A forma como o mercado de comunicação percebe e utiliza as redes sociais na primeira década do século XXI sempre me chamou a atenção. Um tratamento massificador de organismos essencialmente autênticos que me causa estranhamento, tanto quanto a fotografia e o cinema causaram a Walter Benjamin, em relação à obra de arte.

Paro aqui a minha reflexão para, primeiro, situar no tempo e no espaço o meu objeto de reflexão, que são as redes sociais dentro do mercado de comunicação social, publicidade, jornalismo, marketing e relações públicas, no início do século XXI, época de extrema exposição e valorização dos recursos chamados 2.0 na internet comercial.

Segundo, para me desculpar pela comparação do meu pensamento ao de um dos maiores expoentes dos estudos de teorias da comunicação, ainda mais por usar um dos textos frankfurtianos mais conhecidos e reconhecidos.

O objetivo foi me apropriar de uma construção já estabelecida para chamar a atenção e também traçar um paralelo entre a reprodutibilidade técnica, a autenticidade e valor de exposição, a aura, e o valor de eternidade, apontados por Benjamin no que se refere às obras de arte, ao contexto das redes sociais.

Abro um outro parêntese para pontuar o que acredito que sejam redes sociais. Segundo Augusto de Franco, em Escola de Redes – Novas visões sobre a sociedade, o desenvolvimento, a internet, a política e o mundo glocalizado:

“O que é chamado de mundo das redes, todavia, não é o mundo físico que pode ser visto, mas um multiverso de conexões que não se vê, ao qual só se pode ter acesso por meio da ciência ou da imaginação” … “Redes são sistemas de nodos e conexões. No caso das redes sociais, tais nodos são pessoas e as conexões são relações entre essas pessoas”(FRANCO, p 37)

Posto isso, me aproprio de algumas citações destacadas do texto A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica (livro Walter Benjamin – Obras Escolhidas: Magia e técnica, arte e política – Editora Brasiliense) para construção deste paralelo.

Reprodutibilidade técnica

“… a reprodução técnica atingiu tal padrão de qualidade que ela somente podia transformar em seus objetos a totalidade das obras de arte tradicionais, submetendo-as a transformações profundas, como conquistar para si um lugar próprio entre os procedimentos artísticos” (BENJAMIN, p.167).

Quando Walter Benjamin apontava que a reprodução infinita de uma obra de arte como a Mona Lisa, por exemplo, sua argumentação indicava que as reproduções eram apenas simulacros dos seus referentes originais. Assim são também grande parte das redes sociais em evidência na web atualmente.

Um recente vídeo produzido pela Agência Click (LINK: http://www.youtube.com/watch?v=DmRsQibIOWg) mostra, sem ser este o seu objetivo,  como esta cultura da reprodutibilidade técnica atingiu um estágio tão avançado que não se limita a reproduzir apenas obras e objetos tangíveis, mas também se aventura na reprodução de relações sociais, conexões entre as pessoas e construção de conhecimento.

“Pesquisas apontam que só em 2008 mais de 12 milhões de PCs foram vendidos…”, diz o texto do vídeo. E continua: “O brasileiro gasta em média 23 horas e 12 minutos por mês conectado à internet” e “Entre estes brasileiros, 79% fazem parte de redes sociais”.

E o que consideram redes sociais? Orkut, Facebook, Twitter, Blog, Flickr, Youtube e uma infinidade de ferramentas disponíveis por aí. No momento em que o mercado se apropria destes números, se gabando de que “as redes sociais agregam mais de 55 milhões de usuários”, fincam no coração da sociedade mundial a bandeira que indica o sucesso na reprodutibilidade técnica das relações sociais.

Mas isso não é um privilégio da Agência Click, ou do mercado brasileiro. É um fenômeno mundial. É só fazer uma pesquisa no Google para achar apresentações e mais apresentações com o mesmo discurso construído, no qual o crescimento da exposição e do volume são muito mais importantes  e relevantes do que a autenticidade destas redes.

