda a história aqui.
Bem, estes são alguns exemplos de grandes produtos/empresas que foram criados sem regras ou controles burocráticos. Foram criados porque as pessoas sentiram prazer em investir tempo numa nova idéia.
Tem que haver algum controle? Claro que tem. Estou sugerindo aqui apenas que seja repensado a função de cada controle. Que seja feita a pergunta: este controle traz o quê para a empresa? Lembrando que todo controle implica em, no mínimo, mão-de-obra e ferramenta, mesmo que seja uma planilha (leia-se custo).
Isso é um convite para gastarmos, todos, nosso tempo em algo que traga resultados. Afinal, como disse Tony Hsieh, CEO da zappos.com, “se você não confia em determinado funcionário, por quê o contratou”?