Autenticidade

“A esfera da autenticidade, como um todo, escapa à reprodutibilidade técnica, e naturalmente não apenas à técnica” … “A autenticidade de uma coisa é a quintessência de tudo o que foi transmitido pela tradição, a partir de sua origem, desde sua duração material até o seu testemunho histórico” (BENJAMIN, p 167 e 168).

Quando Benjamin destaca a inexistência de autenticidade em produtos oriundos da reprodutibilidade técnica, vai ao cerne da questão do modo de produção capitalista – modo este que o pensamento da Escola Crítica, da qual o autor faz parte, descasca e condena.

A reprodutibilidade técnica das relações sociais, expressas nesse fenômeno de uso das ferramentas de redes sociais digitais, acaba com o caráter autêntico de tais relações.

Os vestígios existentes na construção de relações autênticas – lembranças, afinidades, espera, saudade, desentendimentos etc – que são transmitidos pela tradição, simplesmente não existem, ou são incidentais e quase imperceptíveis nas relações sociais construídas através da reprodutibilidade técnica. Não é possível perceber o “aqui e agora” (BENJAMIN, p 167) destas relações.

Ter 300 contatos no ICQ, ter 999 amigos no Orkut, fazer parte de uma comunidade com 15 mil membros, ou possuir 70 mil seguidores no Twitter não significa, necessariamente, estabelecer uma relação social com todo esse universo. Ao contrário, quando maior a exposição destas relações sociais e o acesso das pessoas a estes múltiplos canais, menor será a relação social entre estes indivíduos.

Nestes casos, para grande parte da massa só são estabelecidos o que Mark Granovetter chama de laços fracos (weak ties). Não se discute a importância de tais laços na formação e dinâmica de redes sociais autênticas, quando analisados junto aos laços fortes. O ponto crítico destas redes massificadas é justamente a inexistência de laços fortes (strong ties) que dão estabilidade e caráter original ao sistema.

A pesquisa do antropólogo da Universidade de Oxford, Robin Dunbar, sugere que os seres humanos não são capazes de administrar uma rede de amigos com mais de 150 indivíduos. Em entrevista concedida ao Times (http://technology.timesonline.co.uk/tol/news/tech_and_web/the_web/article6999879.ece), do Reino Unido, o antropólogo afirma:

“O interessante é que você pode ter 1.500 amigos, mas, quando você olha o tráfego dos sites, é possível notar que as pessoas mantêm o mesmo circulo de amigos que gira em torno as 150 pessoas, o que ocorre também no mundo real”

Estas pseudo-redes com milhares de indivíduos pseudo-conectados não são autênticas, não possuem tradição, e quando colocadas umas ao lado das outras, são iguais. São uma vaga lembrança das relações sociais experimentadas em diversos ambientes, inclusive na internet, mas, ao contrário destas, não têm força de transformação, muito menos de sustentação. São ocas. Não possuem aura.

Não quero dizer aqui que toda manifestação proveniente destas redes não tem autenticidade. Alguns flashmobs, por exemplo, possuem uma carga genuína e assustadoramente transformadora. Mas estes não são maioria.

Aura

“Em suma, o que é a aura? É uma figura singular, composta de elementos espaciais e temporais: a aparição única de uma coisa distante, por mais perto que ela esteja”. (BENJAMIN, p 170).

A destruição da aura anunciada por Benjamin, quer dizer a morte da ligação entre relações sociais e uma história presa no passado, que não pode ser tocada, apenas sentida, no presente. A reprodutibilidade de redes sociais não autênticas faz com que tenhamos uma relação presente que não tem história passada, não tem os vestígios da autenticidade, e, consequentemente, não tem aura.

“Fazer as coisas ‘ficarem mais próximas’ é uma preocupação tão aproximada das massas modernas como sua tendência a superar o caráter único de todos os fatos através de sua reprodutibilidade técnica” (BENJAMIN p 170)

Destaco esta citação ainda dentro do contexto da definição de aura para tirar um pouco do peso da responsabilidade das organizações – incluindo as agências de comunicação – neste processo de reprodução artificial de relações sociais. Quem força este cenário hoje é a própria massa, desarticulada, pseudo-educada, faminta por relações artificiais por não conseguirem dar conta de esperar a gênese de relações singulares e autênticas.

Estar nestas redes digitais nos dão uma impressão de pertencer a uma turma, a um grupo, a uma comunidade, mas, na verdade, o indivíduo não pertence. O indivíduo participa como mero espectador de outras relações às vezes tão vazias quanto as suas.

Por tanto, não temos aqui um problema mercadológico apenas. O problema é social e deve ser encarado como tal. É preciso recriar a cultura da colaboração, participação e interação fora da normatividade hierárquica e repressiva, que se disfarça de uma falsa cultura de colaboração e engajamento ao se apoiar em ferramentas de fórum e debate extremamente controladas.

Valor de eternidade

“Os gregos só conheciam dois processos técnicos para a reprodução de obras de arte: o molde e a cunhagem. As moedas e terracotas eram as únicas obras de arte por eles fabricadas em massa. Todas as demais eram únicas e tecnicamente irreprodutíveis. Por isso, precisavam ser únicas e construídas para a eternidade” (BENJAMIN, p 175).

Tal qual as esculturas gregas, irreprodutíveis àquela época, as relações sociais estabelecidas antes da exposição massificada também eram construídas para a eternidade. Amizades, correspondências, organizações de grupos eram estabelecidos sem as facilidades promovidas pela sociedade da informação e conexões digitais.

O que aconteceu foi que perdemos a mão. De forma desenfreada deixamos de usar as ferramentas como facilitadores na construção de relações para transformá-las na própria essência da relação. Quando uma relação social é reproduzida nos moldes da reprodutibilidade técnica, as conexões reais e duradoras estabelecidas não se dão entre os indivíduos, mas entre as máquinas. A rede passa a ser técnica e não social, e pode ser destruída ou substituída por qualquer outra ferramenta sem perda efetiva dos valores de autenticidade, uma vez que eles quase não existem nestas condições.

Resgate da aura

A reflexão, no entanto, me leva a buscar formas de resgate da aura das relações sociais em rede, principalmente no contexto das redes sociais digitais. Exemplos não faltam de redes autênticas e singulares na internet.

Destaco organismos como o Couch Surfing, Mumsnet, The People Speak, Slice the pie, Ebbsfleet United, Zopa e Linux, todos presentes no interessantíssimo documentário Us Now (http://www.imdb.com/title/tt1555154/), dirigido por Ivo Gormely, que conta histórias de como a sociedade organizada em rede distribuída baseada na colaboração e na internet está transformando o nosso mundo.

(você pode ver o documentário na íntegra clicando aqui, ó)

No Brasil a Escola de Redes (http://escoladeredes.ning.com/), Movimento Blog Voluntário (http://www.blogvoluntario.org.br/), e Voluntários Online (http://www.voluntariosonline.org.br/), por exemplo, surgem como redes sociais que se sustentam pelo desejo de permanência, de eternidade. E existem muitos outros por aí.

Junto à “existência serial” (BENJAMIN, p 168) das redes sociais digitais, que parecem sufocar o usuário e chamar toda a atenção do mercado, nascem e renascem relações que se utilizam da internet para potencializar seu poder de transformação.

Ainda podemos resgatar a aura perdida das redes sociais, mas, para tanto, é preciso mostrar o valor e o retorno possíveis com a construção de relações mais maduras e autênticas.

Comentários

  1. Grande artigo, Bito!
    Ele sozinho já daria manga para todos os debates da Conferencia Internacional de Redes Sociais.

    Marcelo Ottoni | 04/02/2010 às 17:43
  2. Bito,

    Concordo com partes do seu texto, onde você diz que estamos supervalorizando as tais redes e nós, chamando incorretamente de 'sociais'. Verdade, há um exagero, um frenesi geral, invariavelmente estragando a legitimidade da coisa toda.

    No entanto, não podemos esquecer que a Internet sempre foi 'social', sempre foi uma rede de pessoas e a tecnologia foi criada e aprimorada apenas para apoiar as relações.

    Existem sim, muitas relações legítimas iniciadas ou continuadas na rede.

    Abraço

    Manoel Netto | 04/02/2010 às 20:52
  3. Valeu, Ottoni... eu diria bem menos :P mas acho que teremos oportunidade de conversar sobre isso lá na CIRS mesmo... uma pena que vc não vai. Quer dizer... ainda há esperança? ehehehe

    Fabio Bito | 04/02/2010 às 20:58
  4. Verdade, Netto... existem sim diversas relações legítimas iniciadas ou continuadas na internet. Eu sou apaixonado por esse mundo social da web. Só questiono a massificação disso tudo pelo mercado. ;-) grande abraço!

    Fabio Bito | 04/02/2010 às 21:01
  5. [...] As Redes Sociais na era de sua reprodutibilidade técnica. [...]

  6. Excelente texto, Bito.

    Sobre a questão de amigos, seguidores, fãs ou afins, infelizmente é função do ser humano desempenhar uma função para tal.

    Só acho que é importante ressaltar o comentário do @mnettto: o computador e, principalmente, a internet foram feitos para conectar pessoas e não máquinas.

    Mas entendo o quesito da massificação do mercado. Era algo já esperado. O próximo ponto a ser discutido é a privacidade e seus nodos... vamos ver onde chega.

    Rafael Sbarai | 05/02/2010 às 14:44
  7. Grande Rafa! Valeu pelo comentário. Não tenho dúvidas de que a internet tem uma função importantíssima na transformação (para melhor) da nossa sociedade. É uma ferramenta que facilita o fluxo de informações e quebra paradigmas de controle sobre o conhecimento e a transmissão de notícias, etc...

    Ao mesmo tempo, é uma ferramenta usada por uma sociedade adoecida e saturada. E aí é que surgem as grandes pseudo-redes com nodos ligados apenas por elos fracos, sem coesão, que terminam expondo sua privacidade para todo mundo pq seus interlocutores diretos e fortes, que protegeriam isso, são descartaveis.

    A pensar...

    Fabio Bito | 05/02/2010 às 20:54
  8. Fala Bito. Mto bom o seu texto, denso na medida certa para ignorr a superfície e mergulhar na profundidade da essência humana. Acho que a frgilidade das conexões acaba provocando a necessidade de novas conexões, gerando um ciclo vicioso de multiplicação de falsas interacões sociais. Sua tese é boa e causa e efeito se confundem à medida em que a bola de neve cresce. Me fez pensar sobre o verdadeiro papel da propaganda nesse contexto. Abs ; ) Moa

    Moa | 08/02/2010 às 22:58
  9. [01/07] Rascunhei um comentário que, ao final - não tinha reparado no limite - passou dos 500. Vocês, que dão alento a esse tema tão interessante, me dêem licença de parti-lo (o comentário).

    Costumo, não sem alguma tristezinha, considerar que as redes sociais tem servido preponderantemente a uma socialização que o gosto e os hábitos de alguns (eu, por exemplo) chamaria de banal, fútil e às vezes até mesmo debochadamente corrosiva. Embora, felizmente, isso não seja tudo. [continua]

    Rildo Polycarpo | 09/02/2010 às 07:00
  10. [02/07] Mas não foram as redes sociais, como ferramentas novas, que deram a luz a essas qualidades. Já vi que todos aqui concordam que o mercado tem um papel preponderante nisso, como em tudo o mais. A lógica do lucro faz de tudo o que há na vida um espetáculo - até mesmo a morte (veja-se o caso de Michael Jackson...). As intensidades espetaculares são o princípio ativo do que o mercado administra em todos os âmbitos da vida passíveis de serem capturados em sua trama. [continua]

    Rildo Polycarpo | 09/02/2010 às 07:04
  11. [03/07] Se as redes sociais se banalizaram, não é que um dia elas foram intocadas, mas porque as suas condições de possibilidade surgiram do mesmo ventre e se nutriram do mesmo seio em que, na contemporânea exacerbação das forças do mercado - cada vez mais tentaculares e penetrantes -, as crianças foram e vão sendo desde cedo convertidas em consumidores, desde logo adestradas a participarem do mundo como brotos de celebridades. [continua]

    Rildo Polycarpo | 09/02/2010 às 07:06
  12. [04/07] Isso pode nos fazer pensar - sem teorias da conspiração - numa certa coerção tácita ao desempenho de dois papéis: o de consumidor e o de mercadoria - consumimos e nos fazemos interessantes para o consumo. E é isto o que ouvimos em meio ao zum-zum-zum do turbilhão da lógica do mercado: o ponto mais alto a que Você pode chegar como consumidor é o 'estado de mercadoria'! E assim muitos se alegram em ter milhares de seguidores numa rede social: aquisição numérica e platéia... [continua]

    Rildo Polycarpo | 09/02/2010 às 07:11
  13. [05/07] Uma questão até hoje e ainda por muito tempo interessante diz respeito à própria diferenciação entre a web em seus primeiros tempos e a web de hoje. A diferença conceitual e tecnológica de fato existe e inclusive utilizada no marketing em prol das redes sociais. Mas será que passamos realmente da mera informação à real comunicação? Fabio apresentou alguns exemplos que nos dizem que sim. Ao menos temos esses e outros exemplos e essa possibilidade, essa potência. [continua]

    Rildo Polycarpo | 09/02/2010 às 07:16
  14. [06/07] Mas há ainda muito a se esperar das cmcs (comunidades mediadas por computador / computer mediated communities), quer no que se refere a uma disposição mais amplamente vigorosa de aceitar e aprender a lidar com ferramentas que possibilitam comunidades virtuais em prol da solução de problemas reais, quer no que diz respeito a uma utilização efetivamente comunicativa dessas ferramentas que são as redes sociais. [continua]

    Rildo Polycarpo | 09/02/2010 às 07:18
  15. [07/07] As redes sociais são de fato mais espaços que ferramentas. São espaços que abrimos – espaços também eles reais – e para os quais inelutavelmente carreamos de tudo o que há nos espaços a que estávamos habituados: a hierarquização, a banalidade, a estereotipia.... mas também a criatividade, a comunicação, a solidariedade. São espaços de que nos servimos, para o bem, para o mal e para tudo o que mais largamente cabe entres essas noções.
    E espero não ter exagerado no uso desse espaço. Abcs

    Rildo Polycarpo | 09/02/2010 às 07:22
  16. [...] Fábio Bito* Em 12 meses, o site criado por estudantes da Universidade de Harvard quase duplicou o seu número de visitantes únicos, ou seja, de pessoas diferentes que o acessaram.Contando as visitas repetidas, o Facebook, criado em 2004, tornou-se o segundo maior site dos Estados Unidos em termos de acessos, ultrapassando até o gigante Yahoo. A rede social registrava, em dezembro de 2009, um total de 350 milhões de usuários – um quinto da população mundial com acesso à internet. Mas, qual será o segredo do Facebook para atrair tantos usuários e se transformar, em apenas seis anos, no maior fenômeno entre as redes sociais?Primeiramente, esse sucesso colossal, não pode ser analisado apenas por um viés. Existem diversos motivos que fazem do Facebook um dos maiores expoentes do setor no mundo, pelo menos em termos numéricos. Um dos motivos desse sucesso é a promoção de conectividade, da ligação, entre as pessoas de forma pratica. Um exemplo desta praticidade é o as atualizações dos contatos de um usuário, que são exibidas já na página inicial. Outro motivo é a crescente oferta de aplicativos de excelente qualidade que funcionam paralelamente com a ferramenta, como os social games – Máfia Wars e Farmville -, além da integraão com o Twitter e com outras redes digitais. O Facebook atingiu um nível tal que inspirou até um filme, a ser lançado em outubro próximo, e já  se tornou mais popular entre os brasileiros do que o Twitter – o miniblog no qual as mensagens não podem ter mais do que 140 caracteres.Pontos negativos Apesar deste crescimento e da boa qualidade do sistema, no entanto, o Facebook  já experimenta alguns pontos negativos. Nos EUA, alguns jornais chegam a falar do Facebook como “cidade fantasma”, com usuários abandonando a ferramenta pelo excesso de informaões que julgam irrelevantes, uma suposta aproximação do Facebook com o MySpace.  Houve também um movimento de posicionamento de nichos, o que acabou levando muita gente para o Facebook. No caso do Brasil, especificamente, muitos usuários optaram pelo Facebook após a massificação e banalização do Orkut, se aproveitando inclusive da barreira lingística que havia até 2009. Era uma alternativa para internautas mais exigentes que queriam fazer parte de um produto mais globalizado do que o Orkut, com usuários predominantemente indianos e brasileiros. No Brasil, o grande problema, além da popularização gigantesca, está no uso abusivo das ferramentas de compartilhamento e gratificação que terminam dificultando o uso básico da rede.  Isto é  resultado natural da construção de redes gigantes, com muitos participantes conectados por laços fracos. A qualidade da ligação emotiva, política e intelectual entre os membros de uma rede é determinante para o seu sucesso.  No entanto, sem dúvidas o Facebook está longe de ser um fracasso. Leia mais sobre as redes sociais digitais no artigo Redes Sociais na era de sua reprodutibilidade técnica - http://www.talk2.com.br/artigos-e-white-papers/as-redes-sociais-na-era-de-sua-reprodutibilidade-tecn...  [...]

  17. [...] Leia mais sobre as redes sociais digitais no artigo Redes Sociais na era de sua reprodutibilidade técnica [...]

  18. [...] Leia mais sobre as redes sociais digitais no artigo Redes Sociais na era de sua reprodutibilidade técnica [...]

  19. Cara, muito bom, já tinha visto antes mas só parei pra ler o artigo hoje, mas aproveitei e fiz um post no meu blog sobre ele. muito bem escrito e coerente, embora minha visão discorde em alguns pontos.

    Eloy Vieira | 12/05/2010 às 22:00
  20. Legal, Eloy! Valeu pelo comentário e pela indicação no seu blog. Coloca aqui o seu ponto de vista, sobretudo os discordantes... esse é um espaço para debate mesmo. Seja bem-vindo!

    Fabio Bito | 12/05/2010 às 22:30
  21. Fantástico o texto, muito bem escrito e coberto de razão -- embora eu deteste toda a ladainha apocaliptíca, achando-a exagerada, ainda é válida e é maravilhoso ver como continua atual depois de um século. =)

    Diana Prallon | 25/05/2010 às 13:38
  22. Muito bom o seu artigo, bastante simples e eficaz

    Abraços,
    Ranieri Marinho de Souza
    http://blog.segr.com.br

    Ranieri Marinho de Souza | 04/06/2010 às 14:20
  23. [...] Leia mais sobre as redes sociais digitais no artigo Redes Sociais na era de sua reprodutibilidade técnica [...]

Deixe seu comentário construtivo

Formulário de comentário Restam 500 caracteres